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Questão de Medicina — Urologia — FGV 2026

MedicinaUrologia
Código
fg129478
Banca
FGV
Órgão
AMAZUL
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico do Trabalho
A injeção intravesical de toxina botulínica é um tratamento eficaz para condições como a bexiga hiperativa e a cistite intersticial. O procedimento envolve a aplicação de toxina botulínica diretamente na parede da bexiga, relaxando os músculos e reduzindo a urgência miccional, o que melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.Conforme as Diretrizes de Utilização da ANS, assinale a opção que representa um critério de exclusão para a injeção intravesical de toxina botulínica.
  1. ABexiga hiperativa há pelo menos 6 meses com incontinência urinária de urgência.
  2. BResíduo urinário pós-miccional superior a 150 ml, em pelo menos duas determinações objetivas (USG ou cateterismo vesical).
  3. CInsucesso no tratamento clínico com modificação comportamental.
  4. DContraindicações ao uso de antimuscarínico ou efeitos adversos intoleráveis ou insucesso no tratamento com tentativa de pelo menos dois antimuscarínicos por pelo menos 2 meses cada.
  5. EExclusão de doenças urológicas que possam confundir o diagnóstico (infecção urinária, litíase vesical ou tumor vesical).
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GabaritoB — Resíduo urinário pós-miccional superior a 150 ml, em pelo menos duas determinações objetivas (USG ou cateterismo vesical).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Injeção intravesical de toxina botulínica: critérios de exclusão

Gabarito: letra B. O critério de exclusão para a injeção intravesical de toxina botulínica, conforme as Diretrizes de Utilização da ANS, é a presença de resíduo urinário pós-miccional superior a 150 ml, confirmado em pelo menos duas determinações objetivas (USG ou cateterismo vesical). Esse achado contraindica o procedimento porque a toxina pode piorar o esvaziamento vesical, aumentando o risco de retenção urinária e infecção.

A toxina botulínica tipo A (TBA) é uma neurotoxina que, aplicada diretamente na parede da bexiga (injeção intravesical ou intradetrusora), bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, reduzindo a contratilidade do músculo detrusor. Essa ação é útil em condições como a bexiga hiperativa (BH) refratária e a cistite intersticial, pois diminui a urgência miccional e os episódios de incontinência. No entanto, o procedimento não é indicado para todos os pacientes: existem critérios de inclusão e exclusão definidos pelas diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que visam selecionar os candidatos com maior potencial de benefício e menor risco de complicações.

O principal risco da toxina intravesical é a retenção urinária, pois ela pode reduzir excessivamente a força do detrusor. Por isso, um resíduo pós-miccional (RPM) elevado é uma contraindicação absoluta: se o paciente já não esvazia a bexiga adequadamente, a toxina pode agravar o quadro, levando a retenção completa, necessidade de cateterismo intermitente e maior risco de infecção do trato urinário. O valor de corte de 150 ml é um parâmetro objetivo, e a exigência de duas determinações confirma que o achado é consistente, evitando decisões baseadas em uma única medição eventualmente imprecisa.

As demais alternativas descrevem, na verdade, critérios de inclusão ou condições que devem ser avaliadas antes do tratamento, mas não contraindicações. Por exemplo, a falha do tratamento clínico com antimuscarínicos é um requisito para indicar a toxina, e a exclusão de outras doenças urológicas é uma etapa diagnóstica obrigatória, não um critério de exclusão do procedimento em si. A banca explora exatamente essa inversão: o candidato pode confundir os critérios de elegibilidade com os de contraindicação.

Para responder corretamente, é essencial distinguir:

Critério

Inclusão (indica o procedimento)

Exclusão (contraindica)

Bexiga hiperativa com incontinência de urgência

✅ (desde que refratária)

Resíduo pós-miccional > 150 ml

Insucesso com modificação comportamental

Falha/contraindicação a antimuscarínicos

Exclusão de outras doenças urológicas

✅ (etapa diagnóstica)

Guarde essa fronteira: o que indica o tratamento é a falha das terapias anteriores; o que contraindica é a presença de fatores que aumentam o risco do procedimento, como o resíduo elevado. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A bexiga hiperativa há pelo menos 6 meses com incontinência urinária de urgência é um critério de inclusão, não de exclusão. A toxina é indicada justamente para pacientes com BH que não respondem a outras medidas. A alternativa inverte o papel do critério.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O resíduo urinário pós-miccional superior a 150 ml, confirmado em duas determinações objetivas, é um critério de exclusão para a injeção intravesical de toxina botulínica. O procedimento pode piorar o esvaziamento vesical, levando a retenção urinária e complicações associadas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O insucesso no tratamento clínico com modificação comportamental é um critério de inclusão: a toxina é considerada quando as medidas conservadoras falham. Não contraindica o procedimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A contraindicação ou falha com antimuscarínicos (após tentativa de pelo menos dois, por 2 meses cada) é um critério de inclusão, pois indica que o paciente é candidato à toxina. A alternativa descreve uma situação que habilita o tratamento, não que o exclui.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A exclusão de doenças urológicas que possam confundir o diagnóstico (infecção, litíase, tumor) é uma etapa diagnóstica obrigatória antes de indicar qualquer tratamento, mas não é um critério de exclusão específico da toxina. É uma medida de segurança para garantir o diagnóstico correto, não uma contraindicação ao procedimento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte os critérios de inclusão e exclusão. O candidato pode marcar a alternativa D, que descreve a falha com antimuscarínicos — mas isso é justamente o que indica a toxina, não o que a contraindica. O único critério de exclusão real é o resíduo pós-miccional elevado, que aumenta o risco de retenção urinária.

Gabarito: letra B

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