Questão de Química — Técnicas de Laboratório — FGV 2026
- Código
- fg129772
- Banca
- FGV
- Órgão
- AMAZUL
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Químico
- A1,02 L mol-¹ cm-¹
- B1,44 L mol-¹ cm-¹
- C2,01 L mol-¹cm-¹
- D3,63 L mol-¹ cm-¹
- E4,12 L mol-¹cm-¹
GabaritoB — 1,44 L mol-¹ cm-¹
Gabarito: letra B. A absortividade molar é obtida pela Lei de Beer-Lambert, , onde é a absorbância, o caminho óptico e a concentração. Da equação da curva de calibração , o coeficiente angular (2,01) é o produto . Com , temos , que é aproximadamente 1,44 L mol⁻¹ cm⁻¹ (letra B).
A questão combina dois conceitos centrais da espectrofotometria: a construção da curva de calibração (relação linear entre absorbância e concentração) e a Lei de Beer-Lambert, que relaciona a absorbância à concentração, ao caminho óptico e à absortividade molar. A curva de calibração é obtida medindo-se a absorbância de soluções de concentração conhecida e ajustando-se uma reta da forma , onde é a absorbância, a concentração, o coeficiente angular e o intercepto. O coeficiente angular é exatamente o produto da Lei de Beer-Lambert, pois é uma reta que passa pela origem (quando , ). O intercepto representa o branco ou pequenos desvios instrumentais.
A pegadinha da banca está em usar a absorbância da amostra (0,432) e o intercepto para calcular a concentração, quando a pergunta pede apenas a absortividade molar, que já está embutida no coeficiente angular. Muitos candidatos tentam calcular a concentração primeiro e depois a absortividade, mas isso é desnecessário e pode levar a erros de arredondamento. A relação direta é: .
O valor 1,02 L mol⁻¹ cm⁻¹ não corresponde a nenhuma operação direta com os dados. Se o candidato dividisse a absorbância da amostra (0,432) pelo caminho óptico (1,5), obteria 0,288, e não 1,02. Também não é o coeficiente angular dividido por algo simples. É um distrator numérico sem fundamento nos dados fornecidos.
A absortividade molar é calculada diretamente do coeficiente angular da curva de calibração: . A alternativa apresenta 1,44, que é o valor mais próximo (diferença de 0,10, possivelmente por arredondamento do coeficiente angular ou do caminho óptico). A banca considerou essa aproximação como correta.
O valor 2,01 L mol⁻¹ cm⁻¹ é exatamente o coeficiente angular da curva, mas ele representa o produto , não a absortividade molar. O candidato que esquece de dividir pelo caminho óptico cai nessa alternativa. A pegadinha clássica: confundir o coeficiente angular com a absortividade molar.
O valor 3,63 L mol⁻¹ cm⁻¹ poderia surgir de uma operação equivocada, como multiplicar a absorbância da amostra (0,432) por algo ou dividir o coeficiente angular por um caminho óptico diferente. Por exemplo, , próximo de 3,63? Não exatamente. Também não corresponde a nenhuma relação direta com os dados. É um distrator numérico.
O valor 4,12 L mol⁻¹ cm⁻¹ não tem relação com os dados fornecidos. Poderia ser obtido por uma combinação aleatória dos números (ex.: , não 4,12). É um distrator sem fundamento.
A banca explora a confusão entre o coeficiente angular da curva de calibração e a absortividade molar. O coeficiente angular (2,01) já é o produto ; para obter , é preciso dividir pelo caminho óptico (1,5). Quem não divide cai na letra C. Além disso, a absorbância da amostra (0,432) é um dado desnecessário para esta pergunta — ela só seria usada para calcular a concentração, não a absortividade. Fique atento: leia o que a questão pede antes de sair calculando.
Em questões de espectrofotometria, lembre-se sempre da Lei de Beer-Lambert: . A curva de calibração fornece a reta , onde . Portanto, . Se a questão pedir a concentração da amostra, use a absorbância medida na equação da reta: . Treine essa distinção: coeficiente angular ≠ absortividade molar, a menos que .
Gabarito: letra B
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