Questão de Sistemas Operacionais — Linux — FGV 2026
Sistemas Operacionais›Linux
Código
fg130044
Banca
FGV
Órgão
AMAZUL
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Informática
Durante a investigação de um problema de acesso, um administrador analisa o seguinte cenário em um servidor Linux:O usuário analista pertence ao grupo projetos.O diretório /dados/relatórios possui as seguintes permissões: dr--r-x---+ 3 root projetos 4096 Jan 8 10:20 relatoriosUma ACL adicional está configurada:Mesmo assim, o usuário analista consegue listar os arquivos com ls, mas não consegue acessar os subdiretórios internos usando cd. Considerando as permissões POSIX tradicionais e o impacto combinado da máscara da ACL, o ajuste é necessário para permitir que o usuário acesse os subdiretórios é
Aalterar a permissão do grupo para rwx
Balterar apenas a ACL do grupo projetos para r-x
Calterar a máscara da ACL para incluir x
Dremover todas as ACLs e manter somente r--
Econceder permissão de leitura e escrita ao usuário analista.
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GabaritoC — alterar a máscara da ACL para incluir x
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Permissões POSIX e ACL: o papel da máscara no acesso a diretórios
Gabarito: letra C. O usuário consegue listar (ls) mas não entrar (cd) porque a permissão de execução (x) — que é o que autoriza usar o diretório como parte de um caminho — está sendo bloqueada pela máscara da ACL, que limita as permissões efetivas de entradas nomeadas e do grupo. Ajustar a máscara para incluir x é exatamente o que libera o acesso aos subdiretórios.
O controle de acesso no Linux combina as permissões POSIX tradicionais (dono, grupo, outros) com as ACLs (Access Control Lists), que permitem definir permissões específicas para usuários e grupos além do proprietário. No cenário, o diretório relatorios tem permissões dr--r-x---+: o d indica diretório, o dono tem r--, o grupo projetos tem r-x e o + sinaliza que há uma ACL estendida configurada. O usuário analista pertence ao grupo projetos, então, pelas permissões tradicionais, ele teria r-x — leitura (listar) e execução (entrar).
O problema surge justamente por causa da ACL. Quando uma ACL estendida existe, o kernel introduz uma máscara (mask) que atua como um teto: ela limita as permissões efetivas de todas as entradas nomeadas (usuários e grupos específicos) e também da entrada do grupo proprietário. Se a máscara não inclui o bit de execução, mesmo que a entrada do grupo projetos tenha r-x, a permissão efetiva será apenas r-- — o usuário consegue listar, mas não consegue usar o diretório como parte de um caminho, ou seja, não consegue fazer cd para dentro dele.
Para entender por que a máscara é o ponto central, é preciso lembrar o que cada permissão significa em um diretório: leitura (r) autoriza listar o conteúdo; escrita (w) autoriza criar, remover ou renomear arquivos e subdiretórios; execução (x) autoriza usar o diretório como diretório de trabalho ou como parte de um caminho — é exatamente o que o comando cd exige. Sem o x, o usuário pode ver os nomes dos subdiretórios com ls, mas não consegue atravessá-los.
A pegadinha da questão está em distinguir o que cada ajuste produziria. Alterar a permissão do grupo para rwx (alternativa A) não resolve, porque a máscara continuaria limitando o x efetivo. Alterar apenas a ACL do grupo para r-x (alternativa B) também não resolve, pois a máscara ainda bloquearia o x. Remover todas as ACLs (alternativa D) pioraria a situação, pois o usuário ficaria apenas com r-- do grupo. Conceder leitura e escrita ao usuário (alternativa E) não inclui o x, que é o que falta. A única solução é ajustar a máscara para incluir x, permitindo que as permissões efetivas do grupo e das entradas nomeadas alcancem o r-x necessário.
Guarde a relação entre máscara e permissões efetivas: a máscara é o teto que limita o que ACLs e grupo podem efetivamente conceder. É nesse ponto que as alternativas se dividem — a correta é a que ataca a causa raiz, não a que apenas repete a permissão desejada.
Acesso a diretório (Linux): Permissões POSIX (r (listar), w (modificar conteúdo), x (usar como caminho — cd)); ACL estendida (Entradas nomeadas (usuário/grupo), Máscara = teto das permissões efetivas); Permissão efetiva (Mínimo entre entrada e máscara, Sem x na máscara → só r-- (lista, não entra), Ajustar máscara para incluir x → r-x (acessa))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Alterar a permissão do grupo para rwx não resolve, porque a máscara da ACL continuaria limitando as permissões efetivas. Mesmo que a entrada do grupo tenha rwx, a máscara sem x reduziria o acesso efetivo a rw-, e o usuário ainda não conseguiria usar o diretório como parte de um caminho. O problema não está na permissão do grupo em si, mas no teto imposto pela máscara.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alterar apenas a ACL do grupo projetos para r-x também não resolve, pelo mesmo motivo: a máscara continuaria bloqueando o bit de execução. A entrada nomeada do grupo teria r-x na ACL, mas a permissão efetiva seria limitada pela máscara a r--. O ajuste precisa ser feito na máscara, não na entrada da ACL.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A máscara da ACL é o mecanismo que limita as permissões efetivas de todas as entradas nomeadas e do grupo proprietário. Como o usuário analista pertence ao grupo projetos, e a entrada do grupo já tem r-x, o único obstáculo é a máscara não incluir x. Ao ajustar a máscara para incluir x, a permissão efetiva do grupo passa a ser r-x, permitindo que o usuário use o diretório como parte de um caminho e, portanto, consiga acessar os subdiretórios com cd.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Remover todas as ACLs e manter somente r-- pioraria a situação. Sem a ACL, o usuário analista ficaria sujeito apenas às permissões POSIX tradicionais do grupo projetos, que são r-x — mas a alternativa propõe manter r--, o que removeria também o x do grupo. O usuário continuaria sem conseguir entrar nos subdiretórios, e ainda perderia as permissões específicas que a ACL pudesse conceder.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Conceder permissão de leitura e escrita ao usuário analista não inclui o bit de execução, que é o que falta para permitir o cd. A permissão de escrita (w) em um diretório autoriza modificar seu conteúdo (criar, remover, renomear), mas não autoriza usá-lo como parte de um caminho. Sem x, o usuário continua sem conseguir acessar os subdiretórios internos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o que cada permissão faz em um diretório e o papel da máscara da ACL. O candidato tende a pensar que basta dar x ao grupo ou ao usuário, mas esquece que a máscara é um teto que limita as permissões efetivas. A pegadinha está em reconhecer que, com ACL estendida, a permissão efetiva é o resultado da interseção entre a entrada nomeada e a máscara — e é a máscara que precisa ser ajustada.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de ACL, lembre-se da hierarquia: primeiro identifique a permissão da entrada relevante (dono, grupo, usuário nomeado), depois verifique se há máscara e qual é o seu valor. A permissão efetiva é sempre o mínimo entre a entrada e a máscara. Se o problema é "consigo listar mas não entrar", o bit que falta é o x — e a causa pode estar na máscara, não na entrada em si.