Questão de Sistemas Operacionais — Gerência de Memória — FGV 2026
Sistemas Operacionais›Gerência de Memória
Código
fg130062
Banca
FGV
Órgão
AMAZUL
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Informática
Com base nos mecanismos de memória virtual adotados pelos sistemas operacionais, assinale a alternativa correta.
AA alta taxa de faltas de página de um processo causada pela insuficiência de quadros implica no aumento de sua prioridade de CPU, aumentando seu tempo de execução e reduzindo ocorrências de thrashing.
BA estratégia de frequência de erros de página (PFF - page-fault frequency) regula a taxa de faltas de página de cada processo, adaptando o número de quadros alocados conforme necessário para evitar thrashing.
CO algoritmo de segunda chance pode ser implementado como uma variação do método LIFO (Last In, First Out), priorizando a remoção das páginas carregadas mais recentemente quando o bit de referência esteja limpo.
DO modelo do conjunto do trabalho no âmbito da gestão de atividade improdutiva (thrashing) é baseado no princípio da proporcionalidade de uso.
EOs sistemas de acesso não uniforme à memória (NUMA) são mais lentos do que os que possuem memória e CPUs localizadas na mesma placa-mãe.
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GabaritoB — A estratégia de frequência de erros de página (PFF - page-fault frequency) regula a taxa de faltas de página de cada processo, adaptando o número de quadros alocados conforme necessário para evitar thrashing.
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Memória Virtual e Thrashing
Gabarito: letra B. A estratégia de frequência de erros de página (PFF) ajusta dinamicamente o número de quadros alocados a cada processo com base na taxa de faltas de página, evitando o thrashing ao manter essa taxa dentro de limites aceitáveis. É a única alternativa que descreve corretamente um mecanismo real de gerência de memória virtual.
A questão testa conceitos fundamentais de memória virtual: como o sistema operacional lida com faltas de página e thrashing, e qual a função de algoritmos de substituição e modelos de alocação.
Estratégia / Modelo
Descrição
Relação com Thrashing
PFF (Page-Fault Frequency)
Ajusta dinamicamente o número de quadros alocados a cada processo com base na taxa de faltas de página.
Mantém a taxa dentro de limites aceitáveis, prevenindo thrashing.
Modelo do Conjunto de Trabalho (Working Set)
Define o conjunto de páginas acessadas recentemente por um processo e aloca quadros suficientes para contê-lo.
Baseia-se no princípio da localidade (temporal e espacial) para evitar thrashing.
Gerência de memória virtual: Thrashing (Causa: insuficiência de quadros, Solução: PFF ou working set); Estratégia PFF (correta) (Monitora taxa de faltas, Acima do limiar: + quadros, Abaixo do limiar: - quadros); Algoritmo segunda chance (Variação do FIFO, Bit de referência setado: segunda chance, Bit limpo: substitui); Modelo working set (Princípio da localidade, Conjunto de páginas recentes)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que uma alta taxa de faltas de página aumenta a prioridade de CPU do processo, reduzindo thrashing. Na realidade, o thrashing ocorre quando o sistema gasta mais tempo tratando faltas de página do que executando processos; aumentar a prioridade não resolve o problema e pode agravá-lo. A solução correta é reduzir o grau de multiprogramação ou alocar mais quadros ao processo, como faz a PFF.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A estratégia PFF (page-fault frequency) monitora a taxa de faltas de página de cada processo. Se a taxa ultrapassa um limiar superior, mais quadros são alocados; se fica abaixo de um limiar inferior, quadros são removidos. Isso mantém o processo em uma faixa de operação estável, prevenindo thrashing.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O algoritmo de segunda chance é uma variação do FIFO, não do LIFO. Ele verifica o bit de referência de cada página: se o bit estiver setado (página usada recentemente), a página ganha uma “segunda chance” e é movida para o final da fila; se estiver limpo, é substituída. A descrição dada (priorizar remoção das mais recentes com bit limpo) confunde com LIFO e está errada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O modelo do conjunto de trabalho (working set) baseia-se no princípio da localidade (temporal e espacial), não da proporcionalidade de uso. Ele define o conjunto de páginas que um processo acessou recentemente e aloca quadros suficientes para conter esse conjunto, evitando thrashing.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sistemas NUMA (Non-Uniform Memory Access) podem ser mais rápidos que sistemas UMA em cenários com grande quantidade de CPUs, pois cada CPU tem acesso mais rápido à sua memória local. A afirmação genérica de que NUMA é mais lento é falsa; o desempenho depende do padrão de acesso e da aplicação.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa A explora a confusão entre aumentar prioridade e alocar mais quadros. O candidato pode achar que dar mais CPU ao processo com muitas faltas resolve, mas a causa é a falta de quadros — e não prioridade.