Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FGV 2026
- Código
- fg130255
- Banca
- FGV
- Órgão
- AMAZUL
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Contabilidade
- Azero.
- BR$2.000.
- CR$8.000.
- DR$10.000.
- ER$18.000.
GabaritoA — zero.
Gabarito: letra A. O valor recuperável do terreno é o maior entre o valor em uso (R$240.000) e o valor justo líquido de despesas de venda (R$258.000), ou seja, R$258.000. Como o valor contábil (R$250.000) é menor que o valor recuperável, não há perda por impairment – despesa zero.
A questão exige aplicar as regras do CPC 01 (R1) / NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. O procedimento é:
Determinar o valor recuperável: maior entre (a) valor em uso e (b) valor justo líquido de despesas de venda.
Comparar com o valor contábil: se valor contábil > valor recuperável, reconhece perda (diferença). Caso contrário, nenhuma perda.
No caso:
Valor contábil = R$250.000
Valor em uso = R$240.000
Valor justo líquido = R$258.000
Valor recuperável = max(R$240.000; R$258.000) = R$258.000
Como R$250.000 < R$258.000, não há perda. O reconhecimento na DRE é zero.
Exatamente o que a regra determina: o valor recuperável é R$258.000, superior ao contábil, logo não há despesa.
Valor sem correspondência com os cálculos. Resultaria de erro como (R$258.000 – R$250.000 = R$8.000) subtraído indevidamente, ou confusão com outro ativo.
Corresponderia a (valor justo – valor contábil), mas se o valor justo líquido fosse o valor recuperável e este fosse menor que o contábil, a perda seria a diferença. Aqui, o valor recuperável é maior, portanto não há perda.
É a diferença entre valor contábil e valor em uso (R$250.000 – R$240.000). O erro comum: usar o menor valor (valor em uso) como referência sem considerar o valor justo. O valor recuperável é o maior, não o menor.
Não há cálculo que justifique esse número. Talvez resultasse de (R$258.000 – R$240.000), mas irrelevante para a decisão.
A banca induz o candidato a calcular a perda com base no valor em uso (R$240.000), que é menor, gerando R$10.000 de perda (alternativa D). A chave é lembrar que o valor recuperável é o maior entre os dois montantes. Como o valor justo líquido (R$258.000) supera o contábil, não há impairment.
Na hora da prova, sempre identifique primeiro os dois componentes do valor recuperável (valor em uso e valor justo líquido) e pegue o maior. Só então compare com o valor contábil. Essa ordem evita o erro mais comum.
Gabarito: letra A – despesa zero.
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