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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FGV 2026

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
fg130389
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Anestesiologia
A cirurgia vascular de grande porte representa um desafio particular para o anestesiologista, pois se trata de operações de alto risco em populações de pacientes com diversas comorbidades.A principal causa de mortalidade não só perioperatória, mas também no pós-operatório, independentemente de prazo após cirurgia, seja ela manifesta ou oculta, é a doença
  1. Avascular cerebral.
  2. Bcoronariana.
  3. Crenal.
  4. Dhepática.
  5. Etrombótica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — coronariana.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cirurgia vascular de grande porte: mortalidade perioperatória e pós-operatória

Gabarito: letra B. A principal causa de mortalidade, tanto no perioperatório quanto no pós-operatório, independentemente do prazo, em pacientes submetidos a cirurgia vascular de grande porte é a doença coronariana — manifesta ou oculta. Isso decorre da alta prevalência de doença arterial coronariana (DAC) nessa população, que compartilha os mesmos fatores de risco da aterosclerose sistêmica, e do impacto do estresse cirúrgico sobre o miocárdio, podendo desencadear infarto agudo do miocárdio perioperatório (IAMP), insuficiência cardíaca e arritmias fatais.

A cirurgia vascular de grande porte é um desafio anestésico porque envolve pacientes idosos, com múltiplas comorbidades e baixa reserva cardiorrespiratória. O estresse cirúrgico — oscilações de volemia, anemia, dor, taquicardia, hipotensão — aumenta a demanda miocárdica de oxigênio e pode provocar isquemia, especialmente em quem já tem DAC estável ou fatores de risco. Estudos mostram que cerca de 70% dos infartos ocorrem nos primeiros 6 dias após a operação, com pico entre 24 e 72 horas. A doença coronariana é, portanto, o principal determinante de morte nesse cenário, superando as demais causas listadas.

A aterosclerose é uma doença sistêmica que afeta simultaneamente vários leitos arteriais — coronariano, cerebral e periférico. No paciente com doença arterial periférica, a natureza sistêmica da aterosclerose é responsável pelos elevados índices de morbimortalidade, sendo a doença coronariana a principal causa de óbito. A identificação de DAC conhecida ou de fatores de risco para DAC orienta avaliações adicionais e mudanças no manejo perioperatório, reforçando sua centralidade no risco cirúrgico.

A diferenciação entre as causas de mortalidade é essencial: enquanto a doença vascular cerebral (AVC) e a doença renal são complicações relevantes, a doença coronariana é a causa mais frequente e precoce de morte. A doença hepática e a trombótica, embora possam contribuir, não se comparam à magnitude do risco coronariano nessa população. A banca explora exatamente essa hierarquia de risco, cobrando o conhecimento de que o coração é o órgão-alvo mais vulnerável no perioperatório de cirurgias vasculares.

Guarde este critério: em cirurgia vascular de grande porte, a doença coronariana é a principal causa de mortalidade peri e pós-operatória — é nela que as alternativas se dividem.

Mortalidade em cirurgia vascular de grande porte
  • 1Principal causa
    • Doença coronariana (manifesta ou oculta)
  • 2Complicações relevantes (não principais)
    • Doença vascular cerebral
    • Doença renal
    • Doença hepática
    • Doença trombótica
  • 3Mecanismo
    • Estresse cirúrgico
      • Aumenta demanda miocárdica de O2
      • Pode causar IAMP, IC e arritmias
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A doença vascular cerebral (AVC) é uma complicação grave e frequente, mas não é a principal causa de mortalidade perioperatória em cirurgia vascular. O AVC pode ocorrer por embolização ou hipoperfusão, porém a doença coronariana tem incidência e letalidade maiores nesse contexto. A banca usa o AVC como distrator por ser uma complicação temida, mas a evidência aponta o coração como o órgão mais vulnerável.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A doença coronariana é a principal causa de mortalidade perioperatória e pós-operatória em cirurgia vascular de grande porte. O estresse cirúrgico aumenta a demanda miocárdica de oxigênio, podendo desencadear IAMP tipo 1 (ruptura de placa) ou tipo 2 (desbalanço oferta/consumo), além de insuficiência cardíaca e arritmias fatais. A alta prevalência de DAC nessa população, muitas vezes oculta, torna o coração o principal determinante de óbito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A doença renal é uma comorbidade comum e fator de risco para complicações, mas não é a principal causa de mortalidade. A disfunção renal afeta a homeostase e pode agravar o quadro, porém a doença coronariana tem impacto direto e maior na mortalidade perioperatória. A banca inclui a doença renal como distrator por sua frequência nessa população.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A doença hepática não é a principal causa de mortalidade em cirurgia vascular. Embora possa aumentar o risco cirúrgico, sua prevalência e impacto são menores que os da doença coronariana. A banca usa a doença hepática como distrator por ser uma comorbidade relevante, mas sem a mesma magnitude de risco.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A doença trombótica, como trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, é uma complicação importante, mas não é a principal causa de mortalidade. O tromboembolismo venoso pode ser fatal, porém a doença coronariana tem incidência e letalidade superiores no perioperatório de cirurgia vascular. A banca inclui a doença trombótica como distrator por sua associação com cirurgias de grande porte.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a doença coronariana por outras complicações graves (AVC, doença renal, trombótica) para confundir o candidato. A armadilha está em associar cirurgia vascular a complicações vasculares cerebrais ou trombóticas, quando a evidência mostra que o coração é o órgão mais vulnerável. Lembre-se: a aterosclerose é sistêmica, mas a doença coronariana é a principal causa de morte nesse cenário.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre risco perioperatório em cirurgia vascular, priorize sempre a doença coronariana como principal causa de mortalidade. Associe o estresse cirúrgico ao aumento da demanda miocárdica de oxigênio e à possibilidade de IAMP. Essa hierarquia de risco é um padrão recorrente em provas de anestesiologia e cirurgia vascular.

Gabarito: letra B

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