Questão de Medicina — Neurologia — FGV 2026
MedicinaNeurologia
- Código
- fg130474
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo - Clínica Médica
Mulher, 41 anos, com história de vômitos incoercíveis e soluços por seis dias há dois meses (resolvidos espontaneamente), agora apresenta dor cervicotorácica, seguida de paraparesia rapidamente progressiva (48 h), nível sensitivo em T6, retenção urinária e alodinia.Exame: paraparesia espástica, hiperreflexia, Babinski bilateral, nível sensitivo T6.Exames: RM medula: lesão T2 hiperintensa longitudinalmente extensa (C7–T7), com edema e realce central patchy; RM encéfalo: sem lesões típicas de Esclerose Múltipla; LCR: 12 células/mm³ (linfomononuclear), proteína 62 mg/dL, glicose normal, bandas oligoclonais negativas; Sorologia: AQP4-IgG positivo (Antiaquaporina-4 /célula-based assay); MOG-IgG negativo (Myelin Oligodendrocyte Glycoprotein); VDRL/HTLV negativos; B12 normal; cobre normalAssinale a opção que apresenta a melhor estratégia terapêutica aguda e o cuidado-chave para não piorar o curso da doença.
- AMetilprednisolona EV 1 g/d por 3–5 dias e considerar plasmaférese precoce se resposta incompleta; evitar terapias modificadoras de doença de Esclerose Múltipla (ex.: interferon-beta), pois podem piorar Neuromielite Óptica.
- BIniciar imediatamente interferon-beta, pois a mielite extensa é marcador de alta atividade inflamatória desmielinizante.
- CTratar como isquemia medular: antiagregação e controle pressórico, sem imunoterapia, pois a progressão em 48 h é rápida demais para autoimune.
- DAnticoagular empiricamente por possível TVC medular (sic) e aguardar evolução.
- EAntibioticoterapia de amplo espectro por mielite infecciosa; corticosteroide apenas após culturas negativas.