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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2026

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg130587
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Ginecologia e Obstetrícia
Mulher de 46 anos, assintomática, sem história pessoal ou familiar de câncer de mama, realiza mamografia de rastreamento.O exame evidencia nódulo ovalado, de contornos bem circunscritos, densidade homogênea, semelhante à do parênquima fibroglandular, medindo 0,8 cm, localizado no quadrante súpero-externo da mama esquerda, sem espículas, sem distorção arquitetural e sem microcalcificações suspeitas, achado novo em relação ao exame anterior. Não há alterações cutâneas ou achados clínicos associados.Diante desse achado mamográfico, a conduta mais adequada é
  1. Arepetir a mamografia em 2 anos, mantendo o rastreamento habitual.
  2. Biniciar seguimento com ultrassonografia mamária.
  3. Csolicitar ressonância magnética das mamas para afastar malignidade oculta.
  4. Drepetir a mamografia em 6 meses, como parte do seguimento radiológico.
  5. Eindicar biópsia percutânea da lesão para diagnóstico histopatológico devido suspeição radiológica de malignidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — repetir a mamografia em 6 meses, como parte do seguimento radiológico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento mamográfico e classificação BI-RADS: conduta diante de achado provavelmente benigno

Gabarito: letra D. O nódulo descrito — ovalado, circunscrito, densidade homogênea, sem espículas, sem distorção e sem microcalcificações suspeitas — é um achado provavelmente benigno, classificado como BI-RADS 3, cuja conduta padronizada é repetir a mamografia em 6 meses para confirmar estabilidade, conforme a tabela de classificação BI-RADS do American College of Radiology. A paciente é assintomática, sem fatores de risco, e o achado é novo, mas as características morfológicas são de baixa suspeição, afastando a necessidade imediata de biópsia.

O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é a linguagem padronizada para laudos mamográficos, criada pelo American College of Radiology, que traduz o risco de malignidade de um achado em categorias de 0 a 6, cada uma com uma conduta específica. A categoria 3 corresponde a achados "provavelmente benignos", com probabilidade de malignidade menor que 2%, e a conduta recomendada é o seguimento radiológico de curto prazo — repetir a mamografia em 6 meses, depois em 12 meses e, se estável, em 24 meses, totalizando 2 a 3 anos de vigilância. Essa estratégia evita biópsias desnecessárias em lesões que, na grande maioria dos casos, são benignas (como fibroadenomas, cistos complicados ou adenoses).

A descrição do nódulo é o ponto-chave: contornos bem circunscritos, formato ovalado e densidade homogênea são características de benignidade. Lesões suspeitas (BI-RADS 4 ou 5) apresentam margens espiculadas ou irregulares, formato não ovalado, densidade alta e microcalcificações pleomórficas ou finas e lineares — nenhuma dessas está presente. A ausência de espículas e de distorção arquitetural reforça ainda mais o baixo risco. O fato de ser um achado novo em relação ao exame anterior não muda a classificação: o que define a conduta é a morfologia, não a novidade.

Na prática, a conduta para BI-RADS 3 é o seguimento radiológico, e não a biópsia imediata. A ultrassonografia pode ser útil como complemento diagnóstico em mamas densas, mas não é a conduta de primeira linha para um achado mamográfico classificado como provavelmente benigno. A ressonância magnética é reservada para casos de alto risco ou para esclarecer achados inconclusivos, não para lesões de baixa suspeição. A biópsia percutânea é indicada para lesões suspeitas (BI-RADS 4 e 5), o que não se aplica a este caso. Repetir a mamografia em 2 anos seria o rastreamento habitual para mulheres de risco médio, mas não é a conduta adequada para um achado novo que requer vigilância mais próxima.

A pegadinha desta questão está em associar "achado novo" a "malignidade" e, assim, indicar biópsia. A banca explora o reflexo automático de que qualquer lesão nova deve ser biopsiada, ignorando que a morfologia benigna é o fator determinante. O candidato que conhece a tabela BI-RADS e sabe que a categoria 3 tem conduta de seguimento em 6 meses acerta a questão com segurança.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Repetir a mamografia em 2 anos é o intervalo do rastreamento habitual para mulheres de risco médio (50-69 anos), mas não se aplica a um achado novo que requer vigilância mais próxima. A conduta para BI-RADS 3 é o seguimento em 6 meses, não o retorno ao rastreamento de rotina.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ultrassonografia mamária é um complemento diagnóstico útil em mamas densas ou para caracterizar lesões, mas não é a conduta de primeira linha para um achado mamográfico classificado como BI-RADS 3. O seguimento radiológico com mamografia é o padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ressonância magnética das mamas é indicada para mulheres de alto risco (mutação BRCA, história familiar forte) ou para esclarecer achados inconclusivos, não para lesões de baixa suspeição como a descrita. Solicitar RM para afastar malignidade oculta seria um exagero diagnóstico, sem benefício comprovado e com alto custo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta correta é repetir a mamografia em 6 meses, como parte do seguimento radiológico de um achado BI-RADS 3 (provavelmente benigno). Essa vigilância de curto prazo permite confirmar a estabilidade da lesão e evitar biópsias desnecessárias, já que a probabilidade de malignidade é menor que 2%.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A biópsia percutânea é indicada para lesões suspeitas (BI-RADS 4 e 5), com características de malignidade como espículas, margens irregulares ou microcalcificações pleomórficas. O nódulo descrito tem morfologia benigna, portanto a biópsia não é a conduta adequada.

A regra de ouro para a prova: a morfologia da lesão define a conduta, não a novidade do achado. Nódulo ovalado, circunscrito e homogêneo = BI-RADS 3 = seguimento em 6 meses. Espiculado, irregular ou com microcalcificações suspeitas = BI-RADS 4/5 = biópsia.

Gabarito: letra D

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