Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2026
MedicinaGinecologia e Obstetrícia
- Código
- fg130591
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo - Ginecologia e Obstetrícia
Mulher de 34 anos, G2P2, comparece à consulta com queixa de corrimento transvaginal persistente há 6 semanas associado a sangramento pós-coital, dispareunia profunda e discreta dor pélvica crônica. Nega febre. Refere tratamento prévio, em outro serviço, com azitromicina dose única e posteriormente ceftriaxona + doxiciclina, sem melhora clínica. Relata vida sexual ativa, parceiro fixo há 1 ano, nega infecções sexualmente transmissíveis prévias conhecidas.Não faz uso de contraceptivos hormonais, mas usa dispositivo intrauterino (DIU) há 4 anos. Exame ginecológico revela colo uterino hiperemiado, friável, com secreção mucopurulenta, sangramento fácil ao toque e ausência de lesões ulceradas. Toque bimanual sem sinais de doença inflamatória pélvica. Exames realizados: Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: negativos. Teste rápido para HIV e sífilis: negativos. Bacterioscopia vaginal: microbiota mista, sem critérios para vaginose bacteriana. Citologia oncótica: negativa para malignidade.Diante da persistência dos sintomas e da falha terapêutica, o agente etiológico mais provável e a conduta mais adequada nesse caso são:
- AUreaplasma urealyticum e tratamento com azitromicina em dose repetida.
- BActinomyces israelii e retirada do DIU e antibioticoterapia prolongada.
- CHerpes simplex virus tipo 2 e tratamento empírico com aciclovir por 7 dias.
- DTrichomonas vaginalis e tratamento com metronidazol 2 g dose única.
- EMycoplasma genitalium e confirmação por NAAT específico e tratamento guiado por resistência.