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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2026

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg130592
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Ginecologia e Obstetrícia
Mulher de 61 anos, menopausada há 8 anos, com antecedente de câncer de mama hormônio-dependente (com receptores de estrogênio e progesterona positivos), tratada há 4 anos com mastectomia, quimioterapia adjuvante e radioterapia, encontrase em uso de inibidor de aromatase (letrozol) há 3 anos, com previsão de manutenção por mais 2 anos. Evolui com síndrome urogenital da menopausa grave, caracterizada por dispareunia incapacitante, fissuras vaginais recorrentes, ardor intenso e sintomas urinários irritativos, refratários a lubrificantes e hidratantes vaginais não hormonais utilizados de forma adequada.À luz das evidências atuais e das recomendações para mulheres com história de câncer de mama em uso de inibidor de aromatase, é correto afirmar que
  1. Ao uso de estrogênio vaginal em qualquer dose é absolutamente contraindicado em mulheres em uso de inibidor de aromatase, independentemente da gravidade dos sintomas.
  2. Bo uso de estrogênio vaginal em dose ultrabaixa pode ser considerado em situações excepcionais, desde que haja falha terapêutica das opções não hormonais, discussão formal dos riscos e benefícios e decisão compartilhada com a paciente e o oncologista.
  3. Csó está liberado para essa paciente o uso de lubrificantes e hidratantes vaginais não hormonais.
  4. Da terapia vaginal com laser é considerada alternativa preferencial ao estrogênio vaginal, por apresentar eficácia superior e segurança comprovada em mulheres em uso de inibidores de aromatase.
  5. Ea interrupção temporária do inibidor de aromatase durante o uso de estrogênio vaginal elimina o risco de elevação estrogênica sistêmica e é recomendada nos casos refratários de síndrome urogenital da menopausa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — o uso de estrogênio vaginal em dose ultrabaixa pode ser considerado em situações excepcionais, desde que haja falha terapêutica das opções não hormonais, discussão formal dos riscos e benefícios e decisão compartilhada com a paciente e o oncologista.

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