Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2026
MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
- Código
- fg130620
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo - Infectologia
Homem de 47 anos, diabético, é admitido com história de dor abdominal difusa, de forte intensidade, há 30 dias, acompanhada de dispneia, náuseas, astenia, anorexia e perda ponderal de 10 kg, evoluindo com distensão abdominal uma semana antes da internação.Ao exame físico inicial, estava hidratado, febril (38 oC), hipocorado (2+/4+), acianótico, anictérico, taquicárdico (FC = 110 bpm), sem anormalidades em ausculta cardíaca, normotenso, ausculta respiratória com murmúrio vesicular reduzido em base de hemitórax direito, levemente taquipneico (FR = 24 irpm), abdome globoso, distendido, doloroso difusamente à palpação, com fígado palpável a ± 10 cm do rebordo costal direito. Tomografia computadorizada (TC) de abdome mostrou fígado aumentado de volume, com lesão intraparenquimatosa em lobo direito, heterogênea, sólido-cística, multiseptada, medindo 15,5 x 15 x 14 cm. Foram coletadas hemoculturas, e o paciente foi submetido a aspiração hepática percutânea, obtendo-se material purulento enviado para bacterioscopia pelo Gram e cultura. Iniciada antibioticoterapia sistêmica com piperacilina/tazobactam.Na bacterioscopia foram visualizados bastonetes Gram negativos com múltiplas e diferentes morfologias; a cultura do aspirado revelou crescimento de Escherichia coli, sensível a diversos antibióticos, incluindo ampicilina e ceftriaxone. Hemoculturas revelaram Escherichia coli com o mesmo perfil de sensibilidade.Com base nos dados disponíveis, a única conduta, entre as listadas a seguir, adequada para a continuação do tratamento do paciente é:
- Ade-escalonamento do tratamento com substituição do regime inicial por ampicilina.
- Brepetição da drenagem percutânea para reavaliação da bacterioscopia e cultura.
- Csubstituição do esquema terapêutico atual pela associação ceftriaxone + clindamicina.
- Dinclusão de metronidazol no esquema terapêutico para cobertura de amebíase.
- Emanutenção do esquema terapêutico atual e acompanhar a evolução com imagens.