Para a avaliação da espasticidade em um paciente hemiplégico, utilizando-se o Índice de Tardieu para os flexores do cotovelo, é fundamental o correto posicionamento do goniômetro durante a mensuração da amplitude articular.Nesse contexto, o posicionamento adequado do goniômetro é:
Ahaste fixa ao longo do úmero e haste móvel ao longo da ulna.
Bhaste fixa ao longo da ulna e haste móvel ao longo do úmero.
Carticulação do goniômetro posicionada no tórax.
Dhaste fixa ao longo do úmero e haste móvel ao longo do rádio.
Ehaste fixa e móvel ao longo do úmero.
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GabaritoD — haste fixa ao longo do úmero e haste móvel ao longo do rádio.
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Índice de Tardieu e goniometria do cotovelo
Gabarito: letra D. Para mensurar a amplitude articular dos flexores do cotovelo com o goniômetro, a haste fixa deve acompanhar o úmero (segmento proximal) e a haste móvel deve acompanhar o rádio (segmento distal, alinhado ao processo estiloide do rádio), com o eixo da articulação do goniômetro sobre o epicôndilo lateral do úmero. A alternativa D é a única que descreve corretamente esse posicionamento.
O Índice de Tardieu é uma escala clínica utilizada para avaliar a espasticidade, mensurando a resistência muscular ao alongamento passivo em diferentes velocidades. Diferentemente da Escala de Ashworth, que avalia a resistência de forma global, o Tardieu distingue o componente neural (reflexo de estiramento) do componente biomecânico (rigidez tecidual), registrando o ângulo de captura — o ponto exato em que ocorre a resposta reflexa durante o movimento rápido. Para que essa mensuração seja fidedigna, a amplitude articular precisa ser medida com precisão, e é aí que entra o goniômetro.
O goniômetro é um instrumento composto por duas hastes (uma fixa e uma móvel) articuladas em um eixo central. O princípio da goniometria é simples: a haste fixa alinha-se ao segmento proximal da articulação, a haste móvel acompanha o segmento distal, e o eixo central posiciona-se sobre o ponto de referência óssea que representa o centro de rotação da articulação. No caso do cotovelo, o centro de rotação está no epicôndilo lateral do úmero, e os segmentos são o úmero (proximal) e o rádio (distal).
A escolha do rádio, e não da ulna, como referência distal não é arbitrária. O rádio é o osso do antebraço que se articula diretamente com o úmero na articulação úmero-radial, participando dos movimentos de flexão e extensão do cotovelo. A ulna, embora também se articule com o úmero, é o osso que forma a articulação úmero-ulnar, e sua posição é mais medial. Na prática clínica, o alinhamento da haste móvel com o rádio (apontando para o processo estiloide do rádio) é o padrão recomendado para a mensuração da flexo-extensão do cotovelo, pois reflete com mais precisão o eixo funcional do movimento.
A pegadinha desta questão está na troca sutil entre rádio e ulna. O candidato que memoriza apenas "haste fixa no úmero e haste móvel no antebraço" pode facilmente marcar a alternativa A, que menciona a ulna. No entanto, o padrão goniométrico consagrado para o cotovelo utiliza o rádio como referência distal. Essa distinção é essencial para a prática da avaliação fisioterapêutica e neurológica, e é exatamente o que a banca explora.
Goniometria do cotovelo: Eixo (Epicôndilo lateral do úmero); Haste fixa (Úmero (segmento proximal)); Haste móvel (Rádio (segmento distal), Aponta p/ processo estiloide); Erro comum (Trocar rádio por ulna)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A haste fixa ao longo do úmero está correta, mas a haste móvel deve ser posicionada ao longo do rádio, não da ulna. A ulna é o osso medial do antebraço; o rádio é o osso lateral, que se articula diretamente com o úmero e serve de referência para a goniometria da flexo-extensão do cotovelo. A troca de rádio por ulna é o erro clássico desta questão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inverte completamente o posicionamento: coloca a haste fixa na ulna e a haste móvel no úmero. A haste fixa deve estar no segmento proximal (úmero) e a haste móvel no segmento distal (rádio). Além disso, a referência distal correta é o rádio, não a ulna.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Posicionar a articulação do goniômetro no tórax não faz sentido anatômico. O eixo do goniômetro deve estar sobre o epicôndilo lateral do úmero, que é o centro de rotação da articulação do cotovelo. Posicioná-lo no tórax invalidaria completamente a mensuração.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente o posicionamento correto: haste fixa ao longo do úmero (segmento proximal) e haste móvel ao longo do rádio (segmento distal). O eixo do goniômetro deve estar sobre o epicôndilo lateral do úmero, e a haste móvel deve apontar para o processo estiloide do rádio. Essa é a técnica padrão para mensurar a amplitude de flexo-extensão do cotovelo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Posicionar ambas as hastes ao longo do úmero não mensura a articulação do cotovelo, pois não há um segmento distal sendo avaliado. A haste móvel precisa acompanhar o segmento distal (rádio) para que o ângulo articular seja capturado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o rádio pela ulna na alternativa A, explorando a confusão entre os dois ossos do antebraço. O candidato que sabe que a haste móvel vai no antebraço, mas não lembra qual osso usar, cai na armadilha. Lembre-se: para o cotovelo, a referência distal é sempre o rádio — a ulna é usada em outras articulações, como o punho.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar o posicionamento do goniômetro, pense na articulação como uma dobradiça: o eixo vai no centro da dobradiça (epicôndilo lateral), a haste fixa acompanha o osso de cima (úmero) e a haste móvel acompanha o osso de baixo (rádio). Se a questão falar de cotovelo, a resposta quase sempre envolve úmero + rádio.