Paciente com diagnóstico de bexiga neurogênica espástica, secundária a lesão do sistema nervoso central, apresenta dificuldade de esvaziamento vesical adequado, com risco de retenção urinária e complicações do trato urinário superior.Nessa condição clínica, o método recomendado para o esvaziamento vesical é
Amanobra de Credé.
Bcateter vesical de demora com balão insuflado.
Cmanobra de Valsalva.
Desvaziamento vesical espontâneo.
Ecateterismo intermitente limpo.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — cateterismo intermitente limpo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Bexiga neurogênica espástica: manejo do esvaziamento vesical
Gabarito: letra E. Na bexiga neurogênica espástica, o método recomendado para o esvaziamento vesical é o cateterismo intermitente limpo, pois permite esvaziamento periódico e completo, reduzindo o risco de complicações do trato urinário superior, como hidronefrose e infecções. As manobras de Credé e Valsalva são contraindicadas nesse tipo de bexiga por aumentarem a pressão intravesical e o risco de refluxo vesicoureteral, e o cateter de demora está associado a maior taxa de infecção e complicações a longo prazo.
A bexiga neurogênica é uma disfunção vesical decorrente de lesão neurológica, que pode ser classificada em espástica (hiperreflexa) ou flácida (arreflexa), dependendo do nível da lesão. Na bexiga espástica, há hiperatividade do detrusor com aumento da pressão intravesical, o que torna o esvaziamento espontâneo ineficiente e perigoso, pois a alta pressão pode causar refluxo vesicoureteral e dano renal. Por isso, o objetivo do tratamento é promover esvaziamento periódico e completo, com baixa pressão, para proteger o trato urinário superior.
O cateterismo intermitente limpo é o método de escolha nesses casos, pois permite esvaziar a bexiga em intervalos regulares, sem manter um cateter permanente, reduzindo o risco de infecção, cálculos e lesões uretrais. Ele é realizado pelo próprio paciente ou cuidador, com técnica limpa, e deve ser feito a cada 4 a 6 horas, conforme a necessidade individual. Essa abordagem é amplamente recomendada por diretrizes de urologia e reabilitação, sendo considerada o padrão-ouro para o manejo da bexiga neurogênica.
As manobras de Credé e Valsalva, embora historicamente utilizadas, são contraindicadas na bexiga espástica, pois aumentam ainda mais a pressão intravesical, favorecendo o refluxo e a deterioração renal. A manobra de Credé consiste em pressionar a região suprapúbica para expelir urina, e a manobra de Valsalva envolve o aumento da pressão abdominal; ambas são mais indicadas, com cautela, em bexigas flácidas, mas mesmo assim com risco. O cateter vesical de demora, por sua vez, é uma solução temporária ou para pacientes que não podem realizar o cateterismo intermitente, mas está associado a maior risco de infecção, incrustação e complicações a longo prazo, não sendo a primeira escolha.
A principal distinção que a questão explora é entre o manejo da bexiga espástica e o da bexiga flácida, além da diferença entre cateterismo intermitente e cateter de demora. Na bexiga espástica, o esvaziamento espontâneo é ineficiente e perigoso, e as manobras de aumento de pressão são contraindicadas; na bexiga flácida, o esvaziamento pode ser tentado com manobras, mas o cateterismo intermitente também é frequentemente necessário. A banca cobra o conhecimento do método mais seguro e eficaz para proteger o trato urinário superior, que é o cateterismo intermitente limpo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre bexiga espástica e flácida. Na espástica, o problema é a hiperatividade do detrusor com alta pressão; por isso, manobras que aumentam a pressão (Credé e Valsalva) são contraindicadas. O candidato que associa essas manobras a qualquer bexiga neurogênica erra a questão. Lembre-se: na espástica, o esvaziamento deve ser feito com cateterismo intermitente, que esvazia sem aumentar a pressão.
Bexiga neurogênica
1Espástica (hiperreflexa)
Detrusor hiperativo
Alta pressão intravesical
Manobra de Credé (contraindicada)
Manobra de Valsalva (contraindicada)
Cateterismo intermitente limpo (padrão-ouro)
2Flácida (arreflexa)
Baixa pressão
Manobras com cautela
Cateterismo intermitente se necessário
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A manobra de Credé é contraindicada na bexiga neurogênica espástica, pois aumenta a pressão intravesical, favorecendo o refluxo vesicoureteral e o dano renal. Ela é historicamente utilizada, mas não é o método recomendado nessa condição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O cateter vesical de demora com balão insuflado é uma opção para casos selecionados, mas não é o método de escolha para o manejo crônico da bexiga neurogênica espástica. Ele está associado a maior risco de infecção, incrustação e complicações a longo prazo, sendo preferível o cateterismo intermitente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A manobra de Valsalva, assim como a de Credé, aumenta a pressão intravesical e é contraindicada na bexiga espástica, pelo mesmo risco de refluxo e dano renal. Não é o método recomendado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O esvaziamento vesical espontâneo é ineficiente na bexiga neurogênica espástica, pois há hiperatividade do detrusor e dificuldade de relaxamento do esfíncter, levando a resíduo pós-miccional elevado e risco de complicações. Não é uma opção segura.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O cateterismo intermitente limpo é o método de escolha para o esvaziamento vesical na bexiga neurogênica espástica, pois permite esvaziamento periódico e completo, com baixa pressão, protegendo o trato urinário superior. Ele é realizado a cada 4 a 6 horas, com técnica limpa, e é amplamente recomendado pelas diretrizes de urologia.