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Questão de Medicina — Neurologia — FGV 2026

MedicinaNeurologia
Código
fg130648
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Medicina Física e Reabilitação
Homem de 50 anos apresenta quadro de dor lombar aguda, associado a perda de força em membros inferiores, anestesia em sela e retenção urinária. O conjunto de sinais e sintomas é sugestivo de comprometimento neurológico grave.Diante desse quadro clínico, a conduta mais adequada é
  1. Ainiciar tratamento conservador.
  2. Bpedir repouso e aguardar evolução.
  3. Cindicar tratamento cirúrgico.
  4. Dnão solicitar exame de imagem.
  5. Etranquilizar o paciente sobre a possibilidade de lesão medular.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — indicar tratamento cirúrgico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome da cauda equina: urgência cirúrgica

Gabarito: letra C. O quadro — dor lombar aguda, perda de força em membros inferiores, anestesia em sela e retenção urinária — é a apresentação clássica da síndrome da cauda equina, uma emergência neurocirúrgica que exige tratamento cirúrgico de urgência para descompressão das raízes nervosas e prevenção de sequelas permanentes. A conduta correta é a letra C.

A síndrome da cauda equina ocorre quando há compressão das raízes nervosas lombossacras abaixo do cone medular, geralmente por hérnia de disco central volumosa, estenose severa, tumor ou trauma. O quadro clínico é caracterizado pela tríade clássica: disfunção esfincteriana (retenção ou incontinência urinária/fecal), anestesia em sela (perda de sensibilidade na região perineal) e déficit motor progressivo nos membros inferiores. É uma emergência porque a compressão prolongada leva a dano neurológico irreversível — quanto mais tempo o paciente fica sem descompressão, maior o risco de sequelas permanentes como incontinência e paraplegia.

O diagnóstico é clínico, mas confirmado por ressonância magnética de urgência. A RM deve ser solicitada imediatamente em pacientes com sinais de cauda equina, pois a demora no diagnóstico e no tratamento cirúrgico está diretamente associada a pior prognóstico funcional. O tratamento é cirúrgico — descompressão das raízes — e deve ser realizado o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 24 a 48 horas do início dos sintomas.

A distinção crucial é entre a lombalgia mecânica comum (tratamento conservador, analgesia, repouso relativo, fisioterapia) e a lombalgia com sinais de alerta (red flags), que incluem justamente os sintomas de cauda equina. Enquanto a lombalgia inespecífica tem prognóstico favorável e não requer imagem na fase aguda, a presença de déficit neurológico progressivo, disfunção esfincteriana ou anestesia em sela transforma o caso em emergência. A banca explora exatamente essa fronteira: o candidato que associa "lombalgia" a "tratamento conservador" erra ao não reconhecer os sinais de gravidade que indicam cirurgia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato tratar a síndrome da cauda equina como uma lombalgia comum, induzindo à escolha de conduta conservadora (repouso, analgesia). A armadilha está em ignorar os sinais de alerta — perda de força, anestesia em sela e retenção urinária — que são a chave para o diagnóstico de emergência cirúrgica. Reconhecer a tríade é o que separa o acerto do erro.

Lombalgia
  • 1Sem sinais de alerta
    • Tratamento conservador
    • Repouso relativo
    • Analgesia
  • 2Com sinais de alerta (red flags)
    • Disfunção esfincteriana
    • Anestesia em sela
    • Déficit motor progressivo
    • Síndrome da cauda equina
      • Emergência cirúrgica
      • RM de urgência
      • Descompressão precoce
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Iniciar tratamento conservador seria adequado para lombalgia mecânica inespecífica, mas é contraindicado na síndrome da cauda equina. O tratamento conservador (analgésicos, relaxantes musculares, repouso) não resolve a compressão das raízes nervosas e atrasa a descompressão cirúrgica, aumentando o risco de sequelas permanentes.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Pedir repouso e aguardar evolução é conduta perigosa e negligente. A síndrome da cauda equina é uma emergência que exige intervenção imediata; aguardar a evolução permite que o dano neurológico se torne irreversível. O repouso prolongado é reservado apenas para lombalgia aguda sem sinais de gravidade.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O tratamento cirúrgico de urgência é a conduta correta. A descompressão das raízes da cauda equina deve ser realizada o mais precocemente possível para preservar a função neurológica. A cirurgia é indicada com base no quadro clínico de emergência, confirmado por ressonância magnética.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não solicitar exame de imagem é erro grave. A ressonância magnética é essencial para confirmar a causa da compressão (hérnia, estenose, tumor) e guiar a abordagem cirúrgica. A RM deve ser feita com urgência diante dos sinais de cauda equina.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Tranquilizar o paciente sobre a possibilidade de lesão medular é conduta inadequada e antiética. O paciente apresenta sinais claros de comprometimento neurológico grave que exigem ação imediata, não minimização. A comunicação deve ser clara sobre a necessidade de investigação e tratamento urgentes.

Gabarito: letra C — a síndrome da cauda equina é emergência cirúrgica; o tratamento conservador, o repouso, a omissão de imagem e a minimização do quadro são todos inadequados.

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