Homem de 50 anos apresenta quadro de dor lombar aguda, associado a perda de força em membros inferiores, anestesia em sela e retenção urinária. O conjunto de sinais e sintomas é sugestivo de comprometimento neurológico grave.Diante desse quadro clínico, a conduta mais adequada é
Ainiciar tratamento conservador.
Bpedir repouso e aguardar evolução.
Cindicar tratamento cirúrgico.
Dnão solicitar exame de imagem.
Etranquilizar o paciente sobre a possibilidade de lesão medular.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — indicar tratamento cirúrgico.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Síndrome da cauda equina: urgência cirúrgica
Gabarito: letra C. O quadro — dor lombar aguda, perda de força em membros inferiores, anestesia em sela e retenção urinária — é a apresentação clássica da síndrome da cauda equina, uma emergência neurocirúrgica que exige tratamento cirúrgico de urgência para descompressão das raízes nervosas e prevenção de sequelas permanentes. A conduta correta é a letra C.
A síndrome da cauda equina ocorre quando há compressão das raízes nervosas lombossacras abaixo do cone medular, geralmente por hérnia de disco central volumosa, estenose severa, tumor ou trauma. O quadro clínico é caracterizado pela tríade clássica: disfunção esfincteriana (retenção ou incontinência urinária/fecal), anestesia em sela (perda de sensibilidade na região perineal) e déficit motor progressivo nos membros inferiores. É uma emergência porque a compressão prolongada leva a dano neurológico irreversível — quanto mais tempo o paciente fica sem descompressão, maior o risco de sequelas permanentes como incontinência e paraplegia.
O diagnóstico é clínico, mas confirmado por ressonância magnética de urgência. A RM deve ser solicitada imediatamente em pacientes com sinais de cauda equina, pois a demora no diagnóstico e no tratamento cirúrgico está diretamente associada a pior prognóstico funcional. O tratamento é cirúrgico — descompressão das raízes — e deve ser realizado o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 24 a 48 horas do início dos sintomas.
A distinção crucial é entre a lombalgia mecânica comum (tratamento conservador, analgesia, repouso relativo, fisioterapia) e a lombalgia com sinais de alerta (red flags), que incluem justamente os sintomas de cauda equina. Enquanto a lombalgia inespecífica tem prognóstico favorável e não requer imagem na fase aguda, a presença de déficit neurológico progressivo, disfunção esfincteriana ou anestesia em sela transforma o caso em emergência. A banca explora exatamente essa fronteira: o candidato que associa "lombalgia" a "tratamento conservador" erra ao não reconhecer os sinais de gravidade que indicam cirurgia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato tratar a síndrome da cauda equina como uma lombalgia comum, induzindo à escolha de conduta conservadora (repouso, analgesia). A armadilha está em ignorar os sinais de alerta — perda de força, anestesia em sela e retenção urinária — que são a chave para o diagnóstico de emergência cirúrgica. Reconhecer a tríade é o que separa o acerto do erro.
Lombalgia
1Sem sinais de alerta
Tratamento conservador
Repouso relativo
Analgesia
2Com sinais de alerta (red flags)
Disfunção esfincteriana
Anestesia em sela
Déficit motor progressivo
Síndrome da cauda equina
Emergência cirúrgica
RM de urgência
Descompressão precoce
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Iniciar tratamento conservador seria adequado para lombalgia mecânica inespecífica, mas é contraindicado na síndrome da cauda equina. O tratamento conservador (analgésicos, relaxantes musculares, repouso) não resolve a compressão das raízes nervosas e atrasa a descompressão cirúrgica, aumentando o risco de sequelas permanentes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Pedir repouso e aguardar evolução é conduta perigosa e negligente. A síndrome da cauda equina é uma emergência que exige intervenção imediata; aguardar a evolução permite que o dano neurológico se torne irreversível. O repouso prolongado é reservado apenas para lombalgia aguda sem sinais de gravidade.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O tratamento cirúrgico de urgência é a conduta correta. A descompressão das raízes da cauda equina deve ser realizada o mais precocemente possível para preservar a função neurológica. A cirurgia é indicada com base no quadro clínico de emergência, confirmado por ressonância magnética.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não solicitar exame de imagem é erro grave. A ressonância magnética é essencial para confirmar a causa da compressão (hérnia, estenose, tumor) e guiar a abordagem cirúrgica. A RM deve ser feita com urgência diante dos sinais de cauda equina.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Tranquilizar o paciente sobre a possibilidade de lesão medular é conduta inadequada e antiética. O paciente apresenta sinais claros de comprometimento neurológico grave que exigem ação imediata, não minimização. A comunicação deve ser clara sobre a necessidade de investigação e tratamento urgentes.
Gabarito: letra C — a síndrome da cauda equina é emergência cirúrgica; o tratamento conservador, o repouso, a omissão de imagem e a minimização do quadro são todos inadequados.