Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2026
- Código
- fg130783
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo - Neurocirurgia
- A45 Gy em 25 frações.
- B54 Gy em 30 frações.
- C60 Gy em 30 frações.
- D66 Gy em 33 frações.
- E70 Gy em 35 frações.
GabaritoC — 60 Gy em 30 frações.
Gabarito: letra C. No protocolo Stupp, a radioterapia é administrada na dose total de 60 Gy em 30 frações (2 Gy por fração, uma vez ao dia, cinco dias por semana), associada à temozolomida concomitante e adjuvante. Essa é a dose padrão estabelecida pelo estudo seminal de Stupp et al. (2005), que definiu o tratamento de referência para o glioblastoma multiforme.
O protocolo Stupp é o regime de tratamento mais importante para o glioblastoma, o tumor cerebral primário mais comum e agressivo em adultos. Ele combina três modalidades: cirurgia de ressecção máxima segura, radioterapia e quimioterapia com temozolomida. A radioterapia é administrada de forma fracionada, ou seja, a dose total é dividida em pequenas doses diárias (frações), o que permite que o tecido normal adjacente ao tumor se recupere entre as sessões, enquanto as células tumorais, menos eficientes no reparo do dano ao DNA, são progressivamente destruídas.
O esquema de fracionamento convencional, que é o utilizado no protocolo Stupp, consiste em sessões diárias de 2 Gy, cinco dias por semana, totalizando 30 frações e uma dose total de 60 Gy. Esse esquema é o padrão-ouro para o tratamento do glioblastoma e é amplamente reproduzido em todo o mundo. A dose de 60 Gy foi estabelecida como o equilíbrio ideal entre o controle tumoral e a toxicidade para os tecidos normais, como o cérebro adjacente.
É importante distinguir o protocolo Stupp de outros esquemas de radioterapia usados em diferentes contextos oncológicos. Por exemplo, no câncer de mama, doses de 45 a 50 Gy em 25 frações são comuns, e no câncer de reto, a quimiorradioterapia neoadjuvante usa 45 a 50,4 Gy em 25 a 28 frações. A dose de 60 Gy em 30 frações é específica do tratamento do glioblastoma e de alguns outros tumores do sistema nervoso central. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que memoriza doses de outros protocolos pode se perder entre as alternativas.
A pegadinha central desta questão é a memorização exata do número de frações e da dose total. O candidato pode lembrar que a dose é 60 Gy, mas confundir o número de frações (30, e não 25 ou 35). A alternativa C é a única que apresenta a combinação correta de dose total e número de frações, que é a marca registrada do protocolo Stupp.
A banca explora a confusão entre a dose total e o número de frações de diferentes protocolos de radioterapia. O candidato pode lembrar que a dose é 60 Gy, mas trocar o número de frações (30) por 25 ou 35. A alternativa C é a única que apresenta a combinação correta, que é a marca registrada do protocolo Stupp.
A dose de 45 Gy em 25 frações é um esquema comum no tratamento do câncer de mama (45 a 50 Gy em 25 frações), mas não corresponde ao protocolo Stupp, que utiliza 60 Gy em 30 frações. A banca troca a dose e o fracionamento de um protocolo de outro tumor para confundir o candidato.
A dose de 54 Gy em 30 frações não é um esquema padrão para o glioblastoma. Doses de 54 Gy podem ser usadas em outros contextos, como no tratamento de tumores de reto em pacientes idosos, mas não no protocolo Stupp, que estabelece 60 Gy em 30 frações.
O protocolo Stupp, publicado por Stupp et al. em 2005, define a radioterapia para o glioblastoma como 60 Gy em 30 frações de 2 Gy, administradas uma vez ao dia, cinco dias por semana. Essa é a dose padrão que, combinada à temozolomida, demonstrou aumento significativo da sobrevida global dos pacientes.
A dose de 66 Gy em 33 frações não é o esquema do protocolo Stupp. Doses mais altas, como 66 Gy, não demonstraram benefício adicional no controle do glioblastoma e podem aumentar a toxicidade. O padrão é 60 Gy em 30 frações.
A dose de 70 Gy em 35 frações também não corresponde ao protocolo Stupp. Essa dose é mais alta que a padrão e não é recomendada para o glioblastoma, pois não há evidência de benefício e há maior risco de dano ao tecido cerebral normal.
Gabarito: letra C
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