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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fg130799
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Neurocirurgia
O subgrupo molecular de meduloblastoma que apresenta o melhor prognóstico em crianças é o
  1. AWNT.
  2. BSHH.
  3. CGrupo 3.
  4. DGrupo 4.
  5. EMYC amplificado.
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GabaritoA — WNT.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Meduloblastoma: subgrupos moleculares e prognóstico

Gabarito: letra A. O subgrupo molecular de meduloblastoma com melhor prognóstico em crianças é o WNT, caracterizado pela ativação da via de sinalização WNT e associado a taxas de sobrevida superiores a 90% com o tratamento padrão. Essa classificação molecular, que divide o tumor em WNT, SHH, Grupo 3 e Grupo 4, é hoje essencial para estratificação de risco e decisão terapêutica.

O meduloblastoma é o tumor maligno do sistema nervoso central mais comum na infância, originando-se no cerebelo. Historicamente, o prognóstico era avaliado apenas por critérios clínicos (idade, extensão da ressecção, presença de metástases). Porém, a classificação molecular revolucionou o manejo, permitindo distinguir quatro subgrupos principais com biologia, comportamento clínico e prognóstico distintos. O subgrupo WNT, que deve seu nome à ativação constitutiva da via de sinalização WNT/β-catenina, é o mais favorável: responde muito bem à quimioterapia e radioterapia, raramente metastatiza e apresenta sobrevida global em torno de 90% ou mais. Em contraste, o Grupo 3 é o de pior prognóstico, com alta incidência de metástases ao diagnóstico e sobrevida significativamente menor. O Grupo 4 é o mais comum, com prognóstico intermediário, e o SHH (ativado pela via Sonic Hedgehog) tem comportamento variável, sendo intermediário na maioria dos casos, embora alguns subgrupos dentro dele tenham prognóstico pior.

A importância dessa classificação vai além do prognóstico: ela orienta a intensidade do tratamento. Pacientes com meduloblastoma WNT, por exemplo, são candidatos a protocolos de desescalonamento terapêutico, com redução da dose de radioterapia para minimizar sequelas neurocognitivas, justamente por seu excelente prognóstico. Já os pacientes do Grupo 3, por serem de alto risco, recebem esquemas mais agressivos. A amplificação de MYC, citada na alternativa E, é uma alteração molecular que confere mau prognóstico e está frequentemente associada ao Grupo 3, não sendo um subgrupo molecular independente na classificação atual.

Na prática clínica, a identificação do subgrupo é feita por técnicas de biologia molecular (expressão gênica, metilação de DNA) ou imuno-histoquímica, e deve ser integrada aos fatores clínicos tradicionais. Para a prova, o ponto-chave é memorizar a ordem de prognóstico: WNT (melhor) > SHH/Grupo 4 (intermediário) > Grupo 3 (pior). A banca explora exatamente essa hierarquia, oferecendo como distratores os subgrupos de prognóstico intermediário ou ruim, além da amplificação de MYC, que é um marcador de mau prognóstico e não um subgrupo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o subgrupo de melhor prognóstico (WNT) pelos de prognóstico intermediário ou ruim. O candidato que decora os nomes sem fixar a hierarquia de risco confunde SHH ou Grupo 4 com o WNT. Lembre-se: WNT é o único com sobrevida acima de 90% — é o "queridinho" da classificação molecular.

  1. 1WNT
  2. 2SHH / Grupo 4
  3. 3Grupo 3
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O subgrupo WNT é o de melhor prognóstico no meduloblastoma infantil. Isso se deve à ativação da via WNT/β-catenina, que confere alta sensibilidade ao tratamento convencional e baixa taxa de metástases. Estudos de grandes coortes mostram sobrevida global superior a 90% com o tratamento padrão, o que justifica inclusive a tendência de reduzir a intensidade terapêutica nesses pacientes para evitar sequelas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O subgrupo SHH (Sonic Hedgehog) tem prognóstico intermediário, não o melhor. Embora seja o segundo mais bem caracterizado, seu comportamento é heterogêneo: pacientes mais jovens e aqueles com mutações específicas (como TP53) podem ter evolução pior. Portanto, não é o subgrupo de melhor prognóstico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O Grupo 3 é o de pior prognóstico entre os quatro subgrupos. Apresenta alta frequência de metástases ao diagnóstico, frequentemente associado à amplificação de MYC, e sobrevida global significativamente reduzida. É exatamente o oposto do que a alternativa afirma.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O Grupo 4 é o subgrupo mais comum, mas tem prognóstico intermediário. Embora a sobrevida seja razoável, não se compara à do WNT. A banca o oferece como distrator por ser um nome conhecido, mas a hierarquia de risco o coloca abaixo do WNT.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A amplificação de MYC não é um subgrupo molecular da classificação atual, mas uma alteração genética que confere mau prognóstico, frequentemente associada ao Grupo 3. Portanto, está duplamente errada: não é um subgrupo e, se fosse, seria de pior prognóstico, não o melhor.

A classificação molecular do meduloblastoma é um dos marcos da oncologia pediátrica moderna. Para a prova, fixe a ordem de prognóstico: WNT > SHH/Grupo 4 > Grupo 3. O WNT é o único com sobrevida excepcional, e o Grupo 3 é o mais agressivo. A amplificação de MYC é um marcador de risco, não um subgrupo.

Gabarito: letra A

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