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Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2026

MedicinaOncologia
Código
fg130949
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Patologia
A biópsia líquida baseada na detecção de DNA tumoral circulante (ctDNA) tem se tornado uma ferramenta importante no manejo oncológico.Considerando sua relação com tamanho tumoral, velocidade de crescimento, definição de alvos terapêuticos e mecanismos de resistência, assinale a afirmativa correta.
  1. AA biópsia líquida permite identificar mutações acionáveis para terapia-alvo, porém não é útil no monitoramento de resistência adquirida durante o tratamento sistêmico.
  2. BA liberação de ctDNA está associada ao tamanho tumoral e à taxa de renovação celular, permitindo a identificação de alterações genômicas acionáveis e de mutações secundárias relacionadas à resistência terapêutica ao longo do tratamento.
  3. CA quantidade de ctDNA detectável independe do volume tumoral e da taxa de proliferação, estando relacionada exclusivamente à presença de metástases viscerais.
  4. DTumores de pequeno volume e crescimento lento liberam maiores quantidades de ctDNA, o que explica a alta sensibilidade da biópsia líquida em tumores iniciais.
  5. EA biópsia líquida substitui a biópsia tecidual, dispensando avaliação histopatológica e imuno-histoquímica na prática clínica.
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GabaritoB — A liberação de ctDNA está associada ao tamanho tumoral e à taxa de renovação celular, permitindo a identificação de alterações genômicas acionáveis e de mutações secundárias relacionadas à resistência terapêutica ao longo do tratamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Biópsia líquida e ctDNA no manejo oncológico

Gabarito: letra B. A biópsia líquida, ao detectar o DNA tumoral circulante (ctDNA), permite identificar mutações acionáveis e monitorar a resistência adquirida ao longo do tratamento, pois a liberação de ctDNA está diretamente relacionada ao tamanho tumoral e à taxa de renovação celular — exatamente o que a alternativa B afirma. Essa é a base fisiopatológica que sustenta o uso clínico da ferramenta.

A biópsia líquida é um exame minimamente invasivo que detecta fragmentos de DNA liberados pelas células tumorais na corrente sanguínea (ctDNA). A quantidade de ctDNA circulante não é aleatória: ela reflete a carga tumoral (volume) e a taxa de proliferação celular — tumores maiores e mais agressivos, com alta renovação celular, liberam mais ctDNA. Essa relação é fundamental para entender tanto a sensibilidade do método (maior em doença avançada/metastática) quanto suas limitações (menor sensibilidade em tumores iniciais ou de baixo volume).

Além da detecção inicial de mutações acionáveis (como EGFR, ALK, BRAF, KRAS), a biópsia líquida tem papel crucial no monitoramento dinâmico da doença: permite identificar o surgimento de mutações secundárias de resistência (por exemplo, a mutação EGFR T790M após uso de inibidores de primeira geração) e orientar a troca de terapia. Isso é possível porque o ctDNA reflete, em tempo real, o perfil genômico do tumor em evolução — algo que a biópsia tecidual, por ser pontual e muitas vezes de difícil repetição, não consegue acompanhar com a mesma facilidade.

É importante destacar que a biópsia líquida não substitui a biópsia tecidual: ela é complementar. A análise histopatológica e imuno-histoquímica continua essencial para o diagnóstico, classificação e definição de marcadores como PD-L1. A biópsia líquida agrega informação molecular, mas não fornece a morfologia nem a arquitetura tecidual.

A pegadinha da questão está em inverter a relação entre volume tumoral e ctDNA: tumores pequenos e de crescimento lento liberam menos ctDNA, não mais. A banca explora essa confusão para induzir o candidato a marcar a alternativa D. Guarde a regra: maior carga tumoral e maior proliferação → mais ctDNA.

ctDNA na biópsia líquida
  • 1Liberação
    • Relacionada ao tamanho tumoral
    • Relacionada à taxa de renovação celular
    • Tumores pequenos/lentos liberam menos
  • 2Aplicações
    • Identifica mutações acionáveis
    • Monitora resistência adquirida (ex.: T790M)
    • Orienta troca de terapia
  • 3Limitações
    • Não substitui biópsia tecidual
    • Menor sensibilidade em doença inicial
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a biópsia líquida não é útil no monitoramento de resistência adquirida. Isso é falso: o monitoramento de resistência é uma das principais aplicações clínicas da biópsia líquida, permitindo detectar mutações secundárias (como T790M) e orientar a troca de terapia. O erro está em negar uma utilidade que é, na prática, um dos maiores benefícios do método.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que a liberação de ctDNA está associada ao tamanho tumoral e à taxa de renovação celular, e que a biópsia líquida permite identificar alterações genômicas acionáveis e mutações secundárias de resistência ao longo do tratamento. Isso reflete a fisiopatologia do ctDNA e o uso clínico consolidado da ferramenta no manejo oncológico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a quantidade de ctDNA independe do volume tumoral e da taxa de proliferação, o que contraria a fisiopatologia: a liberação de ctDNA é diretamente proporcional à carga tumoral e à renovação celular. Além disso, a relação com metástases viscerais não é exclusiva — tumores primários e metastáticos liberam ctDNA, e a quantidade depende de múltiplos fatores, não apenas da presença de metástases.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inverte a relação: tumores de pequeno volume e crescimento lento liberam menos ctDNA, o que reduz a sensibilidade da biópsia líquida em tumores iniciais. A alta sensibilidade em doença avançada se deve justamente à maior liberação de ctDNA por tumores maiores e mais proliferativos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a biópsia líquida substitui a biópsia tecidual, dispensando avaliação histopatológica e imuno-histoquímica. Isso é falso: a biópsia líquida é complementar, não substitutiva. O diagnóstico e a classificação tumoral ainda dependem da análise tecidual, incluindo morfologia e marcadores como PD-L1.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a relação entre volume tumoral e ctDNA: tumores pequenos liberam menos ctDNA, não mais. Essa inversão é a armadilha central da questão — fique atento a ela em provas futuras.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre biópsia líquida, lembre-se do tripé: carga tumoral (volume), taxa de proliferação e monitoramento dinâmico (resistência). Se a alternativa negar qualquer um desses pontos, ela está errada.

Gabarito: letra B

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