Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2026
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
fg131000
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Grupo - Pediatria
Uma criança é levada à Unidade Básica de Saúde após diagnóstico recente de hanseníase multibacilar em um adulto que reside no mesmo domicílio. A criança encontra-se assintomática, sem lesões cutâneas ou alterações neurológicas ao exame físico.Considerando a profilaxia com a vacina BCG, assinale a afirmativa correta segundo o Programa Nacional de Imunizações.
ASe menor de 1 ano, revacinar, caso já tenha sido vacinado.
BSe vacinado com uma dose, não aplicar outra dose da vacina.
CSe maior de 1 ano, aplicar nova dose 6 meses após a primeira.
DA partir de 5 anos de idade, nenhuma pessoa deve ser vacinada.
EAntes dos 5 anos não há indicação de fazer nova dose da vacina.
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GabaritoC — Se maior de 1 ano, aplicar nova dose 6 meses após a primeira.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Profilaxia da hanseníase com BCG em contatos domiciliares
Gabarito: letra C. Para contatos de hanseníase maiores de 1 ano, já vacinados com uma dose de BCG, o Programa Nacional de Imunizações orienta a aplicação de nova dose, com intervalo mínimo de 6 meses após a dose anterior — exatamente o que a alternativa C afirma. A conduta depende da história vacinal e da avaliação da cicatriz, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde para prevenção da hanseníase.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que tem como principal medida de prevenção, além da detecção precoce e tratamento dos casos, a vacinação com BCG dos contatos domiciliares — independentemente da forma clínica do caso-índice (paucibacilar ou multibacilar). A vacina BCG não é específica para a hanseníase, mas demonstrou eficácia na redução do risco de adoecimento, sendo uma importante ferramenta de proteção individual para quem convive com o paciente.
A lógica da profilaxia é simples: como a transmissão ocorre por vias aéreas superiores, o contato domiciliar é o principal grupo de risco. Por isso, todo contato sem sinais e sintomas da doença no momento da avaliação deve ser vacinado, a depender da história vacinal e da presença de cicatriz. A regra prática é:
Ausência de cicatriz vacinal → aplicar 1 dose de BCG;
Presença de 1 cicatriz → aplicar 1 dose (reforço);
Presença de 2 cicatrizes → não aplicar nenhuma dose.
Para crianças menores de 1 ano já vacinadas e com cicatriz comprovada, não se administra outra dose. Já para maiores de 1 ano com apenas uma dose prévia, aplica-se outra dose com intervalo mínimo de 6 meses — é a situação da criança do enunciado, que convive com adulto multibacilar e está assintomática, sem contraindicação.
A pegadinha da questão está em inverter as faixas etárias e as condutas: a banca explora a confusão entre o esquema vacinal de rotina (dose única ao nascimento) e o esquema especial para contatos de hanseníase (que admite reforço). Guarde a fronteira: menor de 1 ano já vacinado = sem nova dose; maior de 1 ano com 1 dose = nova dose após 6 meses; 2 cicatrizes = nada. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
BCG em contatos de hanseníase
1Menor de 1 ano
Já vacinado com cicatriz → [-] sem nova dose
Sem comprovação → [+] aplicar 1 dose
2Maior de 1 ano
Com 1 dose prévia → [+] nova dose após 6 meses
Sem cicatriz → [+] aplicar 1 dose
3Presença de 2 cicatrizes
não aplicar dose
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que, se menor de 1 ano, deve-se revacinar caso já tenha sido vacinado. Errado: para menores de 1 ano comprovadamente vacinados e com cicatriz, não se administra outra dose. A revacinação nessa faixa etária só ocorreria se não houvesse comprovação de vacina ou cicatriz.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que, se vacinado com uma dose, não se aplica outra. Errado: para maiores de 1 ano com apenas uma dose, a conduta é aplicar nova dose com intervalo mínimo de 6 meses. A alternativa confunde o esquema de rotina (dose única) com o esquema especial para contatos de hanseníase.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que, se maior de 1 ano, deve-se aplicar nova dose 6 meses após a primeira. Correto: é exatamente a recomendação do Programa Nacional de Imunizações para contatos de hanseníase maiores de 1 ano com apenas uma dose prévia de BCG — aplicar outra dose, com intervalo mínimo de 6 meses após a dose anterior.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a partir de 5 anos ninguém deve ser vacinado. Errado: não há essa restrição etária. A vacinação de contatos é indicada independentemente da idade, desde que não haja contraindicação (como imunossupressão grave). A conduta é definida pela história vacinal e pela presença de cicatriz, não pela idade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que antes dos 5 anos não há indicação de nova dose. Errado: a indicação de nova dose existe para maiores de 1 ano com apenas uma dose prévia, independentemente de terem menos de 5 anos. A alternativa inverte a faixa etária correta (1 ano, não 5 anos) e contraria a recomendação de reforço.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as faixas etárias e as condutas para confundir: menor de 1 ano já vacinado não recebe nova dose, mas maior de 1 ano com 1 dose recebe reforço após 6 meses. O candidato que memoriza apenas o esquema de rotina (dose única ao nascer) erra ao aplicar a mesma lógica ao contato de hanseníase. Fique atento: a regra especial para contatos é mais flexível e admite reforço.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de BCG em contatos de hanseníase, monte mentalmente a tabela: sem cicatriz → 1 dose; 1 cicatriz → 1 dose; 2 cicatrizes → nada. E lembre: menor de 1 ano já vacinado = sem nova dose; maior de 1 ano com 1 dose = nova dose após 6 meses. Essa é a chave para acertar qualquer variação da questão.