Para pacientes com carcinoma lobular in situ de mama, avalie se são recomendadas:
I. Mastectomia bilateral;
II. Mastectomia unilateral;
III. Vigilância.
Está correto o que se indica em
AI, apenas.
BII, apenas.
CIII, apenas.
DI e III, apenas.
EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — I e III, apenas.
Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Letra D; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Carcinoma lobular in situ (CLIS): conduta e vigilância
Gabarito: letra D. Para o carcinoma lobular in situ (CLIS), a conduta recomendada é a vigilância (item III), e não a mastectomia profilática de rotina — nem unilateral (item II) nem bilateral (item I). O CLIS é um marcador de risco aumentado de câncer de mama bilateral, e não uma lesão que exija tratamento cirúrgico imediato; a mastectomia bilateral pode ser considerada apenas como profilaxia em casos selecionados de alto risco, não como conduta padrão.
O carcinoma lobular in situ é uma lesão não invasiva da mama, caracterizada pela proliferação de células lobulares atípicas confinadas aos lóbulos, sem rompimento da membrana basal. Diferentemente do carcinoma ductal in situ (CDIS), que é uma lesão precursora direta do câncer invasivo, o CLIS é considerado um marcador de risco — ou seja, sua presença indica que a paciente tem risco aumentado de desenvolver câncer de mama em ambas as mamas, mas não que a lesão em si vá progredir para invasão naquele local específico. Essa distinção é fundamental para entender por que a mastectomia não é a conduta padrão.
A conduta clássica para o CLIS é a vigilância clínica e radiológica, com exames de imagem periódicos (mamografia anual, por exemplo) e exame clínico regular. Isso porque a maioria das pacientes com CLIS nunca desenvolverá câncer de mama, e quando desenvolvem, o tumor pode surgir em qualquer das duas mamas, não necessariamente no local da biópsia. A mastectomia bilateral, embora seja uma opção de redução de risco (profilática) para pacientes de alto risco — como aquelas com forte história familiar ou mutações genéticas (BRCA1/BRCA2) —, não é indicada de rotina para todas as pacientes com CLIS. A decisão de realizar mastectomia profilática é individualizada, levando em conta o risco genético, a história familiar, a densidade mamária e a preferência da paciente, após aconselhamento adequado.
A mastectomia unilateral (item II) não faz sentido no contexto do CLIS, pois o risco aumentado é bilateral — remover apenas uma mama não elimina o risco na mama contralateral. Portanto, se a cirurgia profilática for considerada, ela seria bilateral, e não unilateral. Além disso, a mastectomia unilateral não é uma opção de tratamento para o CLIS em si, já que a lesão não é invasiva e não requer excisão cirúrgica como o CDIS.
A banca explora aqui a confusão entre CLIS (marcador de risco) e CDIS (lesão precursora): enquanto o CDIS é tratado com excisão cirúrgica (com margens negativas) e radioterapia, o CLIS é manejado com vigilância. Essa distinção é o critério decisivo que separa as alternativas — guarde-a bem.
Carcinoma lobular in situ (CLIS)
1Natureza
Lesão não invasiva
Marcador de risco bilateral
2Conduta padrão
Vigilância clínica e radiológica
Quimioprofilaxia (SERM)
3Mastectomia
Unilateral (não protege mama contralateral)
Bilateral de rotina
Profilática em alto risco (BRCA, história familiar)
4Distinção-chave
CLIS → marcador de risco → vigilância
CDIS → lesão precursora → excisão cirúrgica
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Item I — ❌ Incorreto
A mastectomia bilateral não é recomendada de rotina para todas as pacientes com CLIS. Ela é uma opção de profilaxia (redução de risco) apenas para casos selecionados de alto risco, como portadoras de mutações BRCA ou com forte história familiar. A conduta padrão para o CLIS é a vigilância, não a cirurgia. Afirmar que a mastectomia bilateral é "recomendada" para pacientes com CLIS, sem qualificação, é uma generalização indevida.
Item II — ❌ Incorreto
A mastectomia unilateral não é recomendada para o CLIS, pois o risco aumentado de câncer de mama é bilateral. Remover apenas uma mama não protege contra o risco na mama contralateral. Além disso, o CLIS não é uma lesão que exija excisão cirúrgica local, como o CDIS. A mastectomia unilateral não tem papel no manejo padrão do CLIS.
Item III — ✅ Correto
A vigilância é a conduta recomendada para o CLIS. Isso inclui exame clínico regular e mamografia anual (ou outro exame de imagem conforme a idade e densidade mamária), além de considerar quimioprofilaxia com moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (SERM), como tamoxifeno ou raloxifeno, para redução de risco. A vigilância é a abordagem padrão porque o CLIS é um marcador de risco bilateral, e não uma lesão que progride localmente de forma previsível.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o CLIS pelo CDIS. No CDIS, o tratamento é cirúrgico (excisão com margens negativas + radioterapia); no CLIS, a conduta é vigilância. O candidato que associa "carcinoma in situ" a "cirurgia imediata" cai na armadilha e marca mastectomia. Lembre-se: CLIS = marcador de risco → vigilância; CDIS = lesão precursora → excisão.
Conclusão: Corretos apenas os itens I e III? Não — corretos apenas o item III. Portanto, a alternativa correta é a letra C (III, apenas).