A linguagem do texto: formal e adequada ao veículo
Gabarito: letra B. A linguagem do texto é formal, objetiva e impessoal, características típicas de uma reportagem jornalística que divulga dados oficiais do IBGE. O veículo (revista Exame) e o propósito (informar o público sobre mudanças no perfil dos domicílios) exigem clareza e precisão, mas sem erudição rebuscada. O texto usa termos técnicos como "domicílios unipessoais" e "chefes de domicílio", mas sempre contextualizados, sem jargão que restrinja o entendimento.
"O Censo 2022 do IBGE revelou uma mudança significativa na composição familiar do Brasil: pela primeira vez, 34,1% das mulheres aparecem como responsáveis pelos domicílios..."
A passagem mostra linguagem direta, com estatísticas e sem opiniões pessoais – traços de um registro formal e referencial.
Alternativa | Afirmativa sobre a linguagem | Motivo da correção/incorreção |
|---|
A | É erudita e seleciona o público. | ❌ Incorreta. O texto é preciso, mas não erudito; explica os dados de forma acessível. |
B | É formal, coerente com o veículo e o propósito. | ✅ Correta. A linguagem é formal, objetiva e impessoal, adequada a uma reportagem jornalística. |
C | É informal e compreensível para qualquer público. | ❌ Incorreta. Não há gírias ou marcas de oralidade; o registro é formal. |
D | É regional, voltada para RJ e RS. | ❌ Incorreta. A menção a estados é ilustrativa; a linguagem não é regionalizada. |
E | É arcaica, para contrastar passado e presente. | ❌ Incorreta. O texto é contemporâneo e não utiliza termos arcaicos. |
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a linguagem é erudita e "seleciona o público". O texto não utiliza termos excessivamente técnicos ou rebuscados; ao contrário, explica os dados de forma acessível. A palavra "erudita" é extrapolação: o texto é preciso, mas não erudito.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A linguagem é formal, coerente com o veículo jornalístico (Exame) e com o propósito de divulgar informações oficiais. O texto apresenta dados, percentuais e comparações sem informalidades ou marcas de oralidade. A formalidade é moderada – nem coloquial, nem acadêmica –, exatamente o que se espera de uma reportagem.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que é informal. O texto não contém gírias, abreviações ou marcas de oralidade. O uso da terceira pessoa, a impessoalidade e a presença de números comprovam o registro formal. Exemplo: "Em termos gerais, os homens ainda são a maioria (50,9%)" – construção formal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a linguagem é regional por citar Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A menção a esses estados é apenas ilustrativa de dados nacionais, não regionaliza a linguagem. O texto não utiliza dialetos ou expressões locais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que a linguagem é arcaica, com o objetivo de "consolidar dados do passado". O texto é contemporâneo, escrito em português padrão atual. A comparação entre 2010 e 2022 não torna a linguagem arcaica; é um recurso de contraste temporal.
💡 Dica: Ao analisar o registro linguístico, observe o vocabulário, a construção das frases e o nível de formalidade. Compare sempre com o gênero e o veículo: uma reportagem exige linguagem formal, mas não necessariamente erudita.