Identificação Humana em Medicina Legal
Gabarito: letra E. Os ossos do anel pélvico são extremamente úteis na estimativa de sexo e idade do indivíduo, sendo a pelve uma das regiões mais informativas na antropologia forense. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre os métodos de identificação.
A questão aborda os diferentes métodos de identificação humana: reconstrutiva (estimativa do perfil biológico sem comparação com dados ante mortem) e comparativa (confronto com registros prévios). Também toca na papiloscopia e na genética forense.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A identificação reconstrutiva não depende de informações ante mortem para comparação; ela estima características como sexo, idade e estatura a partir do corpo ou esqueleto. Quem depende de dados ante mortem é a identificação comparativa (ex.: confronto de impressões digitais, DNA ou odontograma). A alternativa inverte os conceitos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A identificação comparativa é realizada por meio da comparação direta de características (como papiloscópicas, odontológicas ou genéticas) com registros ante mortem. A estimativa do perfil biológico (sexo, idade, estatura) é própria da identificação reconstrutiva. Mais uma troca conceitual.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirmar que a análise de DNA é o único método seguro é uma generalização indevida. Outros métodos, como a papiloscopia (impressões digitais), a odontologia forense (arcada dentária) e a antropologia forense (ossos), também são considerados seguros e amplamente utilizados. O DNA é um método de alta confiabilidade, mas não exclusivo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A identificação necropapiloscópica pode ser feita em cadáveres no início da fase de putrefação, desde que a pele ainda permita a coleta das cristas papilares. Com o avanço da putrefação, a técnica fica inviável, mas no início ainda é possível. A alternativa nega essa possibilidade, o que é falso.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os ossos do anel pélvico (pelve) são, de fato, extremamente úteis na identificação humana. A morfologia da pelve é o melhor indicador de sexo (diferenças no púbis, arco ventral, ângulo subpúbico, etc.) e também contribui para a estimativa de idade (especialmente pela sínfise púbica e superfície auricular). Trata-se de peça-chave na antropologia forense.
Gabarito: letra E.