Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
fg131575
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Oficial Investigador
No terceiro parágrafo do texto, há uma sequência narrativa que se caracteriza
Apelos marcadores de tempo-espaço, que indicam sucessão dos acontecimentos.
Bpelos verbos no presente do indicativo, que denotam a perspectiva de quem narra as ações.
Cpelo uso das aspas simulando um diálogo entre interlocutores a nível intratextual.
Dpela inscrição de uma narrativa psicológica, observando as ações hipotéticas que descrevem o ato de violência.
Epela descrição de cenas que remontam uma figurativização dos atos narrados, sensibilizando o leitor.
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GabaritoA — pelos marcadores de tempo-espaço, que indicam sucessão dos acontecimentos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sequência narrativa no terceiro parágrafo – marcadores de sucessão temporal
Gabarito: letra A. O terceiro parágrafo do texto descreve, em ordem cronológica, as etapas do ciclo de violência que antecede o feminicídio, utilizando expressões como “começa”, “em seguida”, “no estágio mais grave” e “por fim”. Esses marcadores de tempo indicam claramente a sucessão dos acontecimentos, característica central de uma sequência narrativa. A passagem que sustenta essa análise é:
“O ciclo começa com xingamentos… Em seguida, o agressor passa a cometer agressões físicas… No estágio mais grave, há confinamento… Por fim, ocorre o feminicídio”
Os conectivos temporais estruturam a progressão dos eventos, evidenciando o encadeamento narrativo.
1Começa: xingamentos
2Em seguida: agressões físicas
3Estágio grave: confinamento
4Por fim: feminicídio
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa acerta ao apontar os marcadores de tempo-espaço que indicam sucessão. O texto apresenta uma sequência ordenada de estágios, do início ao desfecho, com expressões que marcam a passagem do tempo. A banca explora exatamente essa característica da tipologia narrativa: “começa” (início), “em seguida” (continuação), “por fim” (conclusão).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os verbos estão no presente do indicativo (começa, passa, há, ocorre), mas isso não é exclusivo da narrativa; é próprio de textos expositivos que descrevem fatos gerais. Além disso, a perspectiva não é de “quem narra” — o texto reproduz a fala da SSP, com impessoalidade. A alternativa comete o erro de generalizar uma característica gramatical que não define a sequência narrativa no trecho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
As aspas são usadas para citar a fala do órgão (a SSP), não para simular um diálogo entre interlocutores. Não há troca de turnos conversacionais; é uma citação direta de um informante. A alternativa extrapola o uso das aspas, inventando uma função dramatúrgica que o texto não autoriza.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não descreve ações psicológicas ou hipotéticas; ele enumera comportamentos concretos e objetivos (xingamentos, agressões físicas, ameaças) como estágios reais documentados. Não há subjetividade ou introspecção. A alternativa tangencia o tema ao falar em “narrativa psicológica”, que não se sustenta no trecho.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A “figurativização” implica uso de linguagem figurada (metáforas, imagens poéticas). O texto é direto e denotativo, com verbos de ação e descrições literais. Seu objetivo primário é informar, não sensibilizar (embora o tema possa gerar comoção). A alternativa acrescenta opinião (“sensibilizando o leitor”) que não está no texto.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de tipologia textual, procure os marcadores de progressão (conectivos temporais, advérbios de sequência) — eles são a pista mais segura para identificar a sequência narrativa.