Questão de Contabilidade Geral — Demonstração do Resultado do Exercício — FGV 2026
Contabilidade Geral›Demonstração do Resultado do Exercício
Código
fg131656
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Contabilidade e Economia
Em 01/01/2025, uma sociedade empresária investiu R$90.000 em uma aplicação financeira de longo prazo. Os juros são reconhecidos mensalmente e adicionados ao principal, para resgate no final do período da aplicação.Ao analisar as movimentações nas demonstrações contábeis, o perito contábil constatou que, mensalmente, em 2025, houve
Areconhecimento de receita financeira e aumento no ativo circulante.
Breconhecimento de receita financeira e aumento no ativo realizável a longo prazo.
Creconhecimento de receita financeira e aumento em investimentos.
Dreconhecimento de receita operacional e aumento no ativo realizável a longo prazo.
Ereconhecimento de receita operacional e aumento em investimentos.
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GabaritoB — reconhecimento de receita financeira e aumento no ativo realizável a longo prazo.
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Aplicação Financeira de Longo Prazo – Classificação e Reconhecimento de Receitas
Gabarito: letra B. A aplicação financeira de longo prazo (resgate no final do período) é classificada no Ativo Não Circulante, subgrupo Realizável a Longo Prazo (RLP). Os juros mensais, reconhecidos pelo regime de competência e adicionados ao principal, geram receita financeira (não operacional) e aumentam o saldo do próprio ativo no RLP. A alternativa B espelha exatamente essa natureza.
A questão exige conhecer a classificação das aplicações financeiras e a natureza das receitas. Pelo CPC 26 (item 81, já eliminado, mas norma geral) e pela Lei 6.404/76 (art. 187), a DRE discrimina receitas operacionais e financeiras separadamente. Os juros de aplicações são receitas financeiras, não operacionais. Quanto ao ativo: aplicações de longo prazo (não destinadas a negociação imediata) são registradas no Realizável a Longo Prazo. O subgrupo "Investimentos" é usado para participações societárias (coligadas, controladas), não para aplicações financeiras.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma "aumento no ativo circulante". A aplicação é de longo prazo (resgate ao final do período), logo não pode ser circulante. A classificação correta é no Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo. O erro é de classificação do ativo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reconhece corretamente receita financeira (juros) e aumento no Ativo Realizável a Longo Prazo. A cada mês, o débito na conta do ativo (RLP) e o crédito em receita financeira (resultado) refletem a essência econômica: os juros são incorporados ao principal e a aplicação permanece no longo prazo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma "aumento em investimentos". Embora "Investimentos" também seja subgrupo do ANC, ele é destinado a participações permanentes em outras sociedades, não a aplicações financeiras. A aplicação financeira de longo prazo (certificado de depósito bancário, debêntures, etc.) é classificada como "Aplicações Financeiras" no Realizável a Longo Prazo, não em Investimentos. O erro é de subclassificação do ativo não circulante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma "reconhecimento de receita operacional". Juros de aplicações financeiras são receita financeira, não operacional. Pela Lei 6.404/76 (art. 187), as receitas financeiras são discriminadas após o lucro operacional, na apuração do resultado do exercício, não compõem a atividade principal da empresa. O erro é confundir natureza da receita.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acumula dois erros: receita operacional (em vez de financeira) e aumento em investimentos (em vez de realizável a longo prazo). Ambos já explicados nas alternativas C e D.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões comuns: (1) trocar a classificação da aplicação de longo prazo de "Realizável a Longo Prazo" para "Investimentos"; (2) tratar juros como receita operacional. Lembre-se: aplicações financeiras (títulos, CDBs, debêntures) não são investimentos em participações societárias. E receitas financeiras são discriminadas separadamente na DRE, após o resultado operacional. Fique atento ao termo "investimentos" nas alternativas – é um distrator clássico.