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Questão de Criminalística — Computação Forense — FGV 2026

CriminalísticaComputação Forense
Código
fg131890
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Informática Forense
Durante a análise estática, o analista observa que o malware verifica ou manipula a Trap Flag (TF) no registrador EFLAGS para provocar ou detectar exceções de single-step (INT 1).Essa técnica é classificada como
  1. ADetecção de ambiente virtualizado (Anti-VM)
  2. BTécnicas de proteção contra dumping de memória
  3. CAnti-debugging baseado em exceções
  4. DAnti-análise baseada em temporização
  5. EMecanismo de detecção de hooking em funções do sistema
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GabaritoC — Anti-debugging baseado em exceções

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Manipulação da Trap Flag (TF) em Malware

Gabarito: letra C. A manipulação da Trap Flag (TF) no registrador EFLAGS para provocar ou detectar exceções de single-step (INT 1) é uma técnica clássica de anti-debugging baseada em exceções, pois interfere diretamente no mecanismo que depuradores utilizam para executar passo a passo (single-step).

A Trap Flag é um bit no registrador EFLAGS da CPU x86 que, quando setado, gera uma interrupção de single-step (INT 1) após cada instrução executada. Depuradores usam esse recurso para realizar a depuração passo a passo. Malware pode manipular a TF para detectar a presença de um depurador ou para atrapalhar a análise, por exemplo, alterando a TF ou tratando a exceção de forma não esperada.

Anti-debugging baseado em exceções
  • 1Trap Flag (TF) no EFLAGS
    • Bit que gera INT 1 (single-step)
    • Usado por depuradores para passo a passo
    • Malware manipula a TF
      • Altera o bit
      • Trata a exceção de forma inesperada
  • 2Outras técnicas de exceção
    • INT 3 (breakpoint)
    • SEH (Structured Exception Handling)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Detecção de ambiente virtualizado (Anti-VM) envolve identificar se o código está sendo executado dentro de uma máquina virtual, usando instruções específicas como CPUID ou verificações de hardware. A TF não está relacionada a essa detecção.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Técnicas de proteção contra dumping de memória visam impedir que a memória do processo seja copiada ou analisada, como criptografia ofuscação. A manipulação da TF não impede diretamente a captura de memória.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A manipulação da Trap Flag é uma técnica de anti-debugging baseada em exceções, pois explora o mecanismo de interrupção single-step para detectar ou atrapalhar depuradores. É um padrão bem conhecido em engenharia reversa e proteção de software.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Anti-análise baseada em temporização utiliza medições de tempo (como diferença entre timestamps) para detectar lentidão causada por depuradores. A TF não está relacionada a temporização.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Mecanismo de detecção de hooking em funções do sistema verifica se funções da API foram redirecionadas (hooked). A TF não é usada para detectar hooks, mas sim para interferir no controle de fluxo da depuração.

PEGA ESSA DICA!

Ao estudar anti-debugging, foque nos mecanismos de exceção (como Trap Flag, INT 3, SEH) e nas técnicas de manipulação de interrupções. Esses são tópicos recorrentes em questões de computação forense e engenharia reversa.

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