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Questão de Medicina Legal — Sexologia Forense — FGV 2026

Medicina LegalSexologia Forense
Código
fg131953
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista
A literatura aponta que o exame físico conduz com confiança a confirmação de abuso sexual em crianças em menos de 50% dos casos.Sobre sinais e sintomas observados em crianças que podem ser vítimas de crimes sexuais, é correto afirmar que
  1. Ao diagnóstico de HPV caracteriza crime sexual em qualquer idade.
  2. Ba presença de condilomas causados pelo HPV, em menores de dois anos, tem como principal suspeita etiológica a transmissão vertical.
  3. Ca transmissão de HPV não ocorre através do contato de roupas compartilhadas, devendo-se sempre suspeitar de abuso sexual.
  4. Da transmissão de HPV não ocorre através do contato de roupas compartilhadas, devendo-se sempre suspeitar de abuso sexual.
  5. Eas doenças sexualmente transmissíveis sempre causam secreções purulentas, sendo esse o primeiro sinal para se pensar em crime sexual.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a presença de condilomas causados pelo HPV, em menores de dois anos, tem como principal suspeita etiológica a transmissão vertical.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sexologia Forense – HPV em crianças e suspeita de abuso sexual

Gabarito: B. Em crianças menores de dois anos, a presença de condilomas causados pelo HPV tem como principal suspeita etiológica a transmissão vertical (durante o parto), e não necessariamente o abuso sexual, conforme conhecimento consolidado em medicina legal. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou generalizações indevidas.

A questão aborda um ponto delicado da sexologia forense: a interpretação de sinais de infecção por HPV em crianças. O achado de condiloma acuminado (verruga genital) em uma criança levanta a suspeita de abuso sexual, mas é fundamental considerar outras formas de transmissão, especialmente a transmissão vertical – quando a mãe infectada transmite o vírus ao filho durante o parto. Essa possibilidade é mais relevante em crianças com até dois anos de idade, período em que o vírus pode se manifestar após infecção perinatal.

Aspecto

Alternativa A

Alternativa B (Gabarito)

Alternativa C/D

Alternativa E

Afirmação principal

Diagnóstico de HPV caracteriza crime sexual em qualquer idade

Em menores de 2 anos, condilomas por HPV têm como principal suspeita etiológica a transmissão vertical

Transmissão de HPV não ocorre por roupas compartilhadas; deve-se sempre suspeitar de abuso sexual

DSTs sempre causam secreções purulentas, sendo o primeiro sinal para pensar em crime sexual

Correção

❌ Incorreta

✅ Correta

❌ Incorreta

❌ Incorreta

Motivo da incorreção/correção

Falso, pois transmissão vertical é via documentada em recém-nascidos e lactentes; autoinoculação ou contato não sexual podem ocorrer em crianças maiores

Conhecimento consolidado em medicina legal: transmissão vertical é a principal hipótese nessa faixa etária, não se devendo concluir automaticamente por abuso sexual

Embora transmissão por fômites seja controversa, a afirmação "sempre suspeitar" é inadequada, pois desconsidera transmissão vertical em crianças pequenas

Generalização indevida: muitas DSTs podem ser assintomáticas ou apresentar outros sinais; secreção purulenta não é o único nem o primeiro sinal

Consideração sobre idade da criança

Ignora a idade (qualquer idade)

Considera a idade (menores de 2 anos)

Ignora a idade (não menciona faixa etária)

Ignora a idade (generaliza para qualquer criança)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o diagnóstico de HPV caracteriza crime sexual em qualquer idade. Isso é falso, pois a transmissão vertical é uma via bem documentada em recém-nascidos e lactentes. Além disso, pode ocorrer autoinoculação ou contato não sexual em crianças maiores. Portanto, o HPV isoladamente não é prova de abuso sexual, especialmente em menores de dois anos.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta: em menores de dois anos, a presença de condilomas por HPV tem como principal suspeita etiológica a transmissão vertical. Esse é um conhecimento essencial para o perito médico-legal, que deve considerar a idade da criança ao interpretar os achados. A transmissão vertical é a principal hipótese nessa faixa etária, não se devendo concluir automaticamente por abuso sexual.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C (idêntica à D, possivelmente erro de digitação) afirma que a transmissão de HPV não ocorre por roupas compartilhadas e que se deve sempre suspeitar de abuso sexual. Embora a transmissão por fômites (roupas) seja controversa e pouco documentada, a afirmação de "sempre suspeitar" é inadequada, pois desconsidera a transmissão vertical em crianças pequenas. A suspeita deve ser contextualizada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Repete o mesmo conteúdo da alternativa C, portanto igualmente incorreta pelos mesmos motivos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que as doenças sexualmente transmissíveis sempre causam secreções purulentas, e que esse seria o primeiro sinal para pensar em crime sexual. Isso é falso: muitas DSTs podem ser assintomáticas ou apresentar outros sinais (lesões, verrugas, etc.). Além disso, a presença de secreção purulenta não é patognomônica de DST, podendo ter outras causas. A afirmação é uma generalização indevida.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode ser tentado a marcar a alternativa A ou C/D por associar HPV a abuso sexual. A banca explora justamente a exceção da transmissão vertical em menores de dois anos, que é uma ressalva clássica da sexologia forense. Lembre-se: a idade da criança é crucial para a interpretação do achado de condiloma.

Gabarito: B.

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