Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — FGV 2026
Medicina Legal›Tanatologia Forense
Código
fg131962
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista
A resolução 2173/2017 do CFM substituiu a resolução 1480/1997 no que diz respeito aos critérios de morte cerebral e consequente aplicação em transplantes.Nesse contexto, é correto afirmar que
Anão há necessidade de exclusão de causas como hipotermia e uso de drogas depressoras do SNC para aplicação do protocolo de morte encefálica.
Ba confirmação da morte encefálica pode ser feita através de um único exame clínico, desde que feita por um médico qualificado, que aponte coma não perceptivo e ausência de função do tronco cerebral.
Ca qualificação do médico para atestar a morte cerebral deve ser em medicina legal.
Da confirmação da morte encefálica depende de diagnóstico de coma não perceptivo, ausência de função do tronco cerebral, um teste de apneia, comprovação de ausência de perfusão sanguínea, de atividade elétrica e metabólica encefálica.
Eo médico que faz a avaliação sobre a morte encefálica deve pertencer a equipe cirúrgica que faz a retirada dos órgãos para transplantes.
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GabaritoD — a confirmação da morte encefálica depende de diagnóstico de coma não perceptivo, ausência de função do tronco cerebral, um teste de apneia, comprovação de ausência de perfusão sanguínea, de atividade elétrica e metabólica encefálica.
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Morte encefálica segundo a Resolução CFM 2.173/2017
Gabarito: letra D. A Resolução CFM 2.173/2017 estabelece que a confirmação da morte encefálica depende de: coma não perceptivo, ausência de função do tronco encefálico, teste de apneia positivo e exame complementar que comprove ausência de atividade encefálica (perfusão, metabólica ou elétrica). A alternativa D descreve corretamente esses elementos essenciais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que não há necessidade de exclusão de causas como hipotermia e drogas depressoras do SNC. A resolução, porém, exige como pré-requisito a "ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico" (Art. 1º, b). Hipotermia e drogas são fatores que devem ser excluídos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que um único exame clínico é suficiente. A resolução determina a realização de dois exames clínicos, cada um por médico diferente (Art. 3º, §1º).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a qualificação deve ser em medicina legal. Na verdade, o médico deve ser especificamente capacitado (um ano de experiência em coma ou 10 determinações de ME ou curso de capacitação) e um dos médicos deve ser especialista em medicina intensiva, neurologia, neurocirurgia ou medicina de emergência (Art. 3º, §2º e §3º).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa lista os componentes exigidos pela resolução: coma não perceptivo, ausência de função do tronco cerebral, teste de apneia e comprovação de ausência de perfusão sanguínea, atividade elétrica ou metabólica encefálica (Art. 2º e Art. 5º). Embora a redação use "e", a resolução exige um exame complementar que comprove uma das três condições, sendo correta a menção a todas as possibilidades.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o médico avaliador deve pertencer à equipe de transplante. A resolução veda expressamente: "Nenhum desses médicos poderá fazer parte da equipe de transplante" (Art. 3º, §5º, conforme transcrição do contexto).
SE LIGUE NESSA!
A Resolução CFM 2.173/2017 revogou a anterior (1.480/97) e detalha os critérios para diagnóstico de morte encefálica, sendo essencial memorizar os pré-requisitos, os exames clínicos (dois), o teste de apneia e o exame complementar (um entre perfusão, metabólico ou elétrico).