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Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — FGV 2026

Medicina LegalTanatologia Forense
Código
fg131999
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista e Patologia
A execução das corretas técnicas na realização das necrópsias médico-legais é fundamental para a confecção de um laudo pericial consistente e confiável.Assinale a opção corretamente dentro das boas práticas do exame cadavérico pericial realizado.
  1. AO exame externo, embora não tão importante quanto na necropsia hospitalar ou clínica, deve ser completo, não devendo ser negligenciado o dorso, os genitais, as dobras cutâneas como as axilares e as poplíteas e o couro cabeludo, podendo sim se dispensar detalhes irrelevantes, como :tatuagens e lesões de origem hospitalar, que não interessam ao estudo médico-legal da morte violenta.
  2. BNosso Código de Processo Penal permite, expressamente, a realização de exames cadavéricos parciais, de forma que quando a lesão fatal se limita ao segmento cefálico, por exemplo, o exame do pescoço e a análise dos órgãos das cavidades torácica e abdominal são desnecessários, pois em nada acrescentam a essa perícia.
  3. CApós incisão bi-mastóidea coronal, rebatimento dos retalhos anterior e posterior do couro cabeludo, retirada do periósteo da calvária e rebatimento dos músculos temporais, o crânio deve ser serrado horizontalmente, com o cuidado de não atingir a paquimeninge, sendo retirada a abóbada, antes da análise do conteúdo da cavidade craniana.
  4. DO exame do pescoço, muito importante em Medicina Legal, consiste na retirada dos órgãos da laringe para baixo, incluindo a traqueia, o esôfago, a tireoide, e os grandes vasos sanguíneos, devendo-se abrir todos eles e descrever achados anormais, como hemorragias e conteúdos incomuns na luz dos órgãos.
  5. EEm geral, é usada a técnica de Ghon no estudo das cavidades torácica e abdominal, isto é, a retirada de órgão por órgão, após análise de conjunto, para estudo individualizado, não sendo necessário abrir vísceras como estômago, intestinos e útero, caso estas não apresentem lesões externas evidentes, não interessando à perícia judicial.
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GabaritoC — Após incisão bi-mastóidea coronal, rebatimento dos retalhos anterior e posterior do couro cabeludo, retirada do periósteo da calvária e rebatimento dos músculos temporais, o crânio deve ser serrado horizontalmente, com o cuidado de não atingir a paquimeninge, sendo retirada a abóbada, antes da análise do conteúdo da cavidade craniana.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tanatologia Forense – Técnicas de Necropsia

Gabarito: letra C. A alternativa descreve corretamente a técnica de abertura craniana na necropsia médico-legal, com incisão bimastoidea coronal, rebatimento, serragem horizontal com preservação da paquimeninge e retirada da abóbada craniana. Esse procedimento é padrão na tanatologia forense.

  1. 1Incisão bimastoidea coronal
  2. 2Rebatimento dos retalhos do couro cabeludo
  3. 3Retirada do periósteo da calvária
  4. 4Rebatimento dos músculos temporais
  5. 5Serragem horizontal do crânio
  6. 6Preservação da paquimeninge (dura-máter)
  7. 7Retirada da abóbada craniana
  8. 8Análise do conteúdo intracraniano
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O exame externo em medicina legal é tão ou mais importante que na necropsia hospitalar, pois fornece subsídios para identificação, causalidade e cronologia. Detalhes como tatuagens e lesões hospitalares não são dispensáveis: tatuagens auxiliam na identificação, e lesões hospitalares podem ser relevantes para a história.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Código de Processo Penal (art. 162) determina a necropsia completa em casos de morte violenta, não autorizando exames parciais. A exceção é quando há autorização judicial específica; a regra é o exame integral do cadáver.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A descrição da abertura craniana está plenamente de acordo com a técnica clássica: incisão bimastoidea, descolamento do periósteo, secção horizontal da calvária com cuidado para não lesar a dura-máter (paquimeninge), seguida de retirada da abóbada para inspeção do conteúdo intracraniano.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora o exame do pescoço seja crucial, a descrição é imprecisa. A técnica correta envolve dissecção em planos, retirada em bloco (ou individualizada) dos órgãos cervicais, incluindo laringe, faringe, tireoide, traqueia, esôfago e grandes vasos. A expressão "da laringe para baixo" pode sugerir exclusão de estruturas superiores, e a abertura de todos os órgãos é obrigatória, mas a alternativa não menciona a inspeção prévia e a técnica de dissecção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A técnica de Ghon é a retirada em bloco dos órgãos toracoabdominais, e não órgão por órgão. Além disso, na medicina legal é obrigatória a abertura de todas as vísceras, mesmo sem lesões externas, para pesquisa de lesões internas, alterações patológicas e causas de morte.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa D pode parecer correta à primeira vista, pois descreve a abertura dos órgãos do pescoço. No entanto, o erro está na expressão "retirada dos órgãos da laringe para baixo", que não reflete a técnica completa de dissecção cervical, que deve ser feita por planos e incluir estruturas supra-laríngeas. Além disso, a banca espera que o candidato conheça o passo a passo exato da abertura craniana, que é o ponto da alternativa C.

Gabarito: letra C

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