Questão de Medicina Legal — Toxicologia — FGV 2026
Medicina Legal›Toxicologia
Código
fg132005
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista e Patologia
O campo da Toxicologia Forense é enorme e complexo. Conversar com o toxicologista do laboratório do Instituto Médico Legal, muitas vezes, é o indicado nos casos suspeitos, mas ainda precisamos conhecer um mínimo sobre as principais drogas de abuso para concluir o laudo.Sobre o assunto, é correto afirmar que
Ao álcool costuma provocar alterações do equilíbrio acima de 100-150 mg/dL e coma acima de 200-300 mg/dL.
Ba morfina, habitualmente, mata por efeito hipertensivo com eventual hemorragia intracerebral.
Cas anfetaminas atuam nas sinapses monoaminérgicas, gerando efeitos parassimpatomiméiticos.
DA cocaína, muito utilizada hoje, tem metabolização lenta e permanece no sangue do usuário por dias.
EA maconha, usada na forma inalada (cigarros), tem rápida metabolização, desaparecendo em poucas horas da urina.
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GabaritoA — o álcool costuma provocar alterações do equilíbrio acima de 100-150 mg/dL e coma acima de 200-300 mg/dL.
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Toxicologia Forense: Drogas de Abuso
Gabarito: letra A. A alternativa A descreve corretamente os efeitos do álcool: concentrações sanguíneas entre 100-150 mg/dL causam alterações do equilíbrio (ataxia), e acima de 200-300 mg/dL pode ocorrer coma. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre os efeitos farmacológicos das drogas.
Toxicologia Forense: Drogas de abuso: Álcool (depressor SNC) (100-150 mg/dL → alterações do equilíbrio, 200-300 mg/dL → coma); Morfina (opioide) (Morte por depressão respiratória, Efeito hipertensivo); Anfetaminas (psicoestimulante) (Atuam em sinapses monoaminérgicas, Efeito simpaticomimético, Parassimpatomimético); Cocaína (Metabolização rápida (meia-vida ~1h), Permanece dias no sangue); Maconha (THC) (Lipossolúvel → eliminação lenta, Detectável dias/semanas na urina, Desaparece em horas)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Em concentrações moderadas (100-150 mg/dL), afeta a coordenação motora e o equilíbrio. Em níveis mais elevados (200-300 mg/dL), pode causar depressão respiratória e coma. Esses valores são referência clássica em toxicologia forense.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A morfina é um analgésico opioide que causa depressão do sistema nervoso central, levando à morte por depressão respiratória, não por efeito hipertensivo. A morfina tende a provocar hipotensão, especialmente em doses altas, e o termo "efeito hipertensivo com hemorragia intracerebral" é característico de outras drogas, como a cocaína ou anfetaminas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
As anfetaminas são psicoestimulantes que atuam nas sinapses monoaminérgicas (dopamina, noradrenalina), mas seus efeitos são simpaticomiméticos (estimulantes do sistema nervoso simpático), e não parassimpatomiméticos. O termo "parassimpatomimético" refere-se a substâncias que imitam o sistema parassimpático, com efeitos opostos (ex.: redução da frequência cardíaca, miose). A confusão provavelmente é com a palavra "simpático".
Alternativa D — ❌ Incorreta
A cocaína é rapidamente metabolizada por esterases plasmáticas e hepáticas, com meia-vida de cerca de 1 hora no sangue. Ela não "permanece no sangue por dias"; seus metabólitos (como a benzoilecgonina) podem ser detectados por mais tempo na urina, mas a droga original é eliminada rapidamente. A afirmação de metabolização lenta está errada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A maconha (THC) é altamente lipossolúvel, acumulando-se no tecido adiposo, e sua eliminação é lenta. Na urina, os metabólitos podem ser detectados por dias a semanas, dependendo da frequência de uso. A afirmação de que "desaparece em poucas horas da urina" é falsa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão dos efeitos farmacológicos: na alternativa B, a morfina (depressora) é descrita com efeito hipertensivo; na C, as anfetaminas (estimulantes simpáticos) são chamadas de parassimpatomiméticas. Essas trocas são clássicas para confundir candidatos que não dominam a farmacologia básica. Fique atento: opioides causam depressão respiratória; estimulantes agem no sistema simpático.