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Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — FGV 2026

Medicina LegalTanatologia Forense
Código
fg132025
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista e Psiquiatria
Entre os muitos problemas da Tanatologia Médico-Legal, o diagnóstico de morte súbita ou de morte agônica e o do tempo de sobrevivência sempre preocuparam o estudioso das questões legispericiais [...]. O período de sobrevivência, por sua vez, tem, em Medicina Legal, uma primordial importância, principalmente nos casos de morte violenta por homicídio, suicídio e acidentes fortuitos ou de trabalho e, ainda, nas mortes suspeitas.Genival Veloso de França. Medicina Legal 11ª ed. Grupo GEN: Rio de Janeiro, 2017.Durante a investigação de uma morte suspeita, buscando determinar como se deu a sequência da morte, um perito analisa o fígado e as glândulas suprarrenais da vítima. As amostras utilizadas para análises de docimásia hepática histológica de Meissner assumiram cor avermelhada e a docimásia hepática química revelou precipitação branca após adição de álcool. Além disso, a docimásia suprarrenal histológica mostrou abundante pigmento feocrômico nas cápsulas suprarrenais.Considerando as técnicas e interpretações descritas, assinale a opção que apresenta a conclusão mais compatível com o conjunto de achados.
  1. AA morte provavelmente ocorreu após prolongada agonia, devido à depleção das reservas de glicogênio e à abundância de epinefrina nas cápsulas suprarrenais.
  2. BA presença de pigmento fotocrômico indica manipulação pósmorte do material, invalidando as investigações.
  3. CEste é, provavelmente, um caso de morte lenta por septicemia, dada a deterioração metabólica e a falência orgânica.
  4. DA compatibilidade com as alterações metabólicas provocadas por intoxicação por epinefrina aponta para morte fulminante.
  5. EA morte foi, provavelmente, instantânea, com pouca ou nenhuma solicitação suprarrenal e preservação das reservas glicogênicas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — A morte foi, provavelmente, instantânea, com pouca ou nenhuma solicitação suprarrenal e preservação das reservas glicogênicas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tanatologia Forense: Diagnóstico de morte instantânea

Gabarito: letra E. O conjunto de achados (docimasia hepática histológica de Meissner com coloração avermelhada, docimasia hepática química com precipitação branca após adição de álcool e docimasia suprarrenal histológica com abundante pigmento feocrômico) indica preservação das reservas glicogênicas hepáticas e ausência de liberação de catecolaminas pelas suprarrenais, sinais clássicos de morte instantânea, sem agonia.

A questão testa o conhecimento sobre as docimasias hepáticas e suprarrenais na tanatologia forense. A docimasia hepática histológica de Meissner detecta glicogênio: coloração avermelhada indica presença de glicogênio, ou seja, morte rápida sem consumo energético. A docimasia química com álcool também precipita glicogênio, confirmando sua preservação. Já a docimasia suprarrenal avalia a desgranulação das células cromafins: abundância de pigmento feocrômico significa que não houve estímulo para liberação de epinefrina, caracterizando morte instantânea.

Achado

Interpretação

Docimasia hepática histológica (Meissner) – cor avermelhada

Glicogênio presente → morte rápida

Docimasia hepática química – precipitação branca com álcool

Glicogênio presente → morte rápida

Docimasia suprarrenal – abundante pigmento feocrômico

Sem liberação de catecolaminas → sem agonia

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que houve prolongada agonia com depleção de glicogênio e abundância de epinefrina. Contraria os achados: o glicogênio está preservado e o pigmento feocrômico abundante indica que não houve liberação de epinefrina.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Alega que o pigmento feocrômico indica manipulação pós-morte. O pigmento feocrômico é normal nas células cromafins da medula suprarrenal; sua abundância é esperada em morte instantânea, não em manipulação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sugere morte lenta por septicemia. Não há achados de infecção ou consumo de glicogênio; ao contrário, o glicogênio está preservado, incompatível com processo séptico prolongado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Fala em intoxicação por epinefrina e morte fulminante. A ausência de liberação de epinefrina (pigmento feocrômico abundante) afasta essa hipótese. "Morte fulminante" pode ser rápida, mas não com esses achados específicos.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conclui por morte instantânea, com pouca ou nenhuma solicitação suprarrenal e preservação das reservas glicogênicas. Exatamente o que os achados indicam: glicogênio preservado e ausência de desgranulação cromafim.

PEGA ESSA DICA!

Lembre-se: a docimasia hepática de Meissner (histológica) e a química com álcool testam glicogênio. Vermelho/positivo = glicogênio presente = morte rápida. A docimasia suprarrenal avalia a liberação de catecolaminas: abundância de pigmento = sem estresse = morte instantânea. Esse padrão é clássico para distinguir morte súbita de morte agônica.

Gabarito: letra E

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