Questão de Medicina Legal — Toxicologia — FGV 2026
Medicina Legal›Toxicologia
Código
fg132026
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista e Psiquiatria
“A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp) publicou pela primeira vez, em 2013, procedimentos operacionais padronizados (POPs) dedicados exclusivamente às atividades periciais. Tal passo estabeleceu um marco na disseminação de boas práticas na perícia criminal nacional, objetivando a uniformização do processo de produção da prova técnica no país, contribuindo para a garantia dos direitos de todas e de todos os envolvidos em processos criminais, seja na condição de vítima, seja na condição de autor.”BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Perícia Criminal – Toxicologia Forense: Procedimentos Operacionais Padrão (POP). Vol. 10. Brasília: MJSP/Senasp, 2024.De acordo com os procedimentos de coleta e custódia das amostras em toxicologia forense, segundo o documento POPs assinale a opção correta
AEm coletas post mortem para alcoolemia, o sangue deve ser obtido preferencialmente das cavidades torácica ou abdominal, devido à maior disponibilidade desses fluidos.
BNo exame de alcoolemia, as amostras podem ser mantidas em temperatura ambiente por até 48 horas antes do encaminhamento ao laboratório.
CA urina post mortem deve ser coletada por punção direta da bexiga, logo após a abertura da cavidade abdominal, pois apresenta baixo risco de contaminação e não requer adição de conservantes.
DNa coleta in vivo para alcoolemia, é recomendada a assepsia do local com solução antisséptica à base de iodo ou outro composto não alcoólico, evitando produtos com etanol na formulação.
EA coleta de urina em indivíduos vivos deve ocorrer de forma sigilosa e sem acompanhamento, garantindo privacidade ao examinado.
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GabaritoC — A urina post mortem deve ser coletada por punção direta da bexiga, logo após a abertura da cavidade abdominal, pois apresenta baixo risco de contaminação e não requer adição de conservantes.
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Toxicologia Forense – Coleta e Custódia de Amostras
Gabarito: letra C. A coleta de urina post mortem deve ser feita por punção direta da bexiga (punção suprapúbica), logo após a abertura da cavidade abdominal, pois é um método que minimiza a contaminação e dispensa a adição de conservantes. As demais alternativas contrariam os procedimentos operacionais padrão (POP) de Toxicologia Forense da Senasp (2024).
1Abertura da cavidade abdominal
2Punção direta da bexiga (suprapúbica)
3Baixo risco de contaminação
4Dispensa conservantes
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O sangue para alcoolemia post mortem deve ser coletado de vasos periféricos (ex.: femural, subclávia), não das cavidades torácica ou abdominal. O sangue cavitário pode estar contaminado por putrefação ou difusão post mortem do álcool do estômago, gerando falso positivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
As amostras para alcoolemia devem ser refrigeradas (2–8 °C) e encaminhadas ao laboratório em até 24 horas, não mantidas em temperatura ambiente por 48 horas, o que compromete a integridade da amostra.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A urina post mortem é coletada por punção direta da bexiga após abertura do abdome. Esse procedimento apresenta baixo risco de contaminação e, diferentemente do sangue, não requer conservantes. Está de acordo com o POP de Toxicologia Forense.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Na coleta in vivo para alcoolemia, é permitido o uso de álcool 70% na assepsia, desde que se evite contato direto com a agulha. A alternativa afirma que devem ser evitados produtos com etanol, o que é incorreto, pois o álcool 70% é rotineiramente utilizado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A coleta de urina em indivíduos vivos deve ser supervisionada (por pessoa do mesmo sexo, por exemplo) para garantir a autenticidade da amostra e evitar substituição. A alternativa erra ao dizer "sem acompanhamento".