Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — FGV 2026
Medicina Legal›Odontologia Legal
Código
fg132082
Banca
FGV
Órgão
PC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal Odontolegista
Um crânio masculino é submetido a uma reconstrução facial forense visando auxiliar em uma importante investigação policial. Após a divulgação da imagem reconstruída, um familiar reconhece a semelhança e o corpo é identificado por meio do exame odontológico comparativo.É correto afirmar que a reconstrução facial
Aé um método de identificação primária, capaz de substituir o exame de DNA.
Bapenas pode ser realizada após a identificação do indivíduo.
Cé um método auxiliar que contribui para a identificação presuntiva.
Dnão possui validade científica em perícias criminais.
Edeve ser sempre realizada por artista plástico.
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GabaritoC — é um método auxiliar que contribui para a identificação presuntiva.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reconstrução Facial Forense
Gabarito: letra C. A reconstrução facial é um método auxiliar que contribui para a identificação presuntiva, gerando um possível reconhecimento visual por familiares; a confirmação, no entanto, exige métodos primários como o exame odontológico comparativo (que identificou o corpo no caso). Ela não substitui nem se confunde com esses métodos primários.
A questão testa o conhecimento sobre a hierarquia dos métodos de identificação forense. O contexto fornecido (Manual de Identificação Humana) define a identificação humana como um conjunto de procedimentos técnico-científicos que visam estabelecer a identidade de uma pessoa, e lista como métodos principais: papiloscópico, odontolegal, antropológico e genético forense. A reconstrução facial não está entre eles – é uma técnica auxiliar que gera hipóteses visuais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato fazendo parecer que a reconstrução facial é um método primário (como DNA) ou que não tem validade científica. Na verdade, ela é um método auxiliar para identificação presuntiva, mas jamais substitui os métodos primários e definitivos.
Método
Classificação
Função
Exemplo no caso
Reconstrução facial
Auxiliar / presuntiva
Gerar hipótese visual para reconhecimento
Imagem divulgada → familiar reconhece
Exame odontológico comparativo
Primário / confirmatório
Estabelecer identidade com certeza
Identificação definitiva do corpo
DNA
Primário / confirmatório
Identificação com alto grau de certeza
Não utilizado, mas seria equivalente
Papiloscopia / Antropologia
Primário / confirmatório
Identificação por impressões digitais ou ossos
Não utilizado no caso
Métodos de identificação forense
1Primários (certeza)
Papiloscópico
Odontolegal
Antropológico
Genético (DNA)
2Auxiliares (presuntivos)
Reconstrução facial
Superposição de imagens
Tatuagens e cicatrizes
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A reconstrução facial não é um método de identificação primária. Métodos primários são aqueles que estabelecem a identidade com alto grau de certeza (DNA, papiloscopia, odontologia forense, antropologia). A reconstrução facial apenas sugere uma aparência, não possui individualidade suficiente para ser considerada primária.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A reconstrução facial é realizada antes da identificação, justamente para auxiliar no reconhecimento. Dizer que só pode ser feita após a identificação do indivíduo é um contrassenso – ela é uma ferramenta para se chegar à identidade.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A reconstrução facial é um método auxiliar que contribui para a identificação presuntiva. Ela gera uma imagem que pode ser reconhecida por familiares ou conhecidos, gerando uma suspeita que será confirmada por métodos primários (neste caso, o exame odontológico comparativo). O próprio enunciado mostra essa sequência: divulgação da imagem → reconhecimento familiar → confirmação odontológica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A reconstrução facial possui validade científica e é amplamente utilizada em perícias criminais, sobretudo na antropologia forense. A técnica segue protocolos baseados em estudos de espessura tecidual, marcas ósseas e referências anatômicas, sendo aceita como ferramenta válida, embora auxiliar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não há exigência de que a reconstrução facial seja realizada por artista plástico. Pode ser feita por peritos especializados (antropólogos forenses, odontolegistas, médicos legistas) com treinamento em reconstrução facial, inclusive com apoio de software especializado. A arte é importante, mas o profissional deve ter conhecimento em anatomia e técnicas forenses.
PEGA ESSA DICA!
Em provas de medicina legal, lembre-se da hierarquia: identificação primária (métodos individualizadores: DNA, papiloscopia, odontologia, antropologia) vs. métodos secundários/auxiliares (reconstrução facial, sobreposição de imagens, etc.). A reconstrução facial é sempre presuntiva – gera uma hipótese visual, nunca certeza.