Questão de Matemática — Geometria Plana — FGV 2026
- Código
- fg132450
- Banca
- FGV
- Órgão
- Prefeitura de São José dos Campos - SP
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor II - Matemática
- A6.
- B20.
- C5√3.
- D5√39/2.
- E5√41/2.
GabaritoD — 5√39/2.
Gabarito: letra D — a área do triângulo ABC é . Como AB é diâmetro, o ângulo ACB é reto (ângulo inscrito que subtende um semicírculo), então o triângulo é retângulo em C. Com AB = 8 (diâmetro = 2 × raio) e AC = 5, aplicamos Pitágoras para achar BC e depois a área.
O ponto-chave desta questão é reconhecer que, quando um triângulo está inscrito em uma circunferência e um de seus lados é o diâmetro, o ângulo oposto a esse lado é reto. Isso é uma consequência direta do teorema do ângulo inscrito: o ângulo inscrito que subtende um arco de 180° (a semicircunferência) mede 90°. Portanto, o triângulo ABC é retângulo em C, com hipotenusa AB.
O diâmetro AB mede o dobro do raio: . Temos então um triângulo retângulo com hipotenusa 8 e um cateto AC = 5. Pelo Teorema de Pitágoras, o outro cateto BC é:
A área do triângulo retângulo é metade do produto dos catetos:
A banca explora exatamente a falha de não perceber que o triângulo é retângulo. Quem não lembra que o ângulo inscrito numa semicircunferência é reto pode tentar usar a fórmula de Heron ou a lei dos cossenos, complicando a resolução. A alternativa E () é um distrator clássico: usa , tratando o raio como cateto, o que está errado.
O valor 6 não corresponde a nenhuma relação direta entre os dados. Se o aluno assumisse erroneamente que o triângulo é equilátero ou usasse uma base/altura incorreta, poderia chegar a um número pequeno como 6, mas não há fundamento geométrico para isso.
O valor 20 seria obtido se alguém calculasse , tratando o diâmetro AB como base e AC como altura. O erro está em considerar AC perpendicular a AB, o que não é verdade — o ângulo reto está em C, não em A ou B.
é um valor que aparece em problemas com triângulos equiláteros ou com ângulos de 60°. Aqui, não há ângulo de 60° garantido, então esse valor não se aplica. O aluno pode ter confundido com a área de um triângulo equilátero de lado 5, que é , ou com outra relação trigonométrica.
Como demonstrado, o triângulo ABC é retângulo em C (ângulo inscrito que subtende o diâmetro AB). Com hipotenusa AB = 8 e cateto AC = 5, o outro cateto BC = . A área é , exatamente o valor da alternativa.
é o distrator mais perigoso. Ele surge se o aluno calcular , usando o raio (4) como se fosse um cateto. Mas o raio não é lado do triângulo — o lado é o diâmetro (8). Esse erro é comum quando não se percebe que AB é o diâmetro e, portanto, a hipotenusa.
A banca quer que você confunda o raio com o diâmetro. O triângulo tem hipotenusa AB = 8 (diâmetro), não 4 (raio). Quem usa 4 como hipotenusa ou como cateto cai na alternativa E. Lembre-se: o ângulo reto está no vértice C, oposto ao diâmetro.
Sempre que um triângulo estiver inscrito em uma circunferência e um lado for o diâmetro, o ângulo oposto a esse lado é reto. Isso transforma o problema em uma simples aplicação de Pitágoras. Guarde essa relação: diâmetro → ângulo reto → triângulo retângulo.
Gabarito: letra D
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