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Questão de História — História do Brasil — FGV 2026

HistóriaHistória do Brasil
Código
fg134262
Banca
FGV
Órgão
AL-GO
Ano
2026
Nível
Superior
Leia o trecho a seguir.O bandeirismo no período colonial deu origem a democracia brasileira, graças a mobilidade externa que conseguiu uma geografia antitotalitária; hierarquização do negro e do índio, que foram deslocados do comunismo tribal para a área social em que operavam os bandeirantes; absorção de grupos étnicos através da assimilação de seus elementos; desfeudalização dos engenhos. O objetivo era incrementar o povoamento. O “Projeto Rondon”, hoje em pleno desenvolvimento, completa o bandeirismo. Portanto, o bandeirismo como foi praticado pelos paulistas durante três séculos pertence, naturalmente, a História. Até hoje existe uma “personalidade bandeirante” na sociedade brasileira. Quando se fala em “Estado bandeirante”, já se sabe qual é; “povo bandeirante”, também. Mas “bandeirar”, hoje em dia, é imposição do Brasil inteiro, que atende ao seu “imperialismo interno” e depende, muito ainda, da aventura criadora tradicional do período colonial.Adaptado de: RICARDO, Cassiano. Marcha para Oeste. São Paulo: Universidade de São Paulo, 4 edição, 1970, pp. xxxi – xxxix.O trecho, de Cassiano Ricardo, ideólogo do Estado Novo e publicado em 1940, serviu de base para a política de “Marcha para o Oeste” do governo Vargas.Com base na sua leitura, é correto afirmar que a imagem do bandeirismo do período colonial brasileiro foi usada pelo governo Vargas como símbolo de
  1. Adecadência, ao destacar o período colonial como atrasado, em consonância com o projeto modernizador e de desenvolvimento do Estado Novo para a superação desse passado.
  2. Bexpansão territorial, ao destacar a ampliação do espaço geográfico e a ocupação do interior do país, em consonância com os projetos do Estado Novo de integração do território nacional.
  3. Cheroísmo, ao destacar o extermínio dos povos nativos pelos bandeirantes como elemento positivo, em consonância com o projeto do Estado Novo de conquista e integração das populações indígenas ao Estado brasileiro.
  4. Dmobilidade social, ao destacar a participação igualitária dos grupos sociais na sociedade brasileira, em consonância com o ideal de democracia racial defendido pelo Estado Novo.
  5. Evalentia, ao destacar a atuação dos bandeirantes europeus na ocupação do território nacional, em consonância com a busca do Estado Novo por modelos estrangeiros para a construção da identidade nacional.
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GabaritoB — expansão territorial, ao destacar a ampliação do espaço geográfico e a ocupação do interior do país, em consonância com os projetos do Estado Novo de integração do território nacional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bandeirismo como símbolo no Estado Novo

Gabarito: letra B. O trecho de Cassiano Ricardo, ideólogo do Estado Novo, apresenta o bandeirismo como movimento que ampliou o espaço geográfico e promoveu a ocupação do interior, sendo retomado pela política de “Marcha para o Oeste” de Vargas. A imagem do bandeirante foi usada justamente para simbolizar a expansão territorial e a integração nacional, em consonância com os projetos modernizadores do período.

A banca testa a capacidade de identificar o uso ideológico do passado colonial pelo governo Vargas. O bandeirismo foi ressignificado como uma aventura civilizadora que justificava a ocupação dos sertões, desconsiderando sua violência e escravidão. O “Projeto Rondon” é citado como continuidade.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o bandeirismo foi usado como símbolo de decadência. No entanto, o texto o exalta como fundador de uma “democracia brasileira” e como ação positiva de povoamento. Não há crítica ao período colonial; ao contrário, ele é modelo para o presente.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. O texto destaca a ampliação do espaço geográfico e a ocupação do interior (“incrementar o povoamento”), e a “Marcha para o Oeste” é a política que retoma esse ideal. A integração do território nacional é o eixo central da apropriação do bandeirismo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora o bandeirismo tenha envolvido violência contra indígenas, o texto não enfatiza o extermínio como elemento positivo. A abordagem é de “hierarquização” e “absorção”, dentro de uma visão integradora. O heroísmo mencionado não está centrado no extermínio, mas na suposta missão civilizatória.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ideia de mobilidade social igualitária não é central. O texto fala em “hierarquização do negro e do índio”, o que nega igualdade. A democracia racial é mencionada, mas como retórica, não como fato histórico. A tônica é a expansão geográfica, não a ascensão social.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa limita a atuação a “bandeirantes europeus”, mas o texto reconhece a absorção de grupos étnicos e a participação de indígenas e mestiços. Além disso, o objetivo não era importar modelos estrangeiros, mas construir uma identidade nacional baseada na experiência colonial bandeirante.

Gabarito: letra B.

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