Bandeirismo como símbolo no Estado Novo
Gabarito: letra B. O trecho de Cassiano Ricardo, ideólogo do Estado Novo, apresenta o bandeirismo como movimento que ampliou o espaço geográfico e promoveu a ocupação do interior, sendo retomado pela política de “Marcha para o Oeste” de Vargas. A imagem do bandeirante foi usada justamente para simbolizar a expansão territorial e a integração nacional, em consonância com os projetos modernizadores do período.
A banca testa a capacidade de identificar o uso ideológico do passado colonial pelo governo Vargas. O bandeirismo foi ressignificado como uma aventura civilizadora que justificava a ocupação dos sertões, desconsiderando sua violência e escravidão. O “Projeto Rondon” é citado como continuidade.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o bandeirismo foi usado como símbolo de decadência. No entanto, o texto o exalta como fundador de uma “democracia brasileira” e como ação positiva de povoamento. Não há crítica ao período colonial; ao contrário, ele é modelo para o presente.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. O texto destaca a ampliação do espaço geográfico e a ocupação do interior (“incrementar o povoamento”), e a “Marcha para o Oeste” é a política que retoma esse ideal. A integração do território nacional é o eixo central da apropriação do bandeirismo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora o bandeirismo tenha envolvido violência contra indígenas, o texto não enfatiza o extermínio como elemento positivo. A abordagem é de “hierarquização” e “absorção”, dentro de uma visão integradora. O heroísmo mencionado não está centrado no extermínio, mas na suposta missão civilizatória.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A ideia de mobilidade social igualitária não é central. O texto fala em “hierarquização do negro e do índio”, o que nega igualdade. A democracia racial é mencionada, mas como retórica, não como fato histórico. A tônica é a expansão geográfica, não a ascensão social.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa limita a atuação a “bandeirantes europeus”, mas o texto reconhece a absorção de grupos étnicos e a participação de indígenas e mestiços. Além disso, o objetivo não era importar modelos estrangeiros, mas construir uma identidade nacional baseada na experiência colonial bandeirante.
Gabarito: letra B.