Questão de Matemática — Geometria Plana — FGV 2026
- Código
- fg134596
- Banca
- FGV
- Órgão
- PC-PI
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- A21.
- B14.
- C12.
- D11.
- E10.
GabaritoC — 12.
Gabarito: letra C — a conta chega a 12 (alternativa C).
Um triângulo retângulo é aquele que possui um ângulo de 90°, ou seja, dois de seus lados são perpendiculares entre si. No plano cartesiano, a perpendicularidade entre dois segmentos pode ser verificada pelo produto escalar dos vetores que os representam: se o produto escalar é zero, os vetores são perpendiculares. O produto escalar de dois vetores (x1, y1) e (x2, y2) é dado por x1·x2 + y1·y2, e ele mede o quanto um vetor 'projeta' no outro; quando é zero, não há projeção, indicando ângulo reto. Nesta questão, o triângulo tem um lado fixo BC horizontal, e o ponto A varia com k; precisamos encontrar os valores de k que fazem um dos ângulos ser reto, testando cada vértice como possível ângulo reto.
A(k, 7)
B(3, 1)
C(9, 1)
O que queremos: a soma de todos os valores de k para os quais ABC é um triângulo retângulo
Para verificar perpendicularidade, precisamos dos vetores que representam os lados. O lado BC é fixo, então calculamos primeiro.
Por que esta fórmula: O vetor entre dois pontos P e Q é dado por Q - P, subtraindo as coordenadas.
De onde vem cada valor: = enunciado: C(9,1) · = enunciado: B(3,1)
Inverter a ordem: usar B - C daria (-6, 0), o que muda o sinal, mas o produto escalar com outro vetor pode dar o mesmo resultado se o outro também for invertido; porém, é importante manter a consistência.
Para testar o ângulo reto em B, precisamos dos vetores que partem de B: BA e BC. Já temos BC, agora calculamos BA.
Por que esta fórmula: O vetor BA é A - B, pois vai de B para A.
De onde vem cada valor: = enunciado: A(k,7) · = enunciado: B(3,1)
Esquecer de subtrair as coordenadas y: 7-1=6, não 7.
Se o ângulo em B é reto, os vetores BA e BC devem ser perpendiculares, ou seja, o produto escalar deve ser zero. Isso nos dá uma equação para k.
Por que esta fórmula: O produto escalar de dois vetores (x1, y1) e (x2, y2) é x1·x2 + y1·y2; se for zero, eles são perpendiculares.
De onde vem cada valor: = passo 2 · = passo 1
Esquecer que o produto escalar é a soma dos produtos das coordenadas; aqui o segundo termo é zero, então sobra 6(k-3).
Agora testamos o ângulo reto em C. Precisamos dos vetores CA e CB. Já temos CB (que é o oposto de BC), mas calculamos CA.
Por que esta fórmula: O vetor CA é A - C, pois vai de C para A.
De onde vem cada valor: = enunciado: A(k,7) · = enunciado: C(9,1)
Confundir a ordem: A - C, não C - A.
Se o ângulo em C é reto, os vetores CA e CB devem ser perpendiculares. CB é o vetor de C para B, que é (-6, 0).
Por que esta fórmula: Produto escalar zero indica perpendicularidade.
De onde vem cada valor: = passo 4 · = passo 1: = - = (-6, 0)
Usar em vez de ; o sinal muda, mas o produto escalar com o outro vetor pode dar o mesmo resultado se o outro também for invertido, mas aqui é importante usar o vetor correto.
Falta verificar se o ângulo pode ser reto em A. Para isso, os vetores AB e AC devem ser perpendiculares. Calculamos esses vetores e impomos o produto escalar zero.
Por que esta fórmula: Produto escalar zero para perpendicularidade.
De onde vem cada valor: = B - A = (3-k, 1-7) = (3-k, -6) · = C - A = (9-k, 1-7) = (9-k, -6)
Errar a expansão do produto (3-k)(9-k): deve dar 27 - 12k + k², não 27 - 12k - k².
Os únicos valores que tornam o triângulo retângulo são k=3 e k=9, pois o caso em A não tem solução real. A soma é 3+9.
Por que esta fórmula: Soma simples dos valores encontrados.
De onde vem cada valor: = passo 3: 3 · = passo 5: 9
Esquecer de somar ou somar valores incorretos, como incluir as raízes complexas do caso A.
Resposta: 12 (alternativa C)
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