Questão de Português — Linguagem Formal e Informal — FGV 2026
Português›Linguagem Formal e Informal
Código
fg156051
Banca
FGV
Órgão
IBGE
Ano
2026
Cargo
Ag PM ( )
O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou uma mudança significativa na composição familiar do Brasil: pela primeira vez, 34,1% das mulheres aparecem como responsáveis pelos domicílios, superando o percentual de 25% que ocupa a posição de cônjuge ou companheira. Em 2010, o cenário era inverso, com 29,7% das mulheres como cônjuges e apenas 22,9% como responsáveis pelos lares.
Em termos gerais, os homens ainda são a maioria (50,9%) no comando das residências, somando 37 milhões. Entretanto, as mulheres já representam 49,1% das chefes de domicílios, que correspondem a cerca de 36 milhões de lares. De 2010 para cá, houve uma redução na diferença: naquele ano, 61,3% dos domicílios eram liderados por homens, contra 38,7% por mulheres.
Em termos de idade, a maioria dos responsáveis pelos lares é mais velha do que em 2010, o que reflete um envelhecimento geral da população. Os estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul apresentaram as maiores proporções de domicílios unipessoais, com 23,4% e 22,3%, respectivamente, indicando uma população envelhecida.
ATENÇÃO: o texto a seguir refere-se a próxima questão.
Sobre a linguagem usada no texto, assinale a afirmativa correta.
AÉ uma linguagem erudita, que utiliza termos muito precisos, selecionando o público a que se destina.
BÉ uma linguagem formal, coerente com o veículo de informação e o propósito de divulgação.
CÉ uma linguagem informal, que torna compreensível a reportagem para qualquer público.
DÉ uma linguagem regional, uma vez que traz dados voltados para a população do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, citados na reportagem.
EÉ uma linguagem arcaica, que objetiva consolidar dados do passado, contrastando-os com o presente.
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GabaritoB — É uma linguagem formal, coerente com o veículo de informação e o propósito de divulgação.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Linguagem formal e adequação ao gênero jornalístico
Gabarito: letra B. O texto é escrito em linguagem formal, pois segue a norma culta, com vocabulário preciso e períodos completos, e essa formalidade é coerente com o veículo de informação (uma reportagem da revista Exame) e com o propósito de divulgação de dados do Censo. Como se lê no texto, há dados objetivos e impessoais, típicos do discurso jornalístico informativo.
O comando da questão
A questão pede que você analise a linguagem usada no texto e assinale a afirmativa correta. Isso não é uma questão de compreensão de conteúdo, mas de variação linguística situacional: você deve identificar o nível de formalidade (formal ou informal) e a adequação ao contexto de produção (veículo, público, finalidade). A banca quer que você perceba que a linguagem não é erudita, nem informal, nem regional, nem arcaica — é formal e adequada ao gênero jornalístico.
O texto e a linguagem
O texto é uma reportagem sobre o Censo 2022, com dados estatísticos, comparações entre anos e informações objetivas. Veja os trechos que comprovam a formalidade:
"O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou uma mudança significativa na composição familiar do Brasil"
"Em termos gerais, os homens ainda são a maioria (50,9%) no comando das residências, somando 37 milhões."
A linguagem é formal porque:
Segue a norma culta (concordância, regência, pontuação corretas);
Usa vocabulário preciso e técnico ("responsáveis pelos domicílios", "cônjuge ou companheira", "domicílios unipessoais");
Apresenta períodos completos e bem estruturados;
É impessoal e objetiva, sem marcas de oralidade, gírias ou coloquialismos.
Essa formalidade é coerente com o veículo (revista de informação) e com o propósito de divulgar dados oficiais a um público amplo, mas que espera um texto claro e correto.
A técnica para resolver
A distinção central é entre linguagem formal e linguagem informal (coloquial). A formal é pautada na norma culta, objetiva, com vocabulário rico e períodos completos. A informal é espontânea, despreocupada com a gramática, com gírias e expressões populares. O texto em questão é claramente formal. Além disso, é preciso avaliar a adequação: um texto formal é adequado a uma reportagem jornalística, que busca informar com credibilidade.
Análise das alternativas
Linguagem do texto: Formal (norma culta) (Vocabulário preciso, Períodos completos, Impessoal e objetiva); Adequada ao contexto (Veículo de informação, Propósito de divulgação); O que não é (Erudita (exagero), Informal (contradiz), Regional (fuga ao tema), Arcaica (contradiz))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. A alternativa diz que a linguagem é "erudita" e "seleciona o público". O texto é formal, mas não é erudito — não usa termos rebuscados ou construção complexa que restrinja o público. Pelo contrário, é uma reportagem de divulgação, que busca atingir o maior número de leitores com clareza. A palavra "erudita" é um exagero que não encontra apoio no texto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É a única inteiramente sustentada pelo texto. A linguagem é formal (norma culta, objetiva, vocabulário preciso) e coerente com o veículo de informação (revista Exame) e o propósito de divulgação (informar sobre dados do Censo). O texto é um exemplo típico de linguagem formal em gênero jornalístico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a linguagem é "informal". Isso é falso: o texto não apresenta marcas de coloquialidade, gírias, abreviações ou desvios da norma culta. Pelo contrário, é formal e impessoal. A informalidade tornaria o texto inadequado ao veículo e ao propósito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: tangencia o tema. A alternativa diz que a linguagem é "regional" porque o texto cita Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Isso é uma fuga ao tema: a menção a esses estados é apenas um dado estatístico do Censo, não uma característica da linguagem. A linguagem não varia regionalmente no texto; ela é formal e padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a linguagem é "arcaica". O texto não usa expressões antigas ou em desuso; ao contrário, é uma reportagem atual, com linguagem contemporânea e formal. O contraste entre passado e presente é de dados (Censo 2010 vs. 2022), não de linguagem.
Conclusão
A questão testa sua capacidade de identificar o nível de formalidade e a adequação ao contexto. A alternativa B é a única que descreve corretamente a linguagem do texto: formal e coerente com o veículo e o propósito. As demais ou exageram (erudita), ou contradizem (informal, arcaica), ou tangenciam (regional).
NÃO CAIA NESSA!
Ao analisar a linguagem de um texto, pergunte-se: há marcas de oralidade, gírias, abreviações? Se não, é formal. Depois, verifique se essa formalidade é adequada ao gênero (jornalístico, científico, oficial) e ao público. A banca adora trocar "formal" por "erudito" ou "informal" por "compreensível" — fique atento.