Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FGV 2026
PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
- Código
- fg156076
- Banca
- FGV
- Órgão
- ALERO
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ana Leg ( )
Canudos não se rendeu
Fechemos este livro.
Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história,
resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo,
na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando
caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram
quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na
frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados.
Forremo-nos à tarefa de descrever os seus últimos momentos.
Nem poderíamos fazê-lo. Esta página, imaginamo-la sempre
profundamente emocionante e trágica; mas cerramo-la vacilante
e sem brilhos.
Vimos como quem vinga uma montanha altíssima. No alto, a
par de uma perspectiva maior, a vertigem...
Ademais, não desafiaria a incredulidade do futuro a narrativa
de pormenores em que se amostrassem mulheres precipitando-se
nas fogueiras dos próprios lares, abraçadas aos filhos
pequeninos...
[...] Caiu o arraial a 5. No dia 6 acabaram de o destruir
desmanchando-lhe as casas, 5.200, cuidadosamente contadas.
ATENÇÃO: o texto a seguir, que é a última página do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, refere-se à próxima questão. O texto traz uma série de vocábulos cultos, próprios da época do livro. Assinale a frase em que a substituição de um termo abrangente por um mais simples foi feita de forma inadequada.
- A“O absurdo é o mistério dos incrédulos/descrentes.” (Mário da Silva Brito)
- B“A finalidade/O término da humanidade é produzir grandes homens.” (Renan)
- C“O irreligioso/O ateu é como o enjeitado que não conhece o seu pai, é como o animal bruto, comensal do banquete da natureza, que não cuida nem pergunta pelo seu benfeitor.” (Marquês de Maricá)
- D“A vida é cheia de obrigatoriedades/obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente.” (Machado de Assis)
- E“Os mortos param no cemitério, e lá vai ter a afeição dos vivos, com as suas flores e recordações/lembranças.” (Memorial de Aires, Machado de Assis)