Questão de Português — Tipologia e Gênero Textual — FGV 2026
Português›Tipologia e Gênero Textual
Código
fg156090
Banca
FGV
Órgão
Pref SJC
Ano
2026
Cargo
Prof I ( )
Comissão de Educação aprova projeto
que proíbe uso de celular em escolas
Uso fica proibido inclusive no recreio e crianças de até dez anos não poderão sequer portar consigo o aparelho
30/10/2024 - 15:02 Fonte: Agência Câmara de Notícias
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o uso de telefone celular e de outros aparelhos eletrônicos portáteis por alunos da educação básica em escolas públicas e particulares, inclusive no recreio e nos intervalos entre as aulas.
Além de proibir o uso, o texto proíbe também o porte de celular por alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, para que se protejam crianças de até 10 anos de idade de possíveis abusos.
A proposta autoriza, por outro lado, o uso de celular em sala de aula para fins estritamente pedagógicos, em todos os anos da educação básica. Permite, ainda, o uso para fins de acessibilidade, inclusão e condições médicas.
(https://www.camara.leg.br/noticias/1106874-comissao-de-educacao-aprova-projeto-que-proibe-uso-de-celular-em-escolas - acesso em 31.10.24)
Leia o texto a seguir, publicado em outubro de 2024: Assinale a opção que apresenta uma razão pela qual se pode afirmar que se trata de um texto pertencente ao gênero “notícia”.
APresença de verbos no passado.
BInformalidade nas escolhas linguísticas.
CObjetividade na transmissão da informação.
DPresença de fonte e autoria.
ETemática de relevância educacional.
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GabaritoC — Objetividade na transmissão da informação.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gênero notícia: a objetividade como marca definidora
Gabarito: letra C. A razão pela qual o texto pertence ao gênero “notícia” é a objetividade na transmissão da informação: o texto relata, de forma direta e impessoal, um fato — a aprovação do projeto de lei — sem defender opinião nem apelar à emoção. Como se lê no primeiro parágrafo: “A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o uso de telefone celular...”. A notícia é o gênero jornalístico que informa com clareza e neutralidade, e é exatamente isso que o texto faz.
O comando pede que você assinale a opção que apresenta uma razão para classificar o texto como notícia. Isso não é uma questão de compreensão literal, mas de reconhecimento de gênero textual: você precisa identificar qual característica é essencial e definidora do gênero, e não apenas uma característica possível ou acessória. A banca mistura traços que podem aparecer em outros gêneros (verbos no passado, fonte, tema relevante) com o traço que realmente define a notícia.
O texto é uma notícia porque sua finalidade é informar um acontecimento recente — a aprovação do projeto — de maneira objetiva, ou seja, sem opinião do autor, sem subjetividade, sem tentativa de convencer. Observe que o texto apenas expõe os fatos: o que foi aprovado, o que o projeto proíbe, o que permite. Não há adjetivos valorativos, não há “eu acho”, não há argumentação para defender ou criticar a medida. Essa impessoalidade e foco no fato é a marca do gênero notícia, que se distingue, por exemplo, do artigo de opinião (que defende tese) e da crônica (que mistura narração e opinião).
A técnica para resolver: pergunte-se qual característica é necessária e suficiente para que um texto seja notícia. Verbos no passado aparecem em narrativas, fonte e autoria aparecem em artigos científicos, tema educacional pode ser tratado em um editorial. Mas a objetividade informativa é o que define a notícia: sem ela, o texto deixa de ser notícia e vira outro gênero. É por isso que a alternativa C é a única que toca o núcleo do gênero.
Gênero notícia: Finalidade (Informar com neutralidade); Marcas definidoras (Objetividade, Impessoalidade, Foco no fato); Distinções (Artigo de opinião (defende tese), Crônica (narração + opinião)); Características não exclusivas (Verbos no passado, Fonte e autoria, Tema relevante)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A presença de verbos no passado é uma característica comum a muitos gêneros, especialmente os narrativos (contos, crônicas, relatos). No texto, há verbos no passado (“aprovou”, “proibiu”), mas isso não é exclusivo nem definidor da notícia. Uma notícia pode ser escrita no presente (“aprova”, “proíbe”) e continuar sendo notícia. A alternativa generaliza um traço que não é essencial ao gênero.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A informalidade nas escolhas linguísticas é típica de gêneros como conversa cotidiana, mensagens informais ou crônicas, não da notícia. O texto é formal e impessoal, como se vê em “A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei...”. A alternativa contradiz o texto, que não apresenta marcas de informalidade (gírias, expressões coloquiais, abreviações).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A objetividade na transmissão da informação é a razão central para classificar o texto como notícia. O texto relata o fato de forma direta, sem opinião do autor, sem juízo de valor, apenas informando o que foi decidido. Veja o trecho: “A proposta autoriza, por outro lado, o uso de celular em sala de aula para fins estritamente pedagógicos...”. O autor não comenta, não critica, não elogia; apenas expõe os dados. Essa neutralidade e foco no fato é a essência do gênero notícia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A presença de fonte e autoria é uma característica de vários gêneros, como artigos científicos, reportagens, editoriais e até textos acadêmicos. No texto, há a indicação “Fonte: Agência Câmara de Notícias”, mas isso não é exclusivo da notícia e não é o que a define. A notícia pode existir sem autoria explícita (em agências de notícias, por exemplo). A alternativa tangencia o tema, pois trata de um aspecto periférico, não do núcleo do gênero.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A temática de relevância educacional é o assunto do texto, mas não é uma característica do gênero. Uma notícia pode tratar de qualquer tema (política, economia, esporte). O que a define é a forma de tratar o tema — com objetividade e impessoalidade — e não o tema em si. A alternativa confunde conteúdo com forma, um erro clássico em questões de gênero textual.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece características que são verdadeiras no texto (verbos no passado, fonte, tema relevante), mas que não são exclusivas da notícia. A armadilha é você escolher uma característica que o texto tem, mas que não define o gênero. A única que define é a objetividade.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar o gênero, pergunte: “qual é a finalidade do texto?”. Se a finalidade é informar com neutralidade, é notícia. Se é convencer, é artigo de opinião. Se é contar uma história, é crônica ou conto. A finalidade é a chave.