Nos últimos 50 anos, a rápida e contínua evolução dos meios tecnológicos postos à disposição do homem vem causando impacto inédito ao meio ambiente. Cientistas renomados, como o holandês Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química em 1995, acreditam que o homem tenha se tornado uma ‘força geofísica planetária’. Foi ele que, em 2000, cunhou o termo Antropoceno para designar a nova época geológica que viria após o Holoceno.
Adaptado de OLIC, N. B. Antropoceno - um novo nome para o presente geológico? Revista Pangea, 24 set. 2008.
Leia o texto a seguir. No contexto apresentado, o conectivo “como” estabelece uma relação de
Acomparação.
Bexemplificação.
Ccausa.
Dconformidade.
Econsequência.
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GabaritoB — exemplificação.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
O valor do conectivo “como” no texto
Gabarito: letra B. No trecho, o “como” introduz um exemplo — o nome de um cientista renomado que ilustra a afirmação anterior. A pista está na passagem: “Cientistas renomados, como o holandês Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química em 1995”. O “como” aqui equivale a “por exemplo”, e não a uma comparação, causa, conformidade ou consequência.
O comando
A questão pede que você identifique a relação semântica que o conectivo “como” estabelece no contexto apresentado. Isso é diferente de perguntar “o que significa a palavra como?” — o valor muda conforme o uso. Aqui, a banca quer que você observe a função do termo na frase: ele liga a ideia geral (“cientistas renomados”) a um caso particular (Paul Crutzen).
O texto
O texto fala sobre o impacto humano no meio ambiente e introduz o conceito de Antropoceno. O autor cita Paul Crutzen como exemplo de cientista renomado que defende essa visão. Veja a estrutura:
“Cientistas renomados, como o holandês Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química em 1995, acreditam que o homem tenha se tornado uma ‘força geofísica planetária’.”
O “como” está entre vírgulas e introduz um aposto exemplificativo: ele nomeia um integrante do grupo “cientistas renomados”. Não há comparação entre dois elementos (não se diz que Crutzen é “como” outro cientista), nem causa, conformidade ou consequência.
A técnica
Quando o “como” aparece entre vírgulas, logo após um termo genérico (como “cientistas renomados”), ele costuma ter valor exemplificativo. Para confirmar, substitua mentalmente por “por exemplo”:
“Cientistas renomados, por exemplo o holandês Paul Crutzen…”
A frase continua com o mesmo sentido. Esse é o teste decisivo. Já em outros contextos, o “como” pode ser:
Comparativo: “Ele é forte como um touro.” (comparação entre dois elementos)
Causal: “Como choveu, a festa foi cancelada.” (causa)
Conformativo: “Como foi dito, faremos assim.” (conformidade)
A banca adora explorar essa polissemia. A dica é sempre olhar o contexto e testar a substituição.
Conectivo "como"
1Entre vírgulas, após termo genérico
Exemplificação ("por exemplo")
2Outros valores
Comparação ("forte como touro")
Causa ("como choveu")
Conformidade ("como foi dito")
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Comparação exigiria dois elementos sendo comparados. No texto, não há comparação entre Crutzen e outro cientista; ele é apenas um exemplo do grupo. A substituição por “por exemplo” mantém o sentido, o que não ocorreria com uma comparação.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O “como” introduz um exemplo de cientista renomado. A passagem “Cientistas renomados, como o holandês Paul Crutzen” mostra que Crutzen é um caso particular que ilustra a afirmação geral. Equivale a “por exemplo”.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Causa indicaria um motivo, uma razão. No texto, o “como” não introduz a causa de nada; ele apenas nomeia um exemplo. Se fosse causal, poderíamos substituir por “porque”, o que não faz sentido aqui.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Conformidade indicaria que algo está de acordo com uma regra ou padrão. No texto, não há essa ideia. O “como” não equivale a “conforme” ou “segundo”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Consequência indicaria um efeito, um resultado. No texto, o “como” não introduz consequência alguma. Não há relação de causa e efeito entre “cientistas renomados” e “Paul Crutzen”.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia do “como”, que pode ser comparativo, causal, conformativo, etc., mas no contexto introduz um exemplo. O candidato desatento marca “comparação” por associação automática.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que o “como” estiver entre vírgulas após um termo genérico, teste a substituição por “por exemplo”. Se funcionar, é exemplificação.