Questão de Português — Inicial Maiúscula — FGV 2026
Português›Inicial Maiúscula
Código
fg156160
Banca
FGV
Órgão
TJ SC
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
Saúde SC reforça importância da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório em gestantes
Com a aproximação do frio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A imunização tem como principal objetivo reduzir complicações respiratórias em bebês nos primeiros meses de vida, como bronquiolite e pneumonia — doenças que tendem a aumentar durante o inverno e podem levar a internações.
https://saude.sc.gov.br
A utilização de letras maiúsculas na apresentação do “Vírus Sincicial Respiratório”, em todas as ocorrências no texto, serve para
Aindicar destaque informativo dentro do texto, relacionado à relevância do tema abordado.
Bser uma estratégia de destaque para enfatizar a gravidade da doença mencionada no texto.
Capresentar o uso de linguagem técnica, comum em textos da área da saúde.
Dcorresponder à denominação oficial de um agente viral específico, funcionando como nome próprio.
Emarcar a presença de termos estrangeiros incorporados ao vocabulário científico.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — corresponder à denominação oficial de um agente viral específico, funcionando como nome próprio.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Emprego de maiúsculas em denominação oficial de agente viral
Gabarito: letra D. A maiúscula em “Vírus Sincicial Respiratório” serve para corresponder à denominação oficial de um agente viral específico, funcionando como nome próprio — é a regra de que nomes próprios (de qualquer espécie) se escrevem com inicial maiúscula. O texto confirma ao tratar o VSR como entidade única e nomeada, e não como mero adjetivo genérico.
O comando
A questão pergunta para que serve a maiúscula — ou seja, qual a função do recurso gráfico no texto. Não é uma questão de compreensão de conteúdo, mas de gramática aplicada ao texto: você precisa reconhecer a regra de uso da maiúscula e aplicá-la ao caso concreto. O comando não pede inferência nem opinião; pede a justificativa normativa do emprego.
O texto
O texto é uma notícia institucional da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. O tema é a vacinação de gestantes contra o VSR. A tese é a importância da imunização para reduzir complicações respiratórias em bebês. O trecho decisivo é:
“A imunização tem como principal objetivo reduzir complicações respiratórias em bebês nos primeiros meses de vida, como bronquiolite e pneumonia”
Aqui, “Vírus Sincicial Respiratório” aparece como nome próprio do agente etiológico — uma denominação técnica oficial, com valor de nome próprio, e por isso grafada com maiúsculas em todas as ocorrências. Não é um adjetivo comum (“vírus sincicial respiratório” seria a forma genérica), mas o nome específico de um vírus, como “SARS-CoV-2” ou “HIV”.
A técnica que decide
A regra é clara: nomes próprios de qualquer espécie — inclusive de agentes biológicos, doenças, organismos — escrevem-se com inicial maiúscula. O “Vírus Sincicial Respiratório” é o nome oficial do agente, e não uma descrição comum. A maiúscula não tem função enfática nem estilística; tem função denominativa: identifica um ente específico. É o mesmo princípio que grafa “Covid-19”, “Ebola” ou “Influenza A” com maiúsculas.
A pegadinha da banca está em confundir destaque (ênfase visual) com nomeação (função de nome próprio). A maiúscula aqui não é um recurso de ênfase — é uma exigência gramatical para nomes próprios.
Maiúscula em "Vírus Sincicial Respiratório"
1Função denominativa (nome próprio)
Nome oficial do agente viral
Obrigatória, não é escolha do autor
2O que NÃO é
Destaque informativo (ênfase)
Estratégia para enfatizar gravidade
Marcador de linguagem técnica
Marca de estrangeirismo
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a maiúscula serve para indicar destaque informativo relacionado à relevância do tema. O texto não autoriza essa leitura: a maiúscula não é usada como recurso de ênfase, mas como marca de nome próprio. Se fosse destaque, outras palavras relevantes (como “vacinação” ou “gestantes”) também estariam em maiúscula, o que não ocorre. Erro: extrapolação — atribui ao recurso uma função que o texto não sustenta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa fala em estratégia de destaque para enfatizar a gravidade da doença. O texto não diz que a maiúscula tem função enfática; a gravidade é mencionada no conteúdo (“podem levar a internações”), mas não é a razão da grafia. A maiúscula é denominativa, não enfática. Erro: acrescenta opinião — embute um juízo de valor (ênfase na gravidade) que o autor não externou.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa diz que a maiúscula marca linguagem técnica. É verdade que o texto usa termos técnicos, mas a maiúscula não é um marcador de tecnicidade — ela é usada porque o termo é um nome próprio. Muitos termos técnicos são grafados com minúscula (ex.: “bronquiolite”, “pneumonia” no próprio texto). Erro: generalização — confunde o uso de linguagem técnica com a regra de maiúsculas em nomes próprios.
Alternativa D — ✅ Correta
A alternativa afirma que a maiúscula corresponde à denominação oficial de um agente viral específico, funcionando como nome próprio. É exatamente o que ocorre: “Vírus Sincicial Respiratório” é o nome oficial do agente, grafado com maiúsculas em todas as ocorrências. O texto confirma ao tratar o VSR como entidade única e nomeada. Correta — a função é denominativa, não enfática.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa fala em termos estrangeiros incorporados ao vocabulário científico. O texto não indica que o termo seja estrangeiro; “Vírus Sincicial Respiratório” é uma expressão em português (com adaptação de “Respiratory Syncytial Virus”). Além disso, a maiúscula não é usada para marcar estrangeirismos — eles costumam vir em itálico ou aspas. Erro: tangencia — fala de assunto correlato (estrangeirismos) que o texto não aborda.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta atrair para “destaque informativo” ou “ênfase na gravidade”, mas a maiúscula aqui tem função denominativa, não enfática. Desconfie de alternativas que atribuem valor expressivo a um recurso que é gramatical.
PEGA ESSA DICA!
Ao ver maiúsculas em um termo, pergunte: é um nome próprio (pessoa, lugar, organismo, doença) ou um recurso de ênfase? Se for nome próprio, a maiúscula é obrigatória — não é escolha do autor.