Questão de Português — Tipologia e Gênero Textual — FGV 2026
Português›Tipologia e Gênero Textual
Código
fg156168
Banca
FGV
Órgão
TJ SC
Ano
2026
Cargo
TJ Aux ( )
Marcelo Labes: Enclave (2018)
13 novembro, 2018 Primata
Marcelo Labes nasceu em Blumenau-SC, em 1984. É autor de Falações (EdiFurb, 2008), Porque sim não é resposta (Antítese, Hemisfério Sul, 2015), O filho da empregada (Antítese, Hemisfério Sul, 2016), Trapaça (Oito e Meio, 2016), Enclave (Patuá, 2018) e O poeta periférico (Edição do autor, 2018). Integrou a mostra Poesia Agora (edição carioca), em 2017. Tem poemas publicados em InComunidade, Mallarmagens, Literatura & Fechadura, Livre Opinião – Ideias em Debate, Ruído Manifesto, Enfermaria 6 e Revista Lavoura. Edita a revista eletrônica O poema do poeta, onde publica originais manuscritos, esboços e rabiscos de poetas e ficcionistas.
Publicado em uma revista eletrônica de poesia brasileira, o texto insere-se em um contexto de divulgação literária. Considerando suas características composicionais e informativas, assinale a afirmativa que indica corretamente a função desse texto.
AInformar o leitor sobre a trajetória e a produção literária de Labes, situando-o no cenário da poesia contemporânea.
BAnalisar criticamente as obras do autor, apresentando interpretações sobre seus principais temas e estilos.
CNarrar episódios da vida do poeta, enfatizando experiências pessoais que influenciaram sua escrita.
DDefender a relevância da obra do autor, buscando convencer o leitor de seu destaque no campo literário.
EExplicar o processo de criação poética de Marcelo Labes, detalhando métodos e influências de sua escrita.
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GabaritoA — Informar o leitor sobre a trajetória e a produção literária de Labes, situando-o no cenário da poesia contemporânea.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função do texto de divulgação literária sobre Marcelo Labes
Gabarito: letra A. O texto tem função informativa/expositiva: apresenta dados objetivos sobre a trajetória e a produção literária de Marcelo Labes, situando-o no cenário da poesia contemporânea. A passagem que ancora essa leitura é a enumeração de suas obras e participações:
"É autor de Falações (EdiFurb, 2008), Porque sim não é resposta (Antítese, Hemisfério Sul, 2015), O filho da empregada (Antítese, Hemisfério Sul, 2016), Trapaça (Oito e Meio, 2016), Enclave (Patuá, 2018) e O poeta periférico (Edição do autor, 2018)."
O texto não analisa, não narra episódios, não defende tese nem explica método: ele informa o leitor sobre quem é o autor e o que ele produziu, com linguagem impessoal e neutra, típica do texto dissertativo-expositivo.
O comando da questão
O enunciado pede que se identifique a função do texto, ou seja, a finalidade comunicativa predominante. Isso é diferente de pedir o tema ou o gênero: a pergunta é "para que serve este texto?", "o que ele faz com o leitor?". Para responder, é preciso olhar para a intenção do autor (o conteúdo e o efeito pretendido), não para a forma. Como ensina a teoria de tipologia textual, o conteúdo predomina sobre a forma: um texto pode ter aparência de biografia, mas se a intenção é apenas informar, ele é dissertativo-expositivo.
O texto: o que ele realmente faz
O texto é uma nota biobibliográfica publicada em uma revista eletrônica de poesia. Ele se organiza em torno de dados verificáveis e objetivos:
Dados biográficos: "Marcelo Labes nasceu em Blumenau-SC, em 1984".
Lista de obras: "É autor de Falações... Enclave... O poeta periférico".
Participações e publicações: "Integrou a mostra Poesia Agora... Tem poemas publicados em InComunidade, Mallarmagens...".
Atividade editorial: "Edita a revista eletrônica O poema do poeta".
Não há nenhuma opinião, julgamento de valor, interpretação crítica, narrativa de vida ou explicação de processo criativo. O texto é uma exposição imparcial de fatos, exatamente o que caracteriza o texto dissertativo-expositivo: "O texto expositivo não tem como finalidade persuadir e levar o leitor a concordar com a tese apresentada". A função é veicular informação nova sobre o autor, situando-o no cenário literário contemporâneo.
A técnica que decide
A armadilha central desta questão é a confusão entre tipos textuais: o candidato pode achar que, por falar de um poeta, o texto é literário ou poético; ou que, por listar obras, ele está analisando criticamente. A técnica é perguntar o que o texto faz com o leitor:
Ele convence? Não — não há tese nem argumentos.
Ele conta uma história? Não — não há enredo, personagens ou conflito.
Ele instrui? Não — não há comandos.
Ele descreve? Parcialmente, mas a descrição aqui é de dados factuais, não sensorial.
Ele informa? Sim — é exatamente isso: apresenta dados objetivos sobre o autor e sua produção.
A alternativa correta é a que captura essa finalidade informativa sem acrescentar nada que o texto não faça.
Função do texto
1Informativa/expositiva (gabarito)
Dados objetivos
Trajetória e obras
Situa no cenário contemporâneo
2O que o texto NÃO faz
Não analisa criticamente
Não narra episódios
Não defende tese
Não explica processo criativo
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Informar o leitor sobre a trajetória e a produção literária de Labes, situando-o no cenário da poesia contemporânea."
Esta é uma paráfrase fiel do que o texto faz. O texto informa sobre a trajetória ("nasceu em Blumenau-SC, em 1984") e sobre a produção (a lista de obras e publicações). O trecho "situando-o no cenário da poesia contemporânea" é uma inferência legítima a partir do contexto de publicação (revista eletrônica de poesia) e das referências a mostras e revistas literárias atuais. Não há extrapolação: o texto, ao listar participações em "Poesia Agora" e revistas como "Mallarmagens", de fato o insere no circuito contemporâneo de poesia. A alternativa não acrescenta opinião nem juízo de valor — apenas descreve a função informativa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Analisar criticamente as obras do autor, apresentando interpretações sobre seus principais temas e estilos."
Erro: extrapolação (acrescenta opinião). O texto não analisa nem interpreta as obras. Ele apenas as lista: "É autor de Falações... Enclave...". Não há nenhuma palavra sobre temas, estilos ou qualidade literária. A alternativa atribui ao texto uma função crítica que ele não exerce. A banca tenta atrair o candidato que confunde "falar de obras" com "analisar obras".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Narrar episódios da vida do poeta, enfatizando experiências pessoais que influenciaram sua escrita."
Erro: contradiz o texto (fuga ao tema). O texto menciona apenas o local e o ano de nascimento — "nasceu em Blumenau-SC, em 1984" — mas não narra nenhum episódio de vida nem menciona experiências pessoais. Não há enredo, sequência de eventos ou conflito, elementos essenciais da narração. A alternativa inventa uma função narrativa que o texto não tem.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Defender a relevância da obra do autor, buscando convencer o leitor de seu destaque no campo literário."
Erro: extrapolação (acrescenta opinião). O texto não defende nada. Ele não afirma que o autor é relevante, importante ou destacado. A simples enumeração de obras e participações não constitui defesa de tese. Não há argumentos, não há persuasão, não há juízo de valor. A alternativa confunde "apresentar informações sobre alguém" com "defender a importância de alguém". O texto é expositivo, não argumentativo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Explicar o processo de criação poética de Marcelo Labes, detalhando métodos e influências de sua escrita."
Erro: extrapolação (fuga ao tema). O texto não explica como o autor cria seus poemas. Não há menção a métodos, técnicas, influências ou processo criativo. A única informação sobre sua atividade editorial é que "Edita a revista eletrônica O poema do poeta, onde publica originais manuscritos, esboços e rabiscos de poetas e ficcionistas" — mas isso descreve o que a revista publica, não o processo de criação do próprio Labes. A alternativa inventa um conteúdo que não está no texto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre informar sobre e analisar/defender/explicar. Todas as distratoras pegam um elemento real do texto (obras, vida, relevância, criação) e o transformam em uma função que o texto não exerce. A correta é a única que descreve exatamente o que o texto faz: informar.
PEGA ESSA DICA!
Antes de marcar, pergunte: "o texto convence? conta? instrui? analisa? ou apenas informa?" Se a resposta for "informa", a função é dissertativo-expositiva. Desconfie de alternativas com verbos como "analisar", "defender", "convencer", "narrar" — eles indicam outras tipologias.
Gabarito: letra A. A função do texto é informar o leitor sobre a trajetória e a produção literária de Marcelo Labes, situando-o no cenário da poesia contemporânea — nada mais, nada menos do que o texto faz.