Questão de Matemática — Equações de Primeiro Grau — FGV 2026
- Código
- fg156206
- Banca
- FGV
- Órgão
- ALERO
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ass Leg ( )

- A1.
- B2.
- C3.
- D4.
- E5.

GabaritoA — 1.
Gabarito: letra A — a conta chega a x = 1 — alternativa A.
Uma equação de primeiro grau é uma igualdade em que a incógnita aparece com expoente 1, como ax + b = 0. Resolvê-la é descobrir qual número, colocado no lugar da incógnita, torna a igualdade verdadeira — e isso se faz isolando a incógnita de um lado, usando operações inversas: somar/subtrair e multiplicar/dividir dos dois lados.
A regra do enunciado cria uma cadeia de dependências: o valor de um tijolo depende dos dois tijolos abaixo dele. Isso permite escrever cada tijolo desconhecido como uma expressão algébrica em função de x, começando pela base e subindo. Quando chegamos ao tijolo do topo, cujo valor é conhecido, igualamos a expressão a esse valor e obtemos uma equação de primeiro grau. A solução dessa equação é o x procurado.
Esta questão cobra exatamente isso: montar a equação a partir da regra, aplicando-a de baixo para cima, e depois resolvê-la isolando x. O erro típico é tentar resolver de cima para baixo, o que não é possível porque a regra só determina um tijolo a partir dos que estão abaixo.
regra: cada tijolo (exceto os da base) = soma dos dois tijolos em que se apoia + 1
alguns números visíveis na figura, outros ocultos
x é o número do último tijolo da fila de baixo
O que queremos: o valor de x, o número do último tijolo da fila de baixo
A regra só permite calcular um tijolo a partir dos dois que estão imediatamente abaixo. Por isso, o primeiro passo é aplicar a regra aos tijolos que estão apoiados na base, usando os valores conhecidos da base e o x desconhecido. Isso transforma os valores desconhecidos em expressões algébricas com x.
Por que esta fórmula: A regra do enunciado é exatamente esta: tijolo = soma dos dois de baixo + 1. Então, para cada tijolo da segunda fileira, somamos os dois valores da base correspondentes e somamos 1.
De onde vem cada valor: = enunciado: valor do tijolo da base à esquerda (visível ou x) · = enunciado: valor do tijolo da base à direita (visível ou x)
= expressões como x + 4, x + 5, etc.
Esquecer de somar 1, ou somar os tijolos errados (por exemplo, usar tijolos que não estão diretamente abaixo).
Com os tijolos da segunda fileira expressos em função de x, podemos calcular os da terceira fileira, aplicando a mesma regra. Cada tijolo da terceira fileira é a soma das duas expressões dos tijolos em que se apoia, mais 1. Isso vai gerar expressões mais complexas, mas ainda lineares em x.
Por que esta fórmula: A regra continua a mesma: tijolo = soma dos dois de baixo + 1. Agora, os 'dois de baixo' são expressões algébricas, então somamos as expressões e somamos 1.
De onde vem cada valor: = passo 1: expressão do tijolo da segunda fileira à esquerda · = passo 1: expressão do tijolo da segunda fileira à direita
= expressões como 2x + 10, 2x + 11, etc.
Errar a soma das expressões, especialmente ao combinar termos semelhantes (ex.: somar x+4 e x+5 e obter 2x+9 em vez de 2x+10).
O objetivo é chegar ao tijolo do topo, cujo valor é dado na figura. Cada fileira acima usa as expressões da fileira anterior, então repetimos o processo até obter a expressão do topo em função de x.
Por que esta fórmula: A regra é sempre a mesma, então aplicamos repetidamente: tijolo = soma dos dois de baixo + 1.
De onde vem cada valor: = passo 2: expressão do tijolo da fileira abaixo à esquerda · = passo 2: expressão do tijolo da fileira abaixo à direita
Perder o controle das expressões e errar a soma; é útil escrever cada expressão claramente na figura.
A figura mostra o número do tijolo do topo. Como já temos a expressão algébrica desse tijolo em função de x, igualamos essa expressão ao valor visível. Isso cria uma equação de primeiro grau, que é o coração do problema.
Por que esta fórmula: A igualdade é a própria definição: o valor do tijolo do topo é tanto o número visível quanto a expressão que montamos. Então, expressão = valor visível.
De onde vem cada valor: = passo 3: expressão do topo em função de x · = enunciado: número mostrado no tijolo do topo (na figura)
Usar o valor errado do topo, ou esquecer de igualar a expressão ao valor visível.
Agora temos uma equação do 1º grau. Para achar x, precisamos isolá-lo: primeiro subtraímos o termo constante dos dois lados, depois dividimos pelo coeficiente de x. Isso nos dá o valor procurado.
Por que esta fórmula: Equação do 1º grau: ax + b = c. Isolamos x subtraindo b dos dois lados e dividindo por a. Isso é válido porque operações iguais dos dois lados mantêm a igualdade.
De onde vem cada valor: = passo 4: coeficiente de x na equação · = passo 4: termo constante na equação · = passo 4: valor visível do topo
Errar a ordem das operações: subtrair antes de dividir, ou dividir antes de subtrair. Também é comum errar o sinal ao passar o termo para o outro lado.
Resposta: x = 1 — alternativa A
Link permanente: /questoes/fg156206