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Questão de Noções de Informática — Ameaças (Vírus, Worms, Trojans, Malware, etc.) — FGV 2026

Noções de InformáticaAmeaças (Vírus, Worms, Trojans, Malware, etc.)
Código
fg156315
Banca
FGV
Órgão
ALEGO
Ano
2026
Cargo
Ass Leg ( )
Durante uma busca na internet por informações sobre um edital de licitação, um Assessor Legislativo da ALE-GO acessou um site de notícias. Na lateral da página, um anúncio chamativo dizia:   SEU COMPUTADOR PODE ESTAR INFECTADO! CLIQUE AQUI PARA VERIFICAR AGORA!   O Assessor Legislativo percebeu que o site principal era confiável, mas desconfiou desse anúncio específico. A sua é fundamentada no fato de que esse tipo de anúncio é comumente associado a uma prática maliciosa específica que é conhecida como
  1. APhishing.
  2. BSpam.
  3. CRansomware.
  4. DBackdoor.
  5. EScareware.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Scareware.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Scareware: o falso alerta de segurança

Gabarito: letra E. O anúncio que afirma "SEU COMPUTADOR PODE ESTAR INFECTADO! CLIQUE AQUI PARA VERIFICAR AGORA!" é o exemplo clássico de scareware — um tipo de malware que explora o medo do usuário para induzi-lo a clicar em links maliciosos, baixar programas falsos ou pagar por serviços desnecessários. A desconfiança do Assessor é correta porque esse tipo de anúncio é uma técnica de engenharia social amplamente associada a essa prática maliciosa.

O scareware (do inglês scare = assustar + software) é um software malicioso que se disfarça de ferramenta legítima de segurança, como um antivírus ou um verificador de ameaças, e utiliza mensagens alarmantes para convencer a vítima de que seu computador está infectado. O objetivo é levar o usuário a clicar no anúncio, que pode redirecioná-lo para um site falso, baixar um malware real ou induzi-lo a pagar por uma "solução" que não existe. É uma forma de engenharia social, pois manipula as emoções — no caso, o medo — para obter uma ação do usuário.

A prática é tão comum que a indústria de segurança a classifica como uma categoria própria de malware. O termo "scareware" também é usado para descrever programas que exibem alertas falsos de infecção, mesmo quando o sistema está limpo, com o intuito de vender licenças de softwares inúteis ou instalar outros malwares. A diferença crucial entre o scareware e outros tipos de ameaça está na estratégia de ataque: enquanto o phishing busca roubar dados por meio de mensagens falsas, o scareware apela diretamente ao pânico do usuário para que ele mesmo execute a ação maliciosa.

Para entender por que as outras alternativas estão incorretas, é essencial distinguir os principais tipos de ameaças digitais. O phishing (alternativa A) é uma técnica de engenharia social que usa mensagens falsas (e-mails, sites, mensagens de texto) para enganar a vítima e fazê-la fornecer informações confidenciais, como senhas e números de cartão de crédito. O spam (alternativa B) é o envio de mensagens não solicitadas em massa, geralmente com fins publicitários, mas que também pode ser usado para disseminar malwares. O ransomware (alternativa C) é um malware que criptografa os dados da vítima e exige pagamento de resgate para liberá-los. O backdoor (alternativa D) é um programa que permite ao invasor acessar o sistema remotamente, sem o conhecimento do usuário, muitas vezes após uma infecção inicial.

A pegadinha desta questão está em confundir scareware com phishing, pois ambos usam engenharia social. No entanto, o scareware se distingue por focar no medo de infecção e oferecer uma "solução" (como um falso antivírus), enquanto o phishing foca em roubar dados por meio de páginas falsas. O anúncio do enunciado é um exemplo típico de scareware, pois não pede diretamente dados pessoais, mas sim um clique para "verificar" o computador — o que pode levar à instalação de malware ou a um golpe financeiro.

Guarde essa distinção: scareware = medo + falso alerta de segurança; phishing = engano + roubo de dados. É exatamente essa fronteira que separa a alternativa correta das demais.

Tipo de Ameaça

Estratégia de Ataque

Objetivo Principal

Exemplo Típico

Scareware

Explora o medo com alertas falsos de infecção

Induzir clique, download de malware ou pagamento por "solução" falsa

"Seu computador está infectado! Clique aqui para verificar"

Phishing

Engano com mensagens/sites falsos que imitam instituições legítimas

Roubar dados confidenciais (senhas, cartões)

E-mail falso do banco pedindo atualização de dados

Spam

Envio de mensagens não solicitadas em massa

Publicidade ou disseminação de malwares

E-mails promocionais indesejados

Ransomware

Criptografa dados da vítima após infecção

Exigir pagamento de resgate para liberar os dados

Tela bloqueada com pedido de resgate em Bitcoin

Backdoor

Acesso remoto oculto ao sistema

Permitir controle do computador sem o usuário saber

Porta dos fundos instalada após uma infecção inicial

1Estratégia
Falso alerta de segurança
Explora o medo do usuário
2Objetivo
Induzir clique em link malicioso
Baixar programa falso
Pagar por "solução" inexistente
3Distinção de outras ameaças
Phishing: rouba dados
Ransomware: exige resgate
Spam: mensagens em massa
Backdoor: acesso remoto
Scareware
LEVELsoulevel.com.br
Scareware: Estratégia (Falso alerta de segurança, Explora o medo do usuário); Objetivo (Induzir clique em link malicioso, Baixar programa falso, Pagar por "solução" inexistente); Distinção de outras ameaças (Phishing: rouba dados, Ransomware: exige resgate, Spam: mensagens em massa, Backdoor: acesso remoto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O phishing é uma técnica de engenharia social que visa obter informações confidenciais (senhas, dados bancários) por meio de mensagens ou sites falsos que imitam instituições legítimas. O anúncio do enunciado não pede dados pessoais diretamente, mas sim um clique para "verificar" o computador — o que caracteriza scareware, não phishing. A confusão é comum porque ambos usam engenharia social, mas o objetivo é diferente: phishing rouba dados; scareware explora o medo para induzir a cliques ou pagamentos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Spam é o envio de mensagens não solicitadas em massa, geralmente com fins publicitários ou para disseminar malwares. O anúncio em questão é um único banner em um site, não uma mensagem em massa. Além disso, o spam não tem necessariamente a intenção de assustar o usuário; o scareware, sim. A alternativa confunde o meio (propaganda) com a finalidade (induzir ao medo).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Ransomware é um malware que criptografa os dados da vítima e exige pagamento de resgate para liberá-los. O anúncio do enunciado não criptografa nada; ele apenas tenta induzir o usuário a clicar. O ransomware age após a infecção, enquanto o scareware age antes, como isca. A alternativa troca o estágio do ataque: o scareware é a porta de entrada, o ransomware é a consequência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Backdoor é um programa que permite ao invasor acessar o sistema remotamente, sem o conhecimento do usuário, muitas vezes após uma infecção inicial. O anúncio do enunciado não é um backdoor, mas sim uma isca para atrair o clique. O backdoor é uma ferramenta de acesso, não uma técnica de engenharia social. A alternativa confunde o vetor de ataque (o anúncio) com a ferramenta de pós-exploração.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O scareware é exatamente o que o anúncio descreve: um falso alerta de segurança que explora o medo do usuário para induzi-lo a clicar em links maliciosos, baixar programas falsos ou pagar por serviços desnecessários. O termo vem do inglês scare (assustar) + software. É uma prática maliciosa amplamente reconhecida e o exemplo do enunciado é o caso típico cobrado em provas de informática.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar scareware por phishing, pois ambos usam engenharia social. A diferença está no objetivo: o phishing busca roubar dados (senhas, cartões) por meio de páginas falsas; o scareware busca assustar para que o usuário clique ou pague. Se o anúncio pede "clique para verificar", é scareware; se pede "atualize seus dados", é phishing. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar os tipos de malware na prova, foque na ação que o usuário é induzido a fazer: clicar em alerta falso → scareware; fornecer dados → phishing; pagar resgate → ransomware; receber mensagens em massa → spam; acesso remoto → backdoor. Essa tabela mental resolve a maioria das questões.

Gabarito: letra E

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