Questão de Noções de Informática — Ameaças (Vírus, Worms, Trojans, Malware, etc.) — FGV 2026
- Código
- fg156315
- Banca
- FGV
- Órgão
- ALEGO
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ass Leg ( )
- APhishing.
- BSpam.
- CRansomware.
- DBackdoor.
- EScareware.
GabaritoE — Scareware.
Gabarito: letra E. O anúncio que afirma "SEU COMPUTADOR PODE ESTAR INFECTADO! CLIQUE AQUI PARA VERIFICAR AGORA!" é o exemplo clássico de scareware — um tipo de malware que explora o medo do usuário para induzi-lo a clicar em links maliciosos, baixar programas falsos ou pagar por serviços desnecessários. A desconfiança do Assessor é correta porque esse tipo de anúncio é uma técnica de engenharia social amplamente associada a essa prática maliciosa.
O scareware (do inglês scare = assustar + software) é um software malicioso que se disfarça de ferramenta legítima de segurança, como um antivírus ou um verificador de ameaças, e utiliza mensagens alarmantes para convencer a vítima de que seu computador está infectado. O objetivo é levar o usuário a clicar no anúncio, que pode redirecioná-lo para um site falso, baixar um malware real ou induzi-lo a pagar por uma "solução" que não existe. É uma forma de engenharia social, pois manipula as emoções — no caso, o medo — para obter uma ação do usuário.
A prática é tão comum que a indústria de segurança a classifica como uma categoria própria de malware. O termo "scareware" também é usado para descrever programas que exibem alertas falsos de infecção, mesmo quando o sistema está limpo, com o intuito de vender licenças de softwares inúteis ou instalar outros malwares. A diferença crucial entre o scareware e outros tipos de ameaça está na estratégia de ataque: enquanto o phishing busca roubar dados por meio de mensagens falsas, o scareware apela diretamente ao pânico do usuário para que ele mesmo execute a ação maliciosa.
Para entender por que as outras alternativas estão incorretas, é essencial distinguir os principais tipos de ameaças digitais. O phishing (alternativa A) é uma técnica de engenharia social que usa mensagens falsas (e-mails, sites, mensagens de texto) para enganar a vítima e fazê-la fornecer informações confidenciais, como senhas e números de cartão de crédito. O spam (alternativa B) é o envio de mensagens não solicitadas em massa, geralmente com fins publicitários, mas que também pode ser usado para disseminar malwares. O ransomware (alternativa C) é um malware que criptografa os dados da vítima e exige pagamento de resgate para liberá-los. O backdoor (alternativa D) é um programa que permite ao invasor acessar o sistema remotamente, sem o conhecimento do usuário, muitas vezes após uma infecção inicial.
A pegadinha desta questão está em confundir scareware com phishing, pois ambos usam engenharia social. No entanto, o scareware se distingue por focar no medo de infecção e oferecer uma "solução" (como um falso antivírus), enquanto o phishing foca em roubar dados por meio de páginas falsas. O anúncio do enunciado é um exemplo típico de scareware, pois não pede diretamente dados pessoais, mas sim um clique para "verificar" o computador — o que pode levar à instalação de malware ou a um golpe financeiro.
Guarde essa distinção: scareware = medo + falso alerta de segurança; phishing = engano + roubo de dados. É exatamente essa fronteira que separa a alternativa correta das demais.
Tipo de Ameaça | Estratégia de Ataque | Objetivo Principal | Exemplo Típico |
|---|---|---|---|
Scareware | Explora o medo com alertas falsos de infecção | Induzir clique, download de malware ou pagamento por "solução" falsa | "Seu computador está infectado! Clique aqui para verificar" |
Phishing | Engano com mensagens/sites falsos que imitam instituições legítimas | Roubar dados confidenciais (senhas, cartões) | E-mail falso do banco pedindo atualização de dados |
Spam | Envio de mensagens não solicitadas em massa | Publicidade ou disseminação de malwares | E-mails promocionais indesejados |
Ransomware | Criptografa dados da vítima após infecção | Exigir pagamento de resgate para liberar os dados | Tela bloqueada com pedido de resgate em Bitcoin |
Backdoor | Acesso remoto oculto ao sistema | Permitir controle do computador sem o usuário saber | Porta dos fundos instalada após uma infecção inicial |
O phishing é uma técnica de engenharia social que visa obter informações confidenciais (senhas, dados bancários) por meio de mensagens ou sites falsos que imitam instituições legítimas. O anúncio do enunciado não pede dados pessoais diretamente, mas sim um clique para "verificar" o computador — o que caracteriza scareware, não phishing. A confusão é comum porque ambos usam engenharia social, mas o objetivo é diferente: phishing rouba dados; scareware explora o medo para induzir a cliques ou pagamentos.
Spam é o envio de mensagens não solicitadas em massa, geralmente com fins publicitários ou para disseminar malwares. O anúncio em questão é um único banner em um site, não uma mensagem em massa. Além disso, o spam não tem necessariamente a intenção de assustar o usuário; o scareware, sim. A alternativa confunde o meio (propaganda) com a finalidade (induzir ao medo).
Ransomware é um malware que criptografa os dados da vítima e exige pagamento de resgate para liberá-los. O anúncio do enunciado não criptografa nada; ele apenas tenta induzir o usuário a clicar. O ransomware age após a infecção, enquanto o scareware age antes, como isca. A alternativa troca o estágio do ataque: o scareware é a porta de entrada, o ransomware é a consequência.
Backdoor é um programa que permite ao invasor acessar o sistema remotamente, sem o conhecimento do usuário, muitas vezes após uma infecção inicial. O anúncio do enunciado não é um backdoor, mas sim uma isca para atrair o clique. O backdoor é uma ferramenta de acesso, não uma técnica de engenharia social. A alternativa confunde o vetor de ataque (o anúncio) com a ferramenta de pós-exploração.
O scareware é exatamente o que o anúncio descreve: um falso alerta de segurança que explora o medo do usuário para induzi-lo a clicar em links maliciosos, baixar programas falsos ou pagar por serviços desnecessários. O termo vem do inglês scare (assustar) + software. É uma prática maliciosa amplamente reconhecida e o exemplo do enunciado é o caso típico cobrado em provas de informática.
A banca adora trocar scareware por phishing, pois ambos usam engenharia social. A diferença está no objetivo: o phishing busca roubar dados (senhas, cartões) por meio de páginas falsas; o scareware busca assustar para que o usuário clique ou pague. Se o anúncio pede "clique para verificar", é scareware; se pede "atualize seus dados", é phishing. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪.
Para diferenciar os tipos de malware na prova, foque na ação que o usuário é induzido a fazer: clicar em alerta falso → scareware; fornecer dados → phishing; pagar resgate → ransomware; receber mensagens em massa → spam; acesso remoto → backdoor. Essa tabela mental resolve a maioria das questões.
Gabarito: letra E
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