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Questão de Segurança da Informação — Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL) — FGV 2026

Segurança da InformaçãoAutorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL)
Código
fg157046
Banca
FGV
Órgão
TJ RJ
Ano
2026
Cargo
AJ ( )

Durante a implantação de um sistema de gestão hospitalar em uma rede pública de saúde, a equipe de segurança da informação optou por autorizar o acesso do usuário final com base na sua função predefinida para proteger os dados clínicos dos pacientes. O sistema possui múltiplos perfis de usuários, como médicos, enfermeiros, administradores, técnicos de laboratório e auditores. Cada perfil requer acesso a diferentes conjuntos de dados e funcionalidades.

 

Considerando os desafios de governança e segurança de dados, é correto afirmar que a implementação do RBAC (controle de acesso baseado em função):

  1. Aimpede que administradores tenham acesso privilegiado a dados sensíveis;
  2. Bpermite atribuir permissões diretamente aos usuários, facilitando a personalização de acesso;
  3. Celimina a necessidade de auditoria, pois os acessos são automaticamente controlados por função;
  4. Dgarante que usuários com múltiplas funções tenham acesso apenas à interseção das permissões atribuídas;
  5. Eé ideal para ambientes com funções estáveis e bem definidas, mas pode exigir complementação com modelos baseados em atributos (ABAC) em cenários dinâmicos.
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GabaritoE — é ideal para ambientes com funções estáveis e bem definidas, mas pode exigir complementação com modelos baseados em atributos (ABAC) em cenários dinâmicos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

RBAC: Controle de Acesso Baseado em Função

Gabarito: letra E. O RBAC (Role-Based Access Control) é ideal para ambientes com funções estáveis e bem definidas, mas pode exigir complementação com modelos baseados em atributos (ABAC) em cenários dinâmicos. Isso porque o RBAC vincula permissões a papéis organizacionais predefinidos, o que simplifica a gestão, mas carece de flexibilidade para decisões contextuais e dinâmicas, como horário, localização ou risco — exatamente o que o ABAC oferece.

O RBAC é um dos quatro grandes modelos de controle de acesso, ao lado do DAC (Discricionário), MAC (Obrigatório) e ABAC (Baseado em Atributos). No RBAC, as permissões não são atribuídas diretamente aos usuários, mas sim a papéis (roles) que representam funções organizacionais — como médico, enfermeiro, administrador ou auditor. O usuário recebe um ou mais papéis e, por meio deles, herda as permissões associadas. Essa abordagem centraliza a administração: em vez de configurar acesso usuário por usuário, o administrador define permissões por papel e depois atribui papéis às pessoas.

A grande vantagem do RBAC é a escalabilidade administrativa e a aderência ao princípio do menor privilégio: cada papel carrega apenas as permissões necessárias para a função. Em um hospital, por exemplo, um médico pode ter acesso ao prontuário eletrônico, enquanto um técnico de laboratório acessa apenas os resultados de exames. Isso reduz o risco de acesso indevido e facilita a auditoria, pois os acessos seguem uma lógica previsível.

Porém, o RBAC tem limitações em cenários dinâmicos. Se o acesso precisa variar conforme o contexto — como permitir acesso a um documento apenas em horário comercial, ou apenas a partir de um dispositivo específico — o RBAC puro não resolve. É aí que entra o ABAC, que avalia atributos do sujeito, do objeto, da ação e do contexto no momento da solicitação. Em sistemas hospitalares modernos, é comum combinar RBAC (para a estrutura básica de papéis) com ABAC (para regras contextuais), garantindo tanto a governança quanto a flexibilidade.

A banca explora justamente essa fronteira: o candidato que conhece apenas a definição básica do RBAC pode cair na armadilha de achar que ele resolve tudo, quando na verdade sua eficácia depende da estabilidade das funções. Guarde o critério: RBAC = papéis estáticos; ABAC = atributos dinâmicos. É nessa distinção que as alternativas se dividem.

Modelo de Controle de Acesso

Responsável pela Decisão

Base da Autorização

Característica Principal

DAC (Discricionário)

Proprietário do recurso

Identidade do usuário

Permissões atribuídas diretamente ao usuário; personalização individual

MAC (Obrigatório)

Sistema

Rótulos de segurança (classificação)

Decisão centralizada pelo sistema, com base em níveis de segurança

RBAC (Baseado em Função)

Papel organizacional

Função/role do usuário

Permissões vinculadas a papéis; ideal para funções estáveis; combina permissões por união

ABAC (Baseado em Atributos)

Política

Atributos do sujeito, objeto, ação e contexto

Avalia regras dinâmicas (horário, localização, risco); flexível para cenários dinâmicos

1DAC
Proprietário decide
2MAC
Sistema decide (rótulos)
3RBAC
Papel organizacional decide
Funções estáveis
Cenários dinâmicos
4ABAC
Atributos dinâmicos decidem
Contexto, horário, localização
Modelos de controle de acesso
LEVELsoulevel.com.br
Modelos de controle de acesso: DAC (Proprietário decide); MAC (Sistema decide (rótulos)); RBAC (Papel organizacional decide, Funções estáveis, Cenários dinâmicos); ABAC (Atributos dinâmicos decidem, Contexto, horário, localização)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o RBAC impede que administradores tenham acesso privilegiado a dados sensíveis. Isso é falso: o RBAC permite que administradores tenham acesso privilegiado, desde que o papel de administrador seja configurado com essas permissões. O modelo não impede privilégios; ele apenas os organiza por função. A confusão aqui é com o princípio do menor privilégio, que é uma diretriz de configuração, não uma propriedade automática do RBAC.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o RBAC permite atribuir permissões diretamente aos usuários, facilitando a personalização. Isso contraria a essência do RBAC: as permissões são atribuídas aos papéis, e os usuários recebem papéis. A atribuição direta usuário-permissão é característica do DAC (controle discricionário), onde o proprietário do recurso define quem acessa o quê. O RBAC existe justamente para evitar essa personalização individual, centralizando a gestão em papéis.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o RBAC elimina a necessidade de auditoria. Isso é um equívoco grave: a auditoria (accounting) é um dos três pilares do controle de acesso (autenticação, autorização e auditoria) e continua sendo essencial mesmo com RBAC. O RBAC até facilita a auditoria, pois os acessos seguem uma lógica previsível por papel, mas não a elimina. Registros de acesso, logs e monitoramento continuam necessários para conformidade e detecção de anomalias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que usuários com múltiplas funções têm acesso apenas à interseção das permissões. Na prática, o RBAC combina as permissões dos papéis por união (soma), não por interseção. Um usuário que é médico e auditor acumula as permissões de ambos os papéis. A restrição de papéis conflitantes existe em modelos avançados (RBAC com separação de funções — SoD), mas não é uma regra geral do RBAC, e mesmo nesses casos a separação é configurada explicitamente, não automática.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa captura com precisão o ponto central do RBAC: ele é ideal para ambientes com funções estáveis e bem definidas, pois simplifica a administração de permissões. Porém, em cenários dinâmicos — onde o acesso depende de contexto, como horário, localização ou risco — o RBAC puro é insuficiente, e a complementação com ABAC (que avalia atributos dinâmicos) é a solução recomendada. É exatamente o caso do sistema hospitalar do enunciado, que pode precisar de regras contextuais além dos papéis fixos.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar os modelos na prova, foque no responsável pela decisão: no DAC é o proprietário do recurso; no MAC é o sistema (com rótulos de segurança); no RBAC é o papel organizacional; no ABAC é uma política que avalia atributos dinâmicos. Se a questão mencionar "função", "papel" ou "role", é RBAC; se mencionar "atributos", "contexto", "horário" ou "localização", é ABAC.

Gabarito: letra E

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