Questão de Sistemas Operacionais — Linux — FGV 2026
Sistemas Operacionais›Linux
Código
fg157163
Banca
FGV
Órgão
AMAZUL
Ano
2026
Cargo
TDTND
Durante a investigação de um problema de acesso, um administrador analisa o seguinte cenário em um servidor Linux: O usuário analista pertence ao grupo projetos.
O diretório /dados/relatórios possui as seguintes permissões:
dr--r-x---+ 3 root projetos 4096 Jan 8 10:20 relatorios
Uma ACL adicional está configurada:
getfacl relatorios
user: :r--
group: : r - x
group:projetos: r--
mask: : r--
other: : ---
Mesmo assim, o usuário analista consegue listar os arquivos com ls, mas não consegue acessar os subdiretórios internos usando cd.
Considerando as permissões POSIX tradicionais e o impacto combinado da máscara da ACL, o ajuste é necessário para permitir que o usuário acesse os subdiretórios é
Aalterar a permissão do grupo para rwx
Balterar apenas a ACL do grupo projetos para r-x
Calterar a máscara da ACL para incluir x
Dremover todas as ACLs e manter somente r--
Econceder permissão de leitura e escrita ao usuário analista.
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GabaritoC — alterar a máscara da ACL para incluir x
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Permissões POSIX e ACL no Linux: o papel da máscara
Gabarito: letra C. O usuário analista consegue listar o diretório (ls) porque tem permissão de leitura (r), mas não consegue entrar nos subdiretórios (cd) porque a máscara da ACL (mask::r--) limita as permissões efetivas de todos os grupos e usuários nomeados, removendo o bit de execução (x) — que é justamente o que autoriza atravessar o diretório. Para permitir o acesso, é necessário alterar a máscara para incluir x (ex.: mask::r-x), conforme o funcionamento das ACLs POSIX no Linux.
O controle de acesso em sistemas Linux combina as permissões tradicionais (owner/group/other) com as ACLs (Access Control Lists), que permitem definir permissões específicas para usuários e grupos além do proprietário. No diretório relatorios, as permissões POSIX mostram dr--r-x---+: o + indica que há ACLs estendidas. O getfacl revela a configuração completa:
user::r-- → dono (root) tem leitura;
group::r-x → grupo dono (projetos) tem leitura e execução;
group:projetos:r-- → ACL específica para o grupo projetos (sobrescreve a permissão do grupo dono);
mask::r-- → máscara da ACL;
other::--- → demais usuários sem permissão.
A máscara é um componente crucial das ACLs POSIX: ela define o limite máximo de permissões que podem ser concedidas a usuários nomeados e grupos nomeados (incluindo o grupo dono). Na prática, a permissão efetiva de um grupo é a interseção (AND) entre a permissão definida na ACL e a máscara. Assim, mesmo que group:projetos:r-- conceda leitura, a máscara mask::r-- também limita a execução — o usuário analista, membro do grupo projetos, fica com r-- efetivo, sem x.
Para acessar um diretório com cd, o usuário precisa da permissão de execução (x) no diretório. A permissão de leitura (r) permite listar o conteúdo (ls), mas sem x não é possível atravessar o diretório para acessar subdiretórios ou arquivos internos. No cenário, o usuário consegue listar porque tem r, mas não consegue entrar nos subdiretórios porque falta x — exatamente o que a máscara bloqueia.
A solução correta é ajustar a máscara para incluir x, por exemplo setfacl -m m::r-x relatorios. Isso permitirá que o grupo projetos (e qualquer outro grupo nomeado) tenha execução efetiva, desde que a ACL específica também a conceda. Alterar apenas a ACL do grupo projetos para r-x não resolve, pois a máscara continuaria limitando a execução a r--. Alterar a permissão do grupo POSIX para rwx também não resolve, pois a máscara ainda limitaria o grupo dono a r--. Remover as ACLs ou conceder leitura/escrita ao usuário não adiciona o x necessário.
A pegadinha da questão está em confundir a permissão do grupo POSIX com a ACL específica e ignorar o efeito da máscara. Muitos candidatos escolhem a alternativa B, pensando que basta dar x ao grupo projetos, mas esquecem que a máscara é o teto máximo — sem ajustá-la, nenhuma permissão de execução para grupos terá efeito.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Alterar a permissão do grupo POSIX para rwx não resolve, pois a máscara da ACL (mask::r--) limita as permissões efetivas do grupo dono a r--. A permissão efetiva é a interseção entre a permissão do grupo e a máscara: rwx AND r-- = r--. Portanto, o usuário continuaria sem x.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alterar apenas a ACL do grupo projetos para r-x também não resolve, pois a máscara mask::r-- continuaria limitando a permissão efetiva a r--. A máscara é o teto máximo: mesmo que a ACL conceda r-x, a máscara corta o x. É necessário ajustar a máscara.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Alterar a máscara da ACL para incluir x (ex.: mask::r-x) é a solução correta. Com a máscara r-x, a permissão efetiva do grupo projetos (que tem ACL r--) passa a ser r-x, permitindo que o usuário analista execute (cd) nos subdiretórios. A máscara é o mecanismo que controla o limite máximo de permissões para grupos e usuários nomeados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Remover todas as ACLs e manter somente r-- pioraria a situação: sem ACLs, o grupo dono (projetos) teria a permissão POSIX r-x (do group::r-x), mas o usuário analista, sendo membro do grupo projetos, teria r-x — o que até permitiria o cd. Porém, a alternativa diz "manter somente r--", o que removeria o x do grupo, impedindo o acesso. Além disso, remover ACLs não é necessário; o problema é a máscara.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Conceder permissão de leitura e escrita ao usuário analista não resolve, pois o problema é a falta de execução (x). Mesmo com rw, o usuário não conseguiria usar cd nos subdiretórios, pois sem x não há permissão de atravessar o diretório.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a permissão do grupo POSIX e a ACL específica, além de ignorar o papel da máscara. O candidato tende a escolher a alternativa B, achando que basta dar x ao grupo projetos, mas esquece que a máscara é o teto máximo — sem ajustá-la, nenhuma permissão de execução para grupos terá efeito. Lembre-se: a permissão efetiva é a interseção entre a ACL e a máscara.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de ACL, sempre verifique a máscara (mask::) antes de concluir. A permissão efetiva de um grupo ou usuário nomeado é o resultado do AND entre a permissão definida e a máscara. Se a máscara não tiver x, nenhum grupo terá execução, mesmo que a ACL conceda.