Questão de TI - Ciência de Dados e Inteligência Artificial — Geral — FGV 2026
- Código
- fg157362
- Banca
- FGV
- Órgão
- TJ SC
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ana ( )
- A1 – 2 – 2 – 1.
- B1 – 2 – 1 – 2.
- C1 – 1 – 2 – 1.
- D2 – 2 – 2 – 1.
- E2 – 1 – 1 – 2.
GabaritoA — 1 – 2 – 2 – 1.
Gabarito: letra A — a sequência correta é 1 – 2 – 2 – 1. A primeira e a quarta características descrevem o OLTP (transações frequentes, pequenas e equilibradas; uso em transações bancárias, compras online e mensagens), enquanto a segunda e a terceira descrevem o OLAP (grandes volumes históricos e consultas complexas sobre muitos registros). A distinção central está no propósito: OLTP otimiza a escrita de transações individuais; OLAP otimiza a leitura e a análise agregada de dados históricos.
OLTP (Online Transaction Processing) e OLAP (Online Analytical Processing) são duas arquiteturas de banco de dados com objetivos opostos. O OLTP é o sistema transacional do dia a dia: registra cada operação individual — uma venda, uma transferência bancária, o envio de uma mensagem — em tempo real, com alta frequência e volumes pequenos por operação. Por isso, ele é projetado para escritas rápidas e consistentes, mantendo um equilíbrio entre leituras e gravações, e usa modelagem normalizada para evitar redundância e garantir a integridade dos dados. Já o OLAP é o sistema analítico: consolida grandes volumes de dados históricos, vindos de múltiplos sistemas transacionais, em estruturas dimensionais (como o esquema estrela) para responder a consultas complexas de agregação — somatórios, médias, tendências — que varrem milhões de registros. Aqui, a leitura é a operação dominante; a escrita é rara e feita em lotes (cargas periódicas).
A confusão clássica entre os dois está no perfil de uso: o OLTP não foi feito para consultas pesadas sobre o histórico — ele prioriza a velocidade de gravação e a disponibilidade; o OLAP não foi feito para registrar transações individuais — ele prioriza a performance de leitura analítica. Um exemplo prático: o sistema de um banco que registra cada Pix é OLTP; o painel de BI que mostra o total movimentado no mês, agregando milhões de Pix, é OLAP. A mesma base de dados raramente atende bem aos dois perfis, por isso as empresas mantêm repositórios separados — o banco transacional e o data warehouse.
A pegadinha desta questão está em associar corretamente cada característica ao mecanismo certo, sem inverter os papéis. A banca mistura as quatro descrições justamente para testar se o candidato sabe que OLTP é transacional e OLAP é analítico. Guarde o par: OLTP = transações frequentes e pequenas, equilíbrio leitura/gravação, uso cotidiano; OLAP = dados históricos volumosos, consultas complexas e agregadas, uso gerencial. É exatamente esse contraste que separa as alternativas.
Característica | OLTP | OLAP |
|---|---|---|
Altera pequenas quantidades de dados com frequência e apresenta maior equilíbrio entre leitura e gravação | ✅ | ❌ |
Armazena grandes volumes de dados históricos, exigindo maior capacidade de armazenamento | ❌ | ✅ |
Executa consultas mais complexas, envolvendo grande quantidade de registros | ❌ | ✅ |
Comumente utilizado em transações bancárias online, compras eletrônicas ou envio de mensagens | ✅ | ❌ |
A sequência 1 – 2 – 2 – 1 associa corretamente: (1) OLTP altera pequenas quantidades de dados com frequência e tem maior equilíbrio entre leitura e gravação; (2) OLAP armazena grandes volumes históricos, exigindo mais capacidade; (2) OLAP executa consultas complexas sobre muitos registros; (1) OLTP é usado em transações bancárias online, compras eletrônicas e envio de mensagens. Cada característica reflete o propósito do mecanismo: o OLTP é transacional e o OLAP é analítico.
A sequência 1 – 2 – 1 – 2 erra na terceira característica: "executa consultas mais complexas, envolvendo uma grande quantidade de registros" é típica do OLAP, não do OLTP. O OLTP realiza consultas simples e pontuais sobre poucos registros (por exemplo, buscar o saldo de uma conta); consultas complexas e agregadas são o domínio do OLAP. A banca trocou o mecanismo justamente na característica que define o processamento analítico.
A sequência 1 – 1 – 2 – 1 erra na segunda característica: "armazena grandes volumes de dados históricos, o que normalmente exige maior capacidade de armazenamento" é característica do OLAP, não do OLTP. O OLTP mantém apenas os dados operacionais correntes, com histórico limitado; o acúmulo de dados históricos para análise é função do OLAP, que por isso demanda mais espaço de armazenamento.
A sequência 2 – 2 – 2 – 1 erra na primeira característica: "altera pequenas quantidades de dados com frequência e, em geral, apresenta maior equilíbrio entre operações de leitura e gravação" descreve o OLTP, não o OLAP. O OLAP não altera dados com frequência — ele recebe cargas periódicas e é dominado por leituras; o equilíbrio entre leitura e gravação é a marca do processamento transacional.
A sequência 2 – 1 – 1 – 2 erra na primeira e na quarta características. A primeira (alterações frequentes e pequenas, equilíbrio leitura/gravação) é do OLTP, não do OLAP; a quarta (uso em transações bancárias online, compras eletrônicas, mensagens) também é do OLTP, não do OLAP. A alternativa inverte completamente os dois mecanismos, atribuindo ao OLAP o perfil transacional e ao OLTP o perfil analítico.
A banca inverte os papéis: apresenta características do OLTP como se fossem do OLAP e vice-versa. O candidato que decora apenas os nomes, sem entender o propósito, troca as duas primeiras descrições. Lembre-se: OLTP escreve muito e lê pouco; OLAP lê muito e escreve raramente. Com esse critério, você acerta a sequência sem depender de memorizar cada frase.
Na prova, identifique o mecanismo pelo verbo da característica: se fala em "alterar", "transação", "frequência", "equilíbrio" → OLTP; se fala em "histórico", "volume", "consulta complexa", "agregação" → OLAP. Essa distinção resolve a maioria das questões sobre o tema.
Gabarito: letra A
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