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Questão de Noções de Informática — Conceitos e Princípios de Segurança da Informação — FGV 2023

Noções de InformáticaConceitos e Princípios de Segurança da Informação
Código
fg159684
Banca
FGV
Órgão
CAM DEP
Ano
2023
Cargo
AL ( )

Natália recebeu um e-mail cujo conteúdo é exibido a seguir.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

Lendo essa mensagem, Natália formulou algumas alternativas sobre como proceder em relação à possibilidade de que o link seja malicioso.

 

I. Clicar o link com o botão esquerdo do mouse, e abrir o link com segurança, pois claramente trata-se de um site do Banco Bom, já que o endereço do banco está expresso no texto da mensagem.

 

II. Clicar o link com o botão direito do mouse, copiar o link (endereço) e colá-lo num arquivo do Bloco de Notas, ou do Word, por exemplo, e comparar o texto colado com o link exibido na mensagem original.

 

III. Clicar o link com o botão esquerdo do mouse, enquanto pressiona a tecla Ctrl, para abri-lo numa nova guia, anônima, e abrir a nova guia com segurança.

 

Dado que Natália usa o mouse na configuração default, sobre as afirmativas descritas é correto concluir que somente

  1. AI é adequada.
  2. BII é adequada.
  3. CIII é adequada.
  4. DI e III são adequadas.
  5. EII e III são adequadas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — II é adequada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Segurança da Informação: Phishing e verificação de links

Gabarito: letra B. A única conduta adequada é a descrita na afirmativa II: clicar com o botão direito no link, copiar o endereço e colá-lo em um editor de texto para comparar com o texto exibido — essa é a técnica segura para revelar o destino real do link, que pode estar mascarado por texto enganoso. As afirmativas I e III são inadequadas porque clicar diretamente no link, mesmo em nova guia anônima, não protege contra o phishing, já que a navegação anônima apenas impede o registro local do histórico e não oculta a navegação do site visitado.

O cenário descrito é um clássico ataque de phishing, uma forma de engenharia social em que o golpista envia mensagens que simulam ser de instituições legítimas (como um banco) para induzir a vítima a clicar em links maliciosos ou fornecer dados pessoais. A mensagem exibida no e-mail de Natália aparentemente vem do "Banco Bom" e contém um link, mas isso não garante que o link aponte para o site verdadeiro do banco — o texto visível de um link pode ser completamente diferente do endereço real para onde ele direciona. Essa é a essência da técnica de mascaramento de URL: o golpista escreve "www.bancoBom.com.br" no texto do link, mas o endereço real pode ser algo como "www.banco-malicioso.com.br" ou um IP qualquer.

A forma segura de verificar o destino real de um link antes de clicar é justamente a descrita na afirmativa II: clicar com o botão direito do mouse sobre o link e selecionar a opção de copiar o endereço do link (ou "copiar endereço do link", dependendo do navegador), colando-o em um editor de texto simples como o Bloco de Notas ou o Word. Isso revela o URL completo e real, permitindo compará-lo com o texto exibido na mensagem. Essa técnica é amplamente recomendada por especialistas em segurança e é exatamente o que a banca cobra.

A afirmativa I é perigosa porque confia cegamente no texto da mensagem, que pode ser facilmente forjado. A afirmativa III também é inadequada porque a navegação anônima (ou janela privativa) do navegador apenas impede que o histórico, cookies e dados de formulários sejam salvos localmente no computador — ela não oferece proteção contra sites maliciosos, não esconde a navegação do provedor de internet, da rede corporativa ou do próprio site visitado, e não impede que o clique em um link malicioso cause danos, como o download de malware ou o roubo de credenciais. Portanto, abrir o link em uma nova guia anônima não torna o acesso seguro.

A pegadinha desta questão está em associar a navegação anônima a uma falsa sensação de segurança. O candidato que sabe que a janela anônima "não salva histórico" pode achar que ela protege contra tudo, mas ela não filtra conteúdo malicioso nem esconde a atividade do site. O critério decisivo para separar as alternativas é entender que a única forma de verificar a segurança de um link é inspecionar o endereço real para onde ele aponta, e não confiar no texto exibido nem em recursos de privacidade do navegador.

  1. 1Botão direito no link
  2. 2Copiar endereço do link
  3. 3Colar no Bloco de Notas
  4. 4Comparar com o texto exibido
LEVEL · soulevel.com.br

Item I — ❌ Incorreto

A afirmativa I sugere clicar no link com o botão esquerdo e abri-lo com segurança, pois o endereço do banco está expresso no texto da mensagem. Isso é exatamente o que o golpista espera que a vítima faça. O texto exibido em um link pode ser forjado para parecer legítimo, mas o destino real pode ser um site malicioso. Confiar no texto da mensagem é cair no golpe de phishing. A conduta correta é sempre verificar o endereço real do link antes de clicar.

Item II — ✅ Correto

A afirmativa II descreve a técnica correta e segura: clicar com o botão direito do mouse sobre o link, copiar o endereço (ou "copiar link") e colá-lo em um editor de texto como o Bloco de Notas ou o Word, para então comparar o texto colado com o link exibido na mensagem original. Essa ação revela o URL real e permite identificar se o link aponta para o site legítimo do banco ou para um endereço malicioso. É a única das três afirmativas que adota um procedimento de verificação adequado.

Item III — ❌ Incorreto

A afirmativa III sugere clicar no link com o botão esquerdo enquanto pressiona a tecla Ctrl para abri-lo em uma nova guia anônima, e então abrir a nova guia com segurança. Isso é inadequado porque a navegação anônima (ou janela privativa) apenas impede que o navegador salve localmente o histórico, cookies e dados de formulários. Ela não oferece proteção contra sites maliciosos, não esconde a navegação do provedor de internet, da rede corporativa ou do próprio site visitado, e não impede que o clique em um link malicioso cause danos, como o download de malware ou o roubo de credenciais. Portanto, abrir o link em uma nova guia anônima não torna o acesso seguro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa sensação de segurança da navegação anônima. Muitos candidatos associam a janela anônima a uma proteção total contra ameaças, mas ela apenas impede o registro local do histórico e cookies. Ela não filtra conteúdo malicioso, não esconde a navegação do site visitado e não impede o download de malware. A única forma segura de verificar um link suspeito é inspecionar o endereço real para onde ele aponta, como na afirmativa II.

PEGA ESSA DICA!

Sempre que receber um e-mail suspeito com um link, antes de clicar, passe o mouse sobre o link (sem clicar) para ver o endereço de destino na barra de status do navegador, ou clique com o botão direito e selecione "copiar endereço do link" para colar em um editor de texto e analisar o URL completo. Desconfie de mensagens que pedem urgência, que contêm erros de português ou que solicitam dados pessoais. Essa é a técnica que a banca cobra e que protege contra phishing.

Gabarito: letra B — somente a afirmativa II é adequada.

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