Questão de Português — Variações da Linguagem: Não Verbal, Regional, Histórica, Contextual. Neologismos e Estrangeirismos — FGV 2023
Português›Variações da Linguagem: Não Verbal, Regional, Histórica, Contextual. Neologismos e Estrangeirismos
Código
fg160220
Banca
FGV
Órgão
CGE SC
Ano
2023
Cargo
Aud Est ( )
Um site da Internet fala o seguinte sobre a carreira de auditor:
“Quando a gente fala em auditoria, muita gente fica de orelhaem pé.
A profissão é bastante badalada no mercado de trabalho e
geralmente associada a altos salários.
No serviço público, então, é um dos cargos mais desejados!
Mas você sabe qual são as atribuições desses profissionais?
Quanto eles ganham? Onde trabalham?
Descubra o que faz um auditor e o que estudar para se tornar
um!”
Texto
Assinale a expressão que caracteriza mais a oralidade que a linguagem informal.
Aa gente.
Bde orelha em pé.
Cbadalada.
Daltos salários.
Eentão.
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GabaritoE — então.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Oralidade × informalidade: a expressão que marca a fala
Gabarito: letra E. A expressão que caracteriza mais a oralidade do que a linguagem informal é "então", pois, no trecho "No serviço público, então, é um dos cargos mais desejados!", ela funciona como um marcador discursivo típico da fala — um elemento de transição que organiza a conversa, cria coesão com o que foi dito e imprime um tom de conclusão/ênfase próprio da oralidade. As demais alternativas são exemplos de informalidade lexical (vocabulário coloquial), mas não carregam essa marca de estruturação do discurso falado.
O comando: distinguir oralidade de informalidade
A questão pede que você identifique a expressão que caracteriza mais a oralidade que a linguagem informal. Isso não é uma simples classificação de "formal × informal". A banca quer que você perceba a diferença entre:
Informalidade: uso de vocabulário coloquial, gírias, expressões populares (ex.: "a gente", "badalada", "de orelha em pé").
Oralidade: traços que remetem à estrutura da fala, como marcadores discursivos, repetições, interjeições, hesitações, expressões de transição (ex.: "então", "bom", "tipo", "né").
A oralidade é uma característica do canal (fala × escrita), enquanto a informalidade é uma característica do registro (formal × coloquial). Uma expressão pode ser informal sem ser necessariamente um marcador de oralidade, e vice-versa.
O texto: um site com linguagem coloquial
O texto é um site que fala sobre a carreira de auditor. Ele usa uma linguagem coloquial e próxima do leitor, com expressões como "a gente", "de orelha em pé", "badalada". No trecho:
"No serviço público, então, é um dos cargos mais desejados!"
A palavra "então" não é apenas um advérbio de tempo ou conclusão. No contexto, ela funciona como um marcador discursivo que retoma a ideia anterior (a profissão ser badalada e associada a altos salários) e a reforça, dando um tom de conversa. É como se o autor estivesse dizendo: "se já é badalada no mercado, então no serviço público é ainda mais desejada". Esse uso é típico da fala espontânea.
A técnica: identificar a função no contexto
Para resolver, você deve analisar a função de cada expressão no texto, não apenas seu significado isolado. Pergunte-se: "essa expressão é um vocábulo coloquial ou um elemento que estrutura a fala?".
"A gente" é uma forma coloquial de "nós" — informalidade lexical.
"De orelha em pé" é uma expressão idiomática — informalidade lexical.
"Badalada" é um adjetivo coloquial — informalidade lexical.
"Altos salários" é uma expressão comum, mas não especificamente oral — pode aparecer em textos formais.
"Então" no início de oração, com valor de conclusão/ênfase, é um marcador discursivo — oralidade estrutural.
Expressões do texto
1Informalidade lexical
A gente (coloquial de "nós")
De orelha em pé (expressão idiomática)
Badalada (adjetivo coloquial)
2Oralidade estrutural
Então (marcador discursivo)
Conclusão/ênfase
Amarra ideias na fala
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"A gente" é uma forma coloquial de "nós", típica da fala, mas é um caso de informalidade lexical (substituição do pronome padrão). Não é um marcador discursivo; é apenas uma variante morfológica. A oralidade aqui é consequência da informalidade, não uma característica estrutural da fala.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"De orelha em pé" é uma expressão idiomática que significa "ficar alerta, desconfiado". É um exemplo clássico de linguagem informal/coloquial, mas não é um marcador de oralidade. É uma figura de linguagem (metáfora) que enriquece o vocabulário, mas não estrutura o discurso falado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Badalada" é um adjetivo coloquial que significa "famosa, comentada". É informalidade lexical — uma palavra do registro coloquial. Não há nenhuma marca de oralidade estrutural; é apenas um vocábulo informal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Altos salários" é uma expressão que, embora possa aparecer em contextos informais, não é marcadamente oral nem informal. É uma construção comum em textos jornalísticos e até formais. Não caracteriza nem a oralidade nem a informalidade de forma marcante.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Então" é a expressão que caracteriza mais a oralidade. No texto, ela funciona como um marcador discursivo que estabelece uma relação de conclusão/ênfase com o que foi dito antes. Esse uso é típico da fala espontânea, em que o falante usa "então" para amarrar ideias e dar fluência ao discurso. É uma marca de estruturação da oralidade, não apenas de vocabulário informal.
PEGA ESSA DICA!
Para distinguir oralidade de informalidade, pergunte-se: "essa expressão é um vocábulo coloquial ou um elemento que organiza a fala?". Marcadores como "então", "bom", "tipo", "né" são pistas de oralidade estrutural.