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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FGV 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
fg160226
Banca
FGV
Órgão
CGE SC
Ano
2023
Cargo
Aud Est ( )

Estamos em 2022 e, neste momento, a maioria das transações bancárias, segundo o Banco Central, é realizada na modalidade Pix. Essa modalidade já superou a TED e o DOC.


Sabemos que no Brasil existe muita sonegação, muitas empresas, principalmente as menores, não declaram tudo aquilo que movimentam. Porém, do outro lado da mesa, está a Receita Federal — com supercomputadores e com analistas bem treinados para auditar as milhares de informações que chegam aos bancos de dados do órgão.


As Secretarias de Fazenda Estaduais e as Prefeituras estão se modernizando cada vez mais (é o caso do DF, que possui a Malha Fiscal), com o uso de tecnologia para tratamento das informações recebidas através das obrigações acessórias, a fim de evitar a sonegação fiscal por parte das empresas e não deixar de arrecadar tributos.


A Receita Federal, através do sistema SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), montou uma verdadeira armadilha para as pessoas físicas e jurídicas que não declaram suas movimentações financeiras.


O que antes era feito em papel passou a ser digital e online, ou seja, hoje em dia a Receita Federal pode identificar uma operação clandestina antes mesmo de ser concluída.


E, a partir de 2023, será possível cruzar a movimentação bancária gerada pelas empresas (de qualquer porte) com as informações repassadas pelas instituições financeiras, intermediadores financeiros e instituições de pagamento para arrecadar os tributos devidos nessas operações.


Não importa a forma de transferência utilizada pelas empresas, TED, DOC, Pix etc. Tudo será informado para o fisco e, como já dissemos, no caso do Pix, a informação será retroativa.


(Arvi Consultoria)

Texto

   

Sabemos que no Brasil existe muita sonegação, muitas empresas, principalmente as menores, não declaram tudo aquilo que movimentam. Porém, do outro lado da mesa, está a Receita Federal — com supercomputadores e com analistas bem treinados para auditar as milhares de informações que chegam aos bancos de dados do órgão”.


Nesse fragmento do texto observamos que

  1. Anem todos os delitos são punidos, porque falta modernização tecnológica e dedicação dos funcionários públicos.
  2. Ba sonegação fiscal tende a desaparecer no país, em função das providências legais tomadas contra ela.
  3. Ca conjunção “porém” faz a oposição, respectivamente, entre a legalidade e a ilegalidade.
  4. Das providências legais aparecem sempre após a verificação de delitos.
  5. Eo termo “órgão” se refere ao termo anterior “supercomputadores”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — as providências legais aparecem sempre após a verificação de delitos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A oposição do "porém" e a coesão do pronome "órgão"

Gabarito: letra D. A alternativa correta é a que afirma que "as providências legais aparecem sempre após a verificação de delitos", pois o fragmento mostra a Receita Federal reagindo à sonegação: primeiro se constata o delito (não declaração), depois o fisco age (audita, cruza dados). A conjunção "porém" introduz exatamente essa contraposição entre a ilegalidade (sonegação) e a legalidade (ação do fisco). As demais alternativas ou extrapolam o texto ou erram o referente do pronome.

O comando pede que se observe o fragmento e se identifique o que ele revela. Trata-se de uma questão de compreensão (o que está explícito) e de inferência (o que se deduz com base nas pistas textuais). A banca mistura os dois níveis: a alternativa correta exige uma inferência ancorada no texto, enquanto as erradas ou contradizem o que está escrito ou acrescentam informações de fora.

No fragmento, o autor apresenta dois polos: de um lado, a sonegação (ilegalidade); do outro, a Receita Federal (legalidade). A conjunção "porém" estabelece a oposição entre esses dois polos. O texto diz que a Receita tem "supercomputadores e analistas bem treinados para auditar as milhares de informações que chegam aos bancos de dados do órgão". O pronome "órgão" retoma "Receita Federal", não "supercomputadores". A ideia de que as providências legais vêm "após a verificação de delitos" está implícita na própria estrutura: a Receita audita as informações que chegam, ou seja, age depois que os dados (e os possíveis delitos) são identificados.

A técnica para resolver é testar cada alternativa com a pergunta: o texto autoriza esta afirmação? Se a alternativa exige acrescentar algo que não está no texto, ela é inválida. No caso da letra D, a inferência é legítima porque o texto mostra a Receita reagindo à sonegação — primeiro o delito, depois a providência. Já a letra E, por exemplo, erra o referente do pronome, um erro clássico de coesão.

  1. 1Ler o fragmento
  2. 2Testar cada alternativa
  3. 3Ancorar no texto
  4. 4Evitar extrapolação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "nem todos os delitos são punidos, porque falta modernização tecnológica e dedicação dos funcionários públicos". O texto não diz isso. Pelo contrário, afirma que a Receita tem "supercomputadores e analistas bem treinados", ou seja, há modernização e dedicação. A alternativa contradiz o texto e ainda acrescenta uma opinião (falta de dedicação) que não está em nenhum trecho.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "a sonegação fiscal tende a desaparecer no país". O texto não faz essa previsão. Ele apenas descreve a atuação da Receita e as medidas de fiscalização, mas não afirma que a sonegação vai acabar. A alternativa extrapola o texto, transformando uma descrição de esforço em uma conclusão absoluta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a conjunção "porém" faz a oposição "entre a legalidade e a ilegalidade". Isso está parcialmente correto, mas a oposição é entre a sonegação (ilegalidade) e a atuação da Receita (legalidade), não entre os conceitos abstratos de legalidade e ilegalidade. A alternativa restringe o sentido, simplificando demais a relação. Além disso, o foco da questão é a oposição concreta entre os dois polos do fragmento.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que "as providências legais aparecem sempre após a verificação de delitos". Isso é uma inferência legítima do texto. O fragmento mostra a Receita auditando informações que chegam aos seus bancos de dados, ou seja, ela age depois que os dados (e os possíveis delitos) são identificados. O texto diz:

"a Receita Federal — com supercomputadores e com analistas bem treinados para auditar as milhares de informações que chegam aos bancos de dados do órgão"

A palavra "auditar" indica uma ação posterior à verificação. Além disso, o texto como um todo descreve medidas que visam coibir a sonegação, sempre em resposta a ela. A alternativa está ancorada no texto, sem extrapolar.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o termo "órgão" se refere a "supercomputadores". Isso é um erro de coesão referencial. O pronome "órgão" retoma "Receita Federal", como se vê no trecho:

"as milhares de informações que chegam aos bancos de dados do órgão"

Os bancos de dados são da Receita Federal, não dos supercomputadores. A alternativa troca o referente, um erro clássico de interpretação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o referente do pronome "órgão" e o termo imediatamente anterior ("supercomputadores"), além de induzir a extrapolações sobre a eficácia das medidas fiscais.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o referente de um pronome, pergunte: "a que termo ele se liga gramaticalmente?" e confirme com a concordância e o sentido. No caso, "órgão" é um substantivo que só pode se referir a uma instituição, não a um equipamento.

Gabarito: letra D. A questão ensina que a resposta deve estar ancorada no texto: a inferência é válida quando há pistas, e o erro mais comum é extrapolar ou trocar o referente de um pronome.

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