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Questão de Português — Figuras de Linguagem — FGV 2023

PortuguêsFiguras de Linguagem
Código
fg160374
Banca
FGV
Órgão
Pref BH
Ano
2023
Cargo
AAE ( )

Assinale a opção em que a figura de linguagem está corretamente identificada.

  1. AParadoxo: “Um homem só está sempre em má companhia.”
  2. BPleonasmo: “Para o desesperado, a partida não parece menos impossível do que o retorno.”
  3. CEufemismo: “A humanidade se divide em duas categorias: aqueles que se levantam tarde e aqueles que se levantam cedo.”
  4. DHipérbole: “A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero.”
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Paradoxo: “Um homem só está sempre em má companhia.”

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Figuras de linguagem: paradoxo, pleonasmo, eufemismo e hipérbole

Gabarito: letra A. A única identificação correta é o paradoxo em “Um homem só está sempre em má companhia.” A frase une termos contraditórios — “só” (sozinho) e “companhia” — criando uma contradição aparente, exatamente o que define o paradoxo. As demais alternativas erram ao rotular figuras que não correspondem ao que o trecho apresenta: B não é pleonasmo, C não é eufemismo e D não é hipérbole.

O comando

A questão pede que você assinale a opção em que a figura de linguagem está corretamente identificada. Isso significa que você deve testar cada alternativa: a figura nomeada precisa corresponder ao recurso expressivo presente no trecho. Não basta saber a definição teórica — é preciso aplicá-la ao texto, reconhecendo o efeito de sentido que cada frase produz.

O texto e a técnica

Cada alternativa traz uma frase isolada e um rótulo de figura. A técnica é: identifique o recurso expressivo real da frase e compare com o rótulo. Veja o que cada figura exige:

  • Paradoxo (ou oximoro): une termos contraditórios que, juntos, criam uma contradição aparente — mas que faz sentido no contexto. Ex.: “É ferida que dói e não se sente.”

  • Pleonasmo: repetição de uma ideia já contida em outra palavra, com valor estilístico (reforço) ou vicioso (redundância). Ex.: “Subir para cima.”

  • Eufemismo: suaviza uma ideia desagradável, substituindo-a por expressão mais amena. Ex.: “Ele partiu cedo demais” (= morreu).

  • Hipérbole: exagero intencional. Ex.: “Morreu de rir.”

Agora, aplique a cada alternativa:

1Paradoxo
une termos contraditórios
contradição aparente
Ex.: "só" × "companhia"
2Pleonasmo
repete ideia já contida
Ex.: "subir para cima"
3Eufemismo
suaviza ideia desagradável
Ex.: "partiu cedo demais"
4Hipérbole
exagero intencional
Ex.: "morreu de rir"
Figuras de linguagem
LEVELsoulevel.com.br
Figuras de linguagem: Paradoxo (une termos contraditórios, contradição aparente, Ex.: "só" × "companhia"); Pleonasmo (repete ideia já contida, Ex.: "subir para cima"); Eufemismo (suaviza ideia desagradável, Ex.: "partiu cedo demais"); Hipérbole (exagero intencional, Ex.: "morreu de rir")

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Um homem só está sempre em má companhia.”

A frase apresenta paradoxo: “só” (sozinho) e “companhia” são termos contraditórios — quem está só não tem companhia. A contradição é aparente, mas o sentido é profundo: a solidão é uma “má companhia”. Isso é exatamente o paradoxo, figura de pensamento que une ideias opostas para criar um efeito expressivo. Correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Para o desesperado, a partida não parece menos impossível do que o retorno.”

Aqui não há pleonasmo (repetição de ideia). Há uma comparação entre “partida” e “retorno” — ambos parecem impossíveis para o desesperado. A figura presente é a comparação (ou símile), não o pleonasmo. Erro: troca de figura — a banca trocou o rótulo, esperando que você confundisse a estrutura comparativa com repetição.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“A humanidade se divide em duas categorias: aqueles que se levantam tarde e aqueles que se levantam cedo.”

Não há eufemismo (suavização de algo desagradável). A frase apenas classifica a humanidade em dois grupos, sem atenuar nenhuma ideia pesada. A figura seria, no máximo, uma antítese (oposição entre “tarde” e “cedo”), mas não eufemismo. Erro: troca de figura — a banca explora a confusão entre oposição e suavização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero.”

Não há hipérbole (exagero). A frase apresenta uma contradição — “tranquilo desespero” — que é um paradoxo/oximoro, não exagero. O termo “tranquilo” e “desespero” são opostos, criando a mesma figura da alternativa A. Erro: troca de figura — a banca tenta fazer você confundir paradoxo com hipérbole.

Conclusão

A única alternativa em que a figura está corretamente identificada é a A. As demais erram ao rotular figuras que não correspondem ao recurso real do trecho: B é comparação, C é classificação (com possível antítese) e D é paradoxo. Gabarito: letra A.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar figuras, pergunte: “qual é o efeito de sentido?” — contradição? exagero? suavização? repetição? — e só então rotule. Não decore exemplos; entenda o mecanismo.

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