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Questão de Português — Outras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática) — FGV 2023

PortuguêsOutras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática)
Código
fg160463
Banca
FGV
Órgão
Pref RJ
Ano
2023
Cargo
FR ( )

“A beneficência é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e recomenda.”

 

Sobre a estruturação dessa frase do Marquês de Maricá, é correto afirmar que:

  1. Aas duas ocorrências da conjunção E mostram, respectivamente, valor aditivo e adversativo;
  2. Bos adjetivos “feliz” e “oportuna” têm valor de estado, referindo-se a “beneficência”;
  3. Co pronome oblíquo “a”, em “a dirige e recomenda”, funciona como objeto direto desses dois verbos;
  4. Do pronome oblíquo “a” em “a dirige” se refere a “prudência”;
  5. Eo substantivo “beneficência” está grafado erradamente, sendo correta a forma “beneficiência”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — o pronome oblíquo “a”, em “a dirige e recomenda”, funciona como objeto direto desses dois verbos;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática do pronome oblíquo "a" na frase de Maricá

Gabarito: letra C. O pronome oblíquo "a", em "a dirige e recomenda", funciona como objeto direto dos dois verbos, pois retoma o substantivo "beneficência", que é o termo que sofre a ação de "dirigir" e "recomendar". A frase "A beneficência é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e recomenda" pode ser reescrita como "quando a prudência dirige e recomenda a beneficência", o que comprova a função sintática de objeto direto.

A questão pede uma análise sintática da frase, não uma interpretação de sentido. O comando "Sobre a estruturação dessa frase" indica que devemos observar a função de cada termo na oração. A alternativa correta é a que identifica corretamente o papel do pronome oblíquo "a", que é um pronome pessoal do caso oblíquo átono, usado para retomar um termo anterior e evitar repetição.

Na frase, temos duas orações: a principal "A beneficência é sempre feliz e oportuna" e a subordinada adverbial temporal "quando a prudência a dirige e recomenda". Na oração subordinada, o sujeito é "a prudência", e os verbos são "dirige" e "recomenda". O pronome "a" aparece antes dos dois verbos, funcionando como complemento deles. Como "beneficência" é um substantivo feminino singular, o pronome "a" o retoma, e a função é de objeto direto, pois não há preposição.

A banca explora a confusão entre o pronome oblíquo "a" e a preposição "a", ou entre o referente correto (beneficência) e um referente incorreto (prudência). A pegadinha está em identificar a que termo o pronome se refere e qual a sua função sintática.

Pronome oblíquo "a"
  • 1Referente
    • Beneficência (objeto direto)
    • ~~Prudência~~ (sujeito)
  • 2Função sintática
    • Objeto direto (sem preposição)
    • Prova: reescrita "dirige e recomenda a beneficência"
  • 3Pegadinhas
    • Confundir com preposição "a"
    • Trocar o referente (prudência)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as duas ocorrências da conjunção "E" têm, respectivamente, valor aditivo e adversativo. Na frase, o primeiro "e" liga os adjetivos "feliz" e "oportuna" (valor aditivo), mas o segundo "e" liga os verbos "dirige" e "recomenda" (também aditivo). Não há valor adversativo em nenhuma das ocorrências. O erro é trocar o valor do conectivo: o segundo "e" é aditivo, não adversativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que os adjetivos "feliz" e "oportuna" têm valor de estado, referindo-se a "beneficência". De fato, eles se referem a "beneficência" e funcionam como predicativo do sujeito, pois vêm após o verbo de ligação "é". No entanto, o erro está em dizer que têm "valor de estado" — eles expressam uma qualidade atribuída ao sujeito, não um estado. A alternativa confunde predicativo do sujeito com adjunto adnominal ou com valor de estado, o que não se sustenta.

Alternativa C — ✅ Correta

O pronome oblíquo "a" em "a dirige e recomenda" funciona como objeto direto dos dois verbos. Isso se prova pela reescrita: "a prudência dirige e recomenda a beneficência". O pronome "a" retoma "beneficência", que é o termo que sofre a ação. Não há preposição, logo é objeto direto. A alternativa está correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o pronome "a" em "a dirige" se refere a "prudência". Isso é um erro de referência pronominal: o pronome "a" retoma "beneficência", não "prudência". Se retomasse "prudência", a frase seria "a prudência a dirige" — mas "prudência" é o sujeito, não o objeto. A alternativa troca o referente do pronome.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "beneficência" está grafada erradamente, sendo correta a forma "beneficiência". Isso é um erro de ortografia: a forma correta é "beneficência", sem o "i" após o "c". A palavra deriva de "beneficente", e a grafia com "i" é incorreta. A alternativa extrapola ao afirmar que há erro, quando na verdade a grafia está correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o pronome oblíquo "a" e a preposição "a", e entre o referente correto (beneficência) e o incorreto (prudência). A chave é identificar a função sintática do pronome e o termo que ele retoma.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar a função de um pronome oblíquo, substitua-o pelo substantivo que ele retoma e observe se há preposição. Se não houver, é objeto direto.

Gabarito: letra C.

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